O Palmeiras anunciou a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor, uma decisão fundamentada no descumprimento das obrigações contratuais e na recente solicitação de recuperação judicial da empresa. Em comunicado oficial, o clube destacou os valores pendentes e o envolvimento no processo judicial como credor, com um montante estimado de R$ 2,6 milhões.
A parceria, estabelecida em março de 2025, previa um investimento de até R$ 30 milhões por temporada, sendo R$ 25 milhões fixos e R$ 5 milhões atrelados ao desempenho esportivo do time. Os pagamentos mais recentes, que deveriam ter ocorrido em janeiro, não foram realizados, levando a um agravamento da situação financeira da patrocinadora.
A Fictor ganhou destaque em novembro de 2025 ao tentar adquirir o Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi determinada pelo Banco Central, resultando na prisão de executivos da instituição. A crise financeira gerou consequências diretas na reputação da Fictor e contribuiu para o pedido de recuperação judicial, com o intuito de reestruturar suas finanças.
O departamento jurídico do Palmeiras analisa a situação para tomar as medidas necessárias em busca do ressarcimento do montante devido. A incerteza sobre a solvência da Fictor e a condução do processo judicial podem impactar diretamente nas finanças do clube, que já se viu diante de desafios financeiros nos últimos tempos.
No âmbito esportivo, o Palmeiras busca se reerguer após a derrota contra o Botafogo-SP por 1 a 0. A equipe de Abel Ferreira precisa concentrar esforços para a sequência do Campeonato Brasileiro, com um confronto importante agendado contra o Vitória, na quarta-feira (4), às 21h30.
O Verdão, que fez sua estreia no torneio com um empate em 2 a 2 contra o Atlético Mineiro, precisa de uma resposta rápida dentro de campo. A gestão de elenco será crucial para o desempenho coletivo, e a identificação de erros táticos precisará ser uma prioridade para maximizar a intensidade e a eficiência em suas próximas partidas.
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