Em entrevista coletiva nesta terça-feira (16), na Academia de Futebol, a presidente do Palmeiras , Leila Pereira , falou sobre a polêmica contratação do lateral-esquerdo Caio Paulista , ex- São Paulo .
De acordo com a mandatária, o "chapéu" dado pelo Verdão não abalou sua boa relação com o presidente tricolor, Julio Casares , com quem Leila tem relação antiga.
Além disso, a presidente comandante palestrina explicou os bastidores da contratação e salientou que o Alviverde "não fez nada de irregular", o que não daria qualquer espaço para reclamação por parte dos são-paulinos.
"Eu tenho ótimo relacionamento com todos presidentes de clubes. Todos! Ótimo relacionamento e muito respeito. Com relação ao Caio Paulista, não houve problema nenhum. O Julio Casares é um amigo, uma pessoa que respeito muito, conheço desde antes de ser presidente do São Paulo", iniciou.
"A questão do Caio é que ele estava no São Paulo, mas tinha uma cláusula de opção de compra do atleta. Até essa data da cláusula, nós não fizemos contato. Quando o São Paulo não fez a opção de compra, e isso é problema do São Paulo, não do Palmeiras, o jogador ficou livre para ser negociado pelo Fluminense", argumentou.
"Nossa comissão técnica tinha interesse pelo atleta, o jogador foi nos oferecido, nós tínhamos interesse, e foi dessa forma que ocorreu. O Palmeiras não fez nada, nada irregular", assegurou.
Leila também ressaltou que a situação é muito diferente de negociações por um atleta com contrato vigente.
De acordo com a presidente, ela interrompe imediatamente qualquer conversa se não há interesse no outro clube negociar o jogador.
"É diferente quando o Palmeiras tem interesse em algum atleta de algum clube que tem contrato vigente com o clube. Antes de qualquer aproximação, eu converso com o presidente e pergunto: 'Vocês têm interesse em negociar?'. Se disserem 'não', então para (a negociação), nem começa. Mas não foi esse o caso (de Caio Paulista)", apontou.
"O Caio estava livre para ser negociado. Se não fosse o Palmeiras, e tenho certeza que outros clubes também tinham interesse, qualquer um poderia ter adquirido o atleta", disse.
"Foi isso o que aconteceu: o São Paulo tinha um prazo, que era 15 de dezembro, e aí, quando expirou esse prazo, o atleta foi oferecido ao Palmeiras. Nós tivemos interesse, como vários outros clubes, e ainda bem que deu certo para nós", finalizou.
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