Leila Pereira: Presidente do Palmeiras Rompe Barreiras no Futebol

3/2/2024 02:01

Leila Pereira: Presidente do Palmeiras Rompe Barreiras no Futebol

Garra feminina no comando do Palmeiras: Leila Pereira ensina a superar obstáculos no mundo machista do futebol

Leila Pereira: Presidente do Palmeiras Rompe Barreiras no Futebol

Uma frase serviu de combustível para a bem-sucedida empresária Leila Pereira, primeira presidente do Palmeiras, no mundo "machista" do futebol: "Eu nunca perco: ou eu ganho ou eu aprendo".

Essas nove palavras, compartilhadas em seu status no WhatsApp, renderam frutos para uma das brasileiras mais ricas e única mulher à frente de um grande time da América do Sul, ao lado da colombiana Marcela Gómez, do América de Cali.

E esta advogada e jornalista de 59 anos soube usar o poder econômico para fortalecer o Verdão e liderá-lo em uma era de ouro.

Crédito da imagem: @leilapereira

"Eu uso as minhas derrotas, as perdas que tenho na minha vida, os dissabores, como aprendizado.

Não há nada melhor, porque quando você ganha muito, você baixa a guarda, fica tranquila.

É aí que mora o perigo", disse ela em entrevista à AFP no moderno centro de treinamento do clube, em São Paulo.

No início, ela teve que superar "obstáculos" para se tornar presidente em dezembro de 2021.

Crédito da imagem: @palmeiras

"O maior de todos: ser mulher", diz Leila, que reforça suas palavras gesticulando com as mãos.

Clube como empresa Nascida em Cambuci, no estado do Rio de Janeiro, Leila Pereira entrou no mundo do futebol graças ao marido, José Roberto Lamacchia, torcedor do Verdão e dono da empresa de crédito Crefisa.

Crédito da imagem: @leilapereira

Lamacchia cedeu a ela o controle do negócio em 2008.

Futebol você faz com investimento, não faz somente com boa vontade", garante Leila.

Esse nosso método de administrar está mais que comprovado que é o mais eficaz: você tratar o clube como se fosse uma empresa, levando sempre em conta a paixão do torcedor".

Esse pensamento empresarial trouxe críticas dos mais puristas do futebol.

Mas a verdade é que vários times brasileiros têm dívidas milionárias e fama de "caloteiros", assim como o Palmeiras do passado.

Leila, que busca um novo mandato de três anos, após o qual promete se dedicar às suas empresas, atribui os ataques ao "machismo estrutural".

Assim, há duas semanas ela deu uma coletiva de imprensa inusitada exclusivamente para repórteres mulheres, com o objetivo de defender mais "espaços" e "oportunidades".

Diante de trinta jornalistas, anunciou a tão esperada renovação de Abel Ferreira até o final de 2025, e zombou dos homens que ficaram "histéricos" com a iniciativa.

"Eu não posso acabar com o machismo do mundo", diz ela.

"Mas o que eu posso fazer (para combatê-lo), eu faço".


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