Foram 10 dias sem jogos, sete de treinamentos. Após sofrer goleada por 5 a 1 para a Chapecoense, no último dia 4, o Palmeiras esperava que os erros cometidos em Santa Catarina seriam corrigidos e que retornaria ao G-4, após o jogo contra a Ponte Preta, na última quarta. Vã esperança.
A equipe de Marcelo Oliveira voltou a apresentar deficiências, principalmente de passe. Embora tenha tido o domínio da partida, praticamente não criou chances. Zé Roberto, que deveria armar o time, esteve sem um pingo de inspiração.
Gabriel Jesus entrou, teve uma chance, mas não conseguiu marcar. Rafael Marques se enfiou entre os zagueiros adversários e foi mais um a tentar, em vão, aproveitar os cruzamentos dos laterais Lucas e João Paulo. Coube aos dois alas a missão de criar as jogadas do time, com base em chuveirinhos que não deram em nada.
Resultado? 1 a 0 para a Ponte e muitas vaias da torcida. Com mais essa derrota, o Palmeiras segue com 45 pontos, em sexto lugar.
PÉ TORTO
O principal problema apresentado pelo Palmeiras no primeiro tempo foi a deficiência nos passes. Foram 14 desperdiçados. Nem mesmo Zé Roberto, que costuma ser preciso, esteve com o pé calibrado. A cobrança de falta acima mostra bem isso.
BOLA NA MÃO? PÊNALTI...
A Ponte Preta foi ao ataque explorando o lado direito da defesa do Palmeiras. Com as constantes subidas de Lucas, a cobertura não funcionou. Por ali, Felipe Azevedo recebeu passe, aos 25 minutos, e tentou o cruzamento. A bola bateu na mão de Victor Ramos. O zagueiro palmeirense não teve a intenção de cortar o passe. Mesmo assim, o árbitro Raphael Claus marcou pênalti.
PONTE NA FRENTE
Fernando Bob foi preciso na batida e tirou a bola do alcance de Fernando Prass.
CHAMA JESUS
Com a desvantagem, o técnico Marcelo Oliveira resolveu abrir o time ainda no primeiro tempo. Tirou o volante Andrei Girotto, que andava apagado, para colocar o atacante Gabriel Jesus. Com a mudança, Zé Roberto foi recuado. A alteração tinha como objetivo aproximar o meio do ataque, tornando a equipe mais ágil.
LAMPEJO
Com Gabriel Jesus, o Palmeiras ficou mais adiantado. Passou todo o segundo tempo no campo de ataque, apertando a Ponte Preta (o Verdão terminou o jogo com 58% da posse de bola, contra 42% do adversário). Faltou, porém, o "detalhe" do passe - foram 31 erros durante a partida. Embora tivesse o domínio do jogo, o Verdão desperdiçava a posse de bola apostando em cruzamentos equivocados. Quando colocou a bola no chão, conseguiu chegar, como nesse lance de Gabriel.
PEDALOU PRA FORA
Mesmo de forma desordenada, o Verdão insistia e quase marcou no último lance. Rafael Marques recebeu de costas para o gol e tentou de bicicleta. A bola passou perto.
3453 visitas - Fonte: Ge