O Palmeiras está próximo de acertar com Caio Paulista , lateral-esquerdo que pertence ao Fluminense e esteve cedido por empréstimo ao São Paulo , aplicando assim um “chapéu” no Tricolor do Morumbi, que perdeu o prazo para compra do atleta após não chegar a um acordo com a direção do rival carioca.
Ao longo da história, Palmeiras e São Paulo afloraram a quente rivalidade dentro de campo também com batalhas por contratações. Foram diversos os atletas que “pularam o muro” do CT e vestiram a camisa rival, algo que Caio Paulista está bem próximo de fazer.
O ESPN.com.br lista abaixo 15 jogadores que fizeram esse movimento de trocar um rival pelo outro. A relação, que conta com nomes históricos como Zetti, Müller, Evair e Lúcio, só leva em consideração as transferências diretas entre os clubes e não o que aconteceu com Cafu e Antônio Carlos. Os dois vestiram ambas as camisas, mas com um hiato entre as passagens.
Veja abaixo a lista de nomes que “pularam o muro” ao longo dos anos:
O goleiro era titular do Palmeiras até quebrar a perna em 1988, em uma dividida com o atacante Bebeto, do Flamengo. Quando voltou, perdeu espaço para Velloso e aceitou a transferência para o São Paulo. No Morumbi, foi o camisa 1 do time bicampeão da Libertadores e do Mundial, entre outras conquistas. Saiu em 1996 para dar lugar a Rogério Ceni.
Craque revelado na base do São Paulo, Müller foi bicampeão do mundo no Morumbi em 1992 e 1993, transferiu-se para o exterior no ano seguinte e, em 1995, já estava no Palmeiras. Foi campeão paulista pelo time de Vanderlei Luxemburgo em 1996 e, surpreendentemente, aceitou voltar ao Tricolor no segundo semestre para uma última passagem, sem o mesmo sucesso das outras.
Outra grande figura que trocou o Palmeiras pelo São Paulo foi Evair. Herói do título paulista de 1993, que tirou o Verdão da fila, o atacante anunciou a saída do Palestra Itália após o vice do Mundial Interclubes para o Manchester United e aceitou o desafio de defender o São Paulo. A história no Morumbi durou só um semestre, mas o suficiente para ser campeão paulista em 2000.
Pouco depois de Evair, Marcelo Ramos fez o mesmo caminho. Atacante do Palmeiras no primeiro semestre de 2000, quando foi campeão do Torneio Rio-São Paulo e vice da Libertadores, ele mudou-se para o São Paulo para fazer dupla com França na Copa João Havelange, o equivalente ao Brasileirão. Fez gols importantes, mas saiu ao fim da temporada.
Mais uma mudança do Parque Antárctica para o Morumbi. Itamar fez parte do Palmeiras rebaixado pela primeira vez na história à Série B e, na virada do ano, aceitou proposta para defender o São Paulo. Foi basicamente reserva de Reinaldo e Luis Fabiano até deixar o Tricolor em junho de 2003.
Se Itamar trocou o Palmeiras pelo São Paulo, Leandro Amaral fez o caminho inverso. Reserva no Tricolor em 2002, o atacante foi uma das apostas do Verdão para a reconstrução no ano seguinte, mas atuou pouquíssimas vezes até se despedir. O curioso é que o passo seguinte da carreira foi o Corinthians.
Muito antes de se tornar ídolo do Flamengo, Léo Moura passou pelo futebol paulista. Foi titular do Palmeiras em 2002, na campanha que culminou com o rebaixamento no Brasileirão, e depois transferiu-se para o São Paulo. A passagem pelo Morumbi durou um ano e, após não conseguir se firmar como esperado, o jogador optou por retornar ao Rio de Janeiro.
O atacante revelado na Ponte Preta pertencia ao São Paulo, mas não fazia parte dos planos da comissão técnica. Por isso, foi cedido por empréstimo ao Palmeiras para a disputa do Campeonato Brasileiro de 2006. A experiência com a camisa alviverde não rendeu frutos positivos, e Roger seguiu outros rumos na carreira.
Foi um grande "chapéu" do São Paulo, que conseguiu trocar o lateral, então uma grande promessa da base do Palmeiras, sem pagar nada. Na época, o atleta disse ter “se livrado de uma barca furada” ao deixar o Alviverde e acertar com o Tricolor do Morumbi, onde foi bicampeão brasileiro em 2006 e 2007 antes de ir jogar na Europa.
Titular na campanha de acesso do Palmeiras na Série B de 2003, o lateral-esquerdo foi emprestado pelo Alviverde ao São Paulo na mesma negociação que fez Roger tomar o caminho inverso. No Morumbi, ficou apenas um semestre, mas o suficiente para integrar o time campeão brasileiro em 2006.
De mesmo nome que o lateral, o zagueiro pentacampeão do mundo teve passagem conturbada pelo São Paulo em 2013, ao jogar pouco e ser afastado por problemas de comportamento. Na virada do ano, foi liberado para atuar em outro clube e assinou com o Palmeiras, onde foi dono da posição na equipe que apenas lutou para não cair em 2014.
Quando Lúcio chegou ao Palmeiras, Kardec era titular e estrela do clube, mas tudo mudou no meio da temporada, quando o São Paulo entrou em acordo com o Benfica e "roubou" o atacante do rival. Na época, a negociação foi tão polêmica que gerou a clássica entrevista de Carlos Miguel Aidar. O presidente tricolor desdenhou da reclamação do colega Paulo Nobre e disse que o Verdão havia se “apequenado” nos últimos anos.
Outro ex-palmeirense que foi para o São Paulo na mesma época foi Wesley. O meio-campista tinha sido contratado pelo Verdão para ser o grande nome do elenco na Série B de 2013, mas as atuações desagradaram, e muito, a torcida. Ao fim do contrato, Wesley mudou-se para o São Paulo, onde também passou longe de ter o sucesso que havia conseguido no Santos.
Campeão brasileiro pelo Palmeiras em 2015, o atacante que pertencia ao Porto deixou o Allianz Parque para ser um dos reforços do São Paulo. No Morumbi, foi titular e ajudou na campanha que levou o clube à semifinal da Libertadores, mas depois sucumbiu a problemas físicos e perdeu espaço.
O último jogador do São Paulo que o Palmeiras foi buscar. Após romper com a torcida tricolor no segundo semestre de 2015, o meio-campista deu a volta por cima no ano seguinte, mas assinou contrato para defender o então campeão brasileiro na temporada 2017. A experiência no Allianz Parque durou apenas um ano, sem tanto sucesso e título.
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