Desempenho e tabela dão esperança ao Inter, mas histórico não ajuda

20/9/2022 08:53

Desempenho e tabela dão esperança ao Inter, mas histórico não ajuda

Desempenho e tabela dão esperança ao Inter, mas histórico não ajuda

O Internacional de Mano Menezes foi competitivo em Goiânia, especialmente no primeiro tempo contra o Atlético.



Ainda que sofrendo no início, com o time de Eduardo Baptista criando problemas para o lateral Bustos com a parceria Wellington Rato e Arthur Henrique pela esquerda. Mas descomplicando o primeiro tempo com o entendimento da dupla Alemão-Pedro Henrique, dentro do 4-1-4-1 que tinha Maurício à direita, com a ausência de Wanderson no lado oposto, e Edenilson e Alan Patrick por dentro.

Dois gols de Pedro Henrique, ligeira superioridade na posse (52%) e uma finalização a menos no geral (8 a 9), porém uma a mais na direção da meta (3 a 2). O time gaúcho se impôs, mesmo com as ausências do goleiro Daniel e de Jhonny no meio-campo.
Segunda etapa de pressão dos donos da casa, no desespero de sair do buraco de duas eliminações doídas na Copa do Brasil e na Sul-Americana, pelos contextos das disputas com Corinthians e São Paulo, respectivamente. Competições que foram priorizadas e afundaram o time no Z-4, agora a seis pontos do Coritiba, 16º colocado.

60% de posse, dez finalizações a cinco e superioridade, muito pela entrada de Marlon Freitas na vaga de Rhaldney. O camisa oito participou com belo lançamento para Aírton servir Churín, que diminuiu. Ricardinho ainda perdeu a chance mais cristalina do empate, dentro da pequena área ao receber passe de Léo Pereira.

Mano reoxigenou sua equipe com substituições e conseguiu suportar até o final. Chegou a cinco vitórias e um empate desde a derrota por 3 a 0 para o Fortaleza. Foi 100% contra Avaí, Juventude, Cuiabá e Atlético-GO, todos na zona de rebaixamento, e teve o grande momento nos 3 a 0 impostos sobre o Fluminense, além da demonstração de força ao empatar por 2 a 2 com o Corinthians na Neo Química Arena, sendo melhor e tendo a chance de vitória no segundo tempo.

Os 3 a 0 sobre o Galo, na estreia de Cuca, e o trabalho que o Colorado deu ao Palmeiras no Allianz Parque - vitória alviverde em um gol "achado" de Gabriel Menino quando o time de Abel Ferreira parecia perdido no segundo tempo da vitória sofrida por 2 a 1 - seriam outras credenciais fortes para ainda acreditar no título.

Até porque a tabela proporciona duelos, ao menos em tese, menos complicados para o Inter, inclusive um Flamengo no Maracanã em jogo já muito próximo da ida da decisão da Copa do Brasil. Além disso, na matemática a missão é tirar seis pontos até a rodada 37 e tentar tudo na rodada final, com o jogo entre as equipes no Beira-Rio.

Mereceria, sim, muita consideração e o tratamento de que o campeonato ainda está aberto, faltando onze rodadas. O problema, porém, é que o histórico do time no Brasileiro não ajuda muito.

Não só pelos 42 anos sem conquistas desde o título invicto de 1979, mas pelas vezes em que falhou em circunstâncias parecidas. Como em 2009, quando foi mais um que cresceu, sob o comando de Mário Sérgio, no "vácuo" da histórica queda do Palmeiras de Muricy, que era líder e virtual campeão e terminou fora até do G-4, mas a taça ficou com o Flamengo.

Ou mais recente, quando tomou a liderança do São Paulo com uma sequência de nove vitórias, inclusive um 5 a 1 no confronto direto no Morumbi, porém sofreu uma inexplicável derrota no Beira-Rio para o Sport, perdeu a liderança para o Flamengo na penúltima rodada e não conseguiu vencer em casa um Corinthians cumprindo tabela para confirmar o título.

Sim, o contexto agora é diferente. Mudou treinador, também parte do elenco. Mas o retrospecto de "pipocadas" do clube não transmite segurança de que uma nova história será contada. Ainda mais na disputa com um time vencedor, faltando se provar nos pontos corridos, que perde pouco e compete sempre.

As duas rodadas depois da data FIFA, com o Internacional pegando Bragantino e Santos em casa, enquanto o Palmeiras encara o Galo no Mineirão e depois vai ao Nílton Santos enfrentar o Botafogo, vão clarear as expectativas sobre a disputa no topo.

Mas é difícil acreditar em quem já falhou tantas vezes na tentativa de encerrar o maior jejum entre os grandes no Brasileiro.


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