Wesley Lima de Souza conquistou a primeira convocação para a Copa São Paulo aos 15 anos, agora em 2024, e entrou para a lista dos mais jovens do Palmeiras a estrearem na competição. Mas está longe de ser o único. Ao longo dos últimos dois anos, o mesmo se repetiu com Endrick, Luis Guilherme e Estêvão. Um movimento estratégico do Verdão visando o mercado internacional.
A equipe, aliás, enfrenta o Aster às 18h30 desta segunda-feira, em duelo eliminatório pela terceira fase do torneio.
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É o terceiro ano seguido do Palmeiras com inscrição de atletas duas categorias abaixo para o principal torneio de base do Brasil.
Enquanto a Copinha é formada em sua maioria por nomes sub-20 e com atletas de até 21 anos - a serem completados em 2024 -, o Palmeiras inscreveu no torneio um elenco com média de idade em 17,9 anos. Com a saída do goleiro Kaique para o Pré-Olímpico, esse número ainda caiu para 17,8.
– É uma estratégia do clube tentar maturar os jogadores mais cedo. O mercado mundial procura jogadores para terminar a formação, os de 18 até 20 anos, no máximo, são mais valorizados – explica o coordenador da base do Palmeiras , João Paulo Sampaio, ao ge .
– E o talento não pede licença, ele consegue o espaço. Jogadores talentosos conseguem o espaço deles mostrando no dia a dia, a gente só dá a oportunidade – completa.
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Estêvão e Luighi após gol marcado em vitória do Palmeiras sobre o Sport na Copinha — Foto: Cesar Menotti / Palmeiras
Estêvão e Luighi após gol marcado em vitória do Palmeiras sobre o Sport na Copinha — Foto: Cesar Menotti / Palmeiras
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Endrick tornou-se principal exemplo dessa valorização citada pelo dirigente. Antes mesmo de completar 18 anos, está com a venda sacramentada ao Real Madrid por 35 milhões de euros fixos e até 25 milhões de euros em bônus - que são cerca de R$ 198 milhões e R$ 141 milhões.
Ele chegou no Sub-11 e antecipou etapas da base ao profissional, sendo o único campeão por todas as categorias do Verdão e protagonista na arrancada pelo título brasileiro.
Endrick, aliás, tinha 15 anos quando já atuava no sub-20 e foi o camisa 9 da então inédita conquista da Copinha para o Palmeiras , em 2022. No mesmo ano, Luis Guilherme também foi relacionado com essa idade. E em 2023, foi a vez de Estêvão - campeão novamente.
– A gente vem fazendo isso desde Luan Cândido, Artur, que foi negociado agora, Vitinho, que foi ao Barcelona e vendido depois para o Red Bull. Todos esses pularam etapas para jogar muito jovens – lembra João Paulo Sampaio.
– A gente tem um trabalho muito forte na iniciação, coordenada pelo Marcelo Francisco, e hoje o futsal ficou ligado à gente. Os mesmos treinadores do campo são os do futsal, desde o ano passado. Então temos muitos jovens que podem dar esse passo – ressalta o coordenador.
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Endrick e John Kennedy são parceiros de Seleção Pré-Olímpica
Neste ano, além de Wesley - nascido em 2008 -, o Palmeiras fez o mesmo movimento com outros atletas, sendo quatro da lista, por exemplo, nascidos em 2007: o goleiro Luiz Sá, os meio-campistas Erick Belé e Felipe Goto e o atacante Estêvão, agora em seu segundo ano de torneio e na mira de clubes como Chelsea, Barcelona e PSG.
E a medida que ganham rodagem ainda mais novos, o Palmeiras acelera a maturação de atletas para debutá-los no profissional e ainda valorizar negociações em termos financeiros.
Em 2023, por exemplo, o Verdão terminou o Brasileiro como o sexto clube que mais utilizou atletas da base e o dono da quarta menor média de idade neste quesito, segundo pesquisa divulgada pelo CIES em novembro.
Uma movimentação, portanto, que faz parte da filosofia do Palmeiras , na busca por fazer crescer o que puderem controlar.
– No Palmeiras não existe cobrança para ganhar, existe cobrança para ser o melhor.
– A gente não controla o jogo em si. Mas a gente controla ter bons jogadores, bons talentos, bons profissionais, de treinadores, comissões, captação. O que a gente controla é de fora. No jogo vem a chuva, expulsão, acontece de outro time ser melhor, mas hoje a gente tem uma geração muito talentosa, não só do sub-20, mas desde o sub-10 em diante – conclui o coordenador.
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