Após terminar o Brasileirão em 2º e perder a Libertadores para o Flamengo, a situação de Abel Ferreira não é perfeita. No entanto, os torcedores e o presidente não esquecem todos os títulos que ele já conquistou pelo clube e lhe deram um voto de confiança para continuar. Muita especulação surgiu sobre sua possível saída, com várias notícias falsas circulando sobre o assunto que, spoiler alert, não se concretizaram.
Felizmente para o Palmeiras, ele continua no comando. Nem tudo foi ruim. Apesar do campeonato ter sido vencido pelo Flamengo, o Verdão quebrou o recorde de pontos conquistados em uma temporada. Mesmo com o final de ano negativo, há motivos para acreditar que o Palmeiras ainda pode lutar por títulos. Então, vamos fazer uma retrospectiva do ano que está prestes a acabar, analisar os altos e baixos e, claro, olhar para o futuro.
Um vice de recorde e um ano sem volta olímpica
2º lugar com 76 pontos. Se quiser ver o copo meio cheio, pode pensar que foi a melhor pontuação que um vice-campeão fez. Se quiser ver o copo meio vazio, o que é compreensível, a verdade é que o campeonato foi perdido para o Flamengo. Infelizmente, a estrelinha não esteve do nosso lado nos confrontos diretos, que acabamos perdendo, dois seguidos. Certamente, a sorte nos jogos de cassino foi bem maior para qualquer torcedor do Verdão do que a sorte no futebol este ano.
A campanha no campeonato foi marcada por regularidade, poucas derrotas e uma consistência competitiva que manteve o Verdão sempre colado à liderança. Faltou, porém, aquele sprint final que separa campanhas memoráveis de temporadas vitoriosas. O problema não foi jogar mal durante o ano, mas sim tropeçar quando a margem de erro desapareceu.
Nas copas, o golpe foi ainda mais duro. A final da Libertadores contra o Flamengo carregou uma carga emocional enorme. O contexto da decisão, a rivalidade recente entre os clubes e a expectativa de mais uma conquista continental amplificaram o impacto da derrota. A equipe de Abel Ferreira esteve no jogo, competiu, mas voltou a falhar nos detalhes — e em finais, isso costuma ser fatal. O pós-jogo foi dominado por críticas, análises duras e um debate intenso sobre o desgaste do ciclo.
Da possibilidade de adeus à renovação até 2027
Desde que chegou em 2020, Abel Ferreira construiu um currículo difícil de igualar. São dez títulos, múltiplas finais e a consolidação de um modelo competitivo que recolocou o Palmeiras entre as potências do continente. Ainda assim, 2025 foi o ano em que o treinador português mais sentiu o peso da contestação.
Os rumores de saída ganharam força ao longo da temporada. Propostas do exterior, declarações públicas em tom de cansaço e uma leitura generalizada da imprensa de que o ciclo poderia estar chegando ao fim alimentaram a novela. Abel nunca escondeu o desgaste emocional, nem o impacto de trabalhar sob pressão constante durante tantos anos.
O ponto de virada surgiu nas conversas com Leila Pereira. A presidente apresentou um argumento claro: alinhar o projeto esportivo até 2027, coincidindo com o fim do seu mandato. Abel aceitou seguir sem aumento salarial e sem uma multa rescisória pesada, num gesto que reforçou a ideia de confiança mútua e compromisso com algo maior do que resultados imediatos.
O novo contrato, válido até dezembro de 2027, mantém a autonomia total do treinador no futebol. No discurso, surgiram palavras como "orgulho", "gratidão" e "responsabilidade". A permanência tem um peso simbólico enorme: garante continuidade tática, transmite segurança ao elenco e envia ao mercado uma mensagem clara — 2026 não será um ano de reconstrução no banco, mas de ambição máxima em campo.
Pacotão de reforços e saídas dolorosas
A reformulação já vinha de longa data. Em 2025, o clube registrou cerca de 17 saídas e 11 entradas, em um dos mercados mais movimentados da sua história recente. Para 2026, o processo continua, agora com um objetivo mais claro: elevar o patamar competitivo para transformar boas campanhas em títulos.
Entre as saídas, há três perfis bem definidos. Jogadores com contrato chegando ao fim que não renovaram, atletas negociáveis por questões financeiras e decisões estratégicas para abrir espaço a reforços de impacto. Veteranos com pouca minutagem, estrangeiros que não se firmaram e jovens valorizados no mercado europeu fazem parte da equação.
Do lado das entradas, a palavra que domina é ambição. A direção trabalha em um verdadeiro "pacotão", com alvos de peso e nomes capazes de elevar o nível do time. O foco está em trazer qualidade imediata, mas também liderança. Jogadores como Gerson surgem como símbolos dessa estratégia, enquanto outros perfis monitorados mostram que o clube quer misturar vigor físico, técnica e experiência internacional.
A base do projeto, no entanto, continua a mesma. A estrutura defensiva segue sólida, o meio-campo preserva o equilíbrio entre juventude e experiência, e o ataque mantém peças-chave, apesar do assédio europeu. A ideia é clara: investir no presente sem comprometer o futuro.
O que Abel precisa mudar (e o que vai insistir)
O Palmeiras de Abel sempre foi sinônimo de competitividade extrema. Variações entre 4–3–3, 3–5–2 e linhas compactas tornaram-se marca registrada. Em 2025, no entanto, surgiram dificuldades claras para furar defesas fechadas e para manter a intensidade física até o fim da temporada.
Na defesa, a solidez continua sendo um ponto forte, sobretudo nas bolas paradas. Ajustes pontuais devem acontecer conforme o mercado, mas a organização coletiva segue intacta. No meio-campo, a prioridade é trazer mais criatividade e maior capacidade de controle, o que explica o foco em reforços com perfil técnico e dominante. Já no ataque, a dependência excessiva de alguns protagonistas ficou exposta, assim como a necessidade de mais profundidade e alternativas reais.
Com um elenco mais robusto, Abel terá condições para rodar mais a equipe, gerenciar cargas físicas e evitar quedas bruscas nas fases decisivas.
990 visitas - Fonte: Verdão Web
Só acho um crime- para não dizer burrice do Abel - colocá-lo como primeiro volante! Um pecado! Craque e habilidoso,deve jogar o mais perto da área possível!Por esse e por outros absurdos é que deixei de bajular o Abel,como a Leila e o Barros fazem! Ao perder dois títulos para os gambás, ele deu um tiro no pé e de quebra perdeu o apôio de 70% dos torcedores! Acorda tia Leila!!