Volante se orgulha por marcar forte e proteger a defesa (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)
“É muito bom ser chamado de cão-de-guarda.” As palavras de Thiago Santos mostram a alegria de quem vem correspondendo às expectativas de substituir Gabriel, que passou por cirurgia no joelho esquerdo e só volta a jogar em 2016. O principal marcador do Palmeiras sorri por ver o sucesso do seu hábito de estudar adversários para desarmá-los em campo.
“Sempre passam as qualidades de quem vou marcar e também assisto aos jogos. Procuro ver os camisas 10, que são quem têm mais qualidade, e estudo para poder pará-los”, contou o jogador, que cumpriu suspensão na goleada sofrida em Chapecó, na rodada passada, e gosta de seu estilo marcador.
“É uma posição que não aparece tanto e é meio ingrata, porque falam que a gente só bate, ficam cornetando. Mas é muito importante porque dá sustentação no meio. Faço de tudo para a bola não chegar à defesa. Gosto bastante dessa minha característica de marcar forte, fazendo de tudo para parar meias de qualidade”, comentou, à vontade no Verdão.
“Eu sabia da responsabilidade de substituir o Gabriel e fiquei um pouco apreensivo para estrear logo, mas a camisa não pesou”, comemorou, mas ciente de que precisa evoluir com a bola no pé. “A cada jogo, procuro fazer melhor do que no outro. Em time grande, é necessário tentar melhorar toda hora. O Marcelo Oliveira pede bastante para eu trabalhar o passe longo e a saída de bola, porque o jogo começa no volante.”
Com essa aplicação, Thiago Santos só não poderá ajudar o Palmeiras na Copa do Brasil, pois já defendeu o América-MG na edição deste ano do torneio. Mas, mesmo restrito a atuar pelo Campeonato Brasileiro, o volante de 26 anos vai curtindo a fama em sua primeira chance em um clube grande.
“Sou muito tímido, não gosto de dar entrevista. E tem sempre bastante gente cobrindo o Palmeiras. É time grande, não tem como ser diferente. Mas é bacana, estou me acostumando. Já estão me reconhecendo no shopping, pedindo autógrafo…”, relatou.
“Sempre trabalhei para chegar aonde estou hoje. Eu estava na Série B e, de repente, estou no Palmeiras. Sendo que há pouco tempo, em 2012, eu jogava a Série D, em um time desconhecido. É muito bom poder falar que tudo que fiz valeu a pena. Agradeço a Deus diariamente”, prosseguiu o volante.
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