O Palmeiras encerrou a temporada com a frustração de não ter conseguido conquistar seu tetracampeonato na Copa Libertadores. A derrota na competição continental se agrava com o deslize de não manter a liderança no Campeonato Brasileiro e a perda do título do Paulistão para seu maior rival. O clima dentro das Alamedas Palestrinas não é dos melhores, especialmente para a presidente Leila Pereira, que enfrenta um momento turbulento.
O jogador Marcel Ruiz comunicou ao Palmeiras seu desejo de priorizar uma carreira na Europa, enquanto Murilo manteve sua posição como titular, embora tenha registrado uma diminuição na sequência de jogos. Este foi um ano atípico para o Maior Campeão do Brasil, que não conseguiu corresponder às expectativas. A situação exige uma reavaliação, mas também pede um arrefecimento dos ânimos, especialmente após a reunião do Conselho que expôs uma crise interna, evidenciada pelo caloroso debate entre a presidente Leila e um conselheiro.
A presidente Leila tem enfrentado críticas duras, principalmente por sua tentativa de conseguir um terceiro mandato, uma manobra que ela defendeu ao mencionar a administração do Real Madrid. Além disso, Leila fez duras críticas ao desempenho do time na Libertadores, o que levou o comentarista Casagrande a analisar suas declarações de forma incisiva durante o programa Uol Esporte News. Para Casagrande, embora concorde com a insatisfação de Leila em relação à derrota, a maneira como ela se expressou levanta questões sobre a ética de sua postura.
Casagrande afirmou: “Eu concordo com ela com a derrota, não chutou no gol, mas só vou concordar plenamente com ela se ela falou isso numa reunião interna com os jogadores e com o Abel. Aí eu concordo plenamente, porque ela vai lá e fala isso, mas os jogadores sabem que ela falou isso pra eles também”. O comentarista não poupou críticas à maneira como Leila se manifestou, chamando suas ações de traição se não foram dirigidas diretamente aos jogadores e ao técnico Abel Ferreira.
A movimentação de Leila para estender seu mandato no clube também foi vista por Casagrande como um golpe, afirmando que modificar estruturas políticas estabelecidas em prol de interesses pessoais, independente da forma como isso é feito, deve ser classificado como tal. Ele disse: “Quando tem um estatuto, uma constituição, algo definido, e alguém deseja mudar o cenário para obter benefício próprio, isso é golpe”.
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