Chamado de burro, Marcelo Oliveira argumenta que perdeu meio-campo

16/10/2015 13:21

Chamado de burro, Marcelo Oliveira argumenta que perdeu meio-campo

Chamado de burro, Marcelo Oliveira argumenta que perdeu meio-campo

Técnico continua se apegando aos desfalques por lesão (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)



Há menos de quatro meses, Marcelo Oliveira se apresentou ao Palmeiras sorrindo ao dizer que passou dois anos e meio no Cruzeiro sem ser chamado de burro nas temporadas de conquista do bicampeonato brasileiro. Mas o xingamento foi ouvido pelo técnico na última quarta-feira, e sua defesa segue sendo os desfalques por lesão.



“O torcedor tem direito a tudo. É movido pela paixão e está fazendo o seu papel, comparecendo em um número muito grande a cada jogo. Mas esse nosso desempenho inconstante passa muito pela ausência de três jogadores fundamentais no principal setor do time: o meio-campo. Ninguém passa impune quando perde Gabriel, Arouca e Robinho, e não temos no elenco quem marque e jogue como eles”, apontou.



Dos citados, Gabriel operou o joelho esquerdo em agosto e só volta em 2016, enquanto Arouca trata de mais um problema físico, desta vez um descolamento de músculo próximo ao joelho direito, e não tem prazo de retorno. A maior esperança é Robinho, que se trata para curar uma de suas frequentes lesões musculares e enfrentar o Fluminense na quarta-feira, pela Copa do Brasil.



Mas o próprio diretor de futebol, Alexandre Mattos, rebateu o argumento do técnico após a derrota para a Ponte Preta, na quarta-feira, dizendo que não adianta ficar lamentando, defendendo que há opções de qualidade no palntel. E a torcida também parece não ter mais tanta paciência com o treinador, que tenta mostrar tranquilidade diante da pressão.



“A pressão faz parte. Quando eu era atleta, precisava me preparar bem sempre, e é da mesma forma como técnico. Já estou no futebol há muito tempo e, por isso, não gosto de estar tão eufórico ou me abater. Tento sempre melhorar trabalhando e, depois de duas derrotas, é melhor falar menos e trabalhar mais para tentar ajustar o time”, discursou, ainda usando o risco de expulsão para explicar a substituição de Dudu, principal peça ofensiva do time na quarta-feira – o grito de “burro” foi entoado quando o atacante saiu.



“Fazia dois anos e meio que eu não ouvia essa manifestação em relação a uma substituição, mas acontece. O torcedor é movido pela paixão ou preferência por um ou outro jogador, não se preocupa com a altura do time ou se o jogador está com o amarelo. Por isso cabe ao profissional, dentro da sua convicção, fazer o seu papel”, argumentou o técnico, que sempre atende quase imediatamente qualquer torcedor que pedir a entrada de Cristaldo.



Mas Marcelo Oliveira, pressionado, prefere compreender seus críticos das arquibancadas. “Não gosto de avaliar tanto a questão dos torcedores porque o Palmeiras vem de anos com dificuldades e fazendo o torcedor sofrer. Com a esperança de um ano diferente, eles tiveram uma participação muito boa durante todo o jogo de quarta-feira, mesmo depois de uma goleada completamente inesperada contra a Chapecoense. Nós que não fizemos a nossa parte”, confessou.


3714 visitas - Fonte: Gazeta Esportiva

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