A busca pelo topo do continente cobra um preço alto e joga o pragmatismo financeiro para escanteio na Barra Funda. O Palmeiras confirma que fechou os primeiros cinco meses da temporada com um déficit acumulado de R$ 65,9 milhões. O resultado ríspido, no entanto, não causa pânico na cozinha da diretoria. A presidente Leila Pereira colocou as finanças totalmente em jogo e mantém a rota impositiva de priorizar o desempenho esportivo e a busca por taças em detrimento do lucro imediato, sustentando um material humano de elite nos bastidores de 2026.
O planejamento rústico encontra respaldo nos superávits expressivos dos anos anteriores, o que dá casca ao clube para suportar o racha com o fluxo de caixa. O grande objetivo humano de Leila é faturar a Copa Libertadores sob a sua gestão, apagando o trauma do vice-campeonato de 2025 diante do Flamengo, em Lima. Para isso, a mandatária peitou o mercado e decidiu adiar para dezembro qualquer negociação envolvendo peças vitais e valorizadas na gringa, como o artilheiro Flaco López, o meia Maurício e o lateral Giay, recusando qualquer acordo travado que enfraqueça o elenco de Abel Ferreira antes da hora.
— Tenho que ter criatividade, todo ano eu passo por isso nos bastidores. Às vezes a base me ajuda nas negociações, mas o meu desejo rústico é não negociar nenhum jogador agora. Preciso manter o clube equilibrado, mas sou uma mulher criativa e dou um jeito — dispara Leila Pereira, minimizando o impasse contábil.
A radiografia das contas expõe o tamanho do desafio que desafia o Palmeiras. O único respiro no azul aconteceu em fevereiro, com superávit rústico de R$ 20 milhões. De resto, o clube amargou uma ralação deficitária crônica: perdeu R$ 7,8 milhões em janeiro, R$ 26,8 milhões em março, R$ 21,2 milhões em abril e sofreu o maior baque em maio, com um tombo asfixiante de R$ 30 milhões. Como válvula de escape para reequilibrar o laboratório financeiro sem desmanchar o time principal, o clube estuda usar o oxigênio da base, colocando nomes como Eduardo Conceição, Benedetti e Heittor na vitrine.
A diretoria reage ao cenário com tranquilidade e contesta os críticos da austeridade, convicta de que o material humano atual dará o retorno esperado nas arquibancadas. O Palmeiras admite o risco calculado de jogar no vermelho, mas entende que a taça da América é o maior ativo possível para coroar o mandato de Leila. Com o vestiário blindado contra as turbulências do balanço, o Verdão dita o ritmo no Brasileirão e mostra que, no Allianz Parque, o grito de campeão nas quatro linhas sempre valerá mais do que qualquer planilha contábil em 2026.
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Se ganharmos a Libertadores e a Copa do Brasil,tudo isso será zerado! Agora, é com o Abel que terá a responsabilidade de formar um time competitivo para buscar esses títulos. Hoje , felizmente podemos exigir isso do nosso técnico, pois a atual estrutura do clube permite; bem diferente das administrações dos anos 70,80!! Avante Palestra!!