Oliveira tenta evitar pressão (Foto: Marcos Ribolli)
Sexta colocação no Campeonato Brasileiro e semifinal da Copa do Brasil. O cenário vivido pelo Palmeiras não parece condizente com o de uma crise, mas o momento do clube é de instabilidade.
A demora em encontrar alternativas para suprir a ausência de jogadores lesionados e os altos e baixos vividos pela equipe colocam Marcelo Oliveira em questionamento no momento mais decisivo para o Verdão na temporada.
A última rodada favoreceu, apesar da derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta: Santos, São Paulo, Flamengo e Internacional, concorrentes diretos por uma vaga no G-4, também foram derrotados, e a distância para o grupo se manteve em um ponto. Porém, a diretoria quer uma reação rápida, para evitar que a má fase tome proporções maiores.
– Não adianta falar que jogadores importantes estão fora. Faz parte. Temos elenco para isso. Esses jogadores que jogaram já resolveram em outras situações – afirmou o diretor de futebol Alexandre Mattos, após o tropeço diante da Macaca.
A convicção interna era de que os 10 dias de pausa para as Eliminatórias da Copa do Mundo seriam suficientes para corrigir os erros da equipe, como a falta de transição entre defesa e ataque. Porém, sem Arouca e Robinho, o meio-campo seguiu em colapso, e o Palmeiras chegou à segunda derrota consecutiva, aumentando os efeitos da goleada por 5 a 1 sofrida para a Chapecoense.
Marcelo Oliveira não está a perigo no cargo, mas as pessoas responsáveis pelo futebol do Palmeiras entendem que o técnico precisa dar uma resposta independentemente dos obstáculos encontrados, como lesões e suspensões. A falta de opções não vem sendo tolerada como justificativa aceitável para os tropeços do time.
Na última sexta-feira, o técnico palmeirense deu a entender que priorizará a Copa do Brasil, escalando diante do Avaí, neste sábado, às 18h30 (horário de Brasília), um time misto. O objetivo do Verdão é a vaga na Taça Libertadores da América de 2016, venha ela por meio do torneio eliminatório ou pelo G-4 do Brasileirão.
Não disputar a competição continental no ano que vem seria considerado um desastre internamente, pelo investimento feito no elenco nesta temporada.
Para Marcelo Oliveira, o momento é o de maior apreensão desde que ele assumiu o cargo, em junho deste ano. Com ele no comando, o Palmeiras chegou a ficar oito jogos invicto e a se aproximar dos líderes do Brasileirão. A irritação da torcida no jogo contra a Ponte Preta, com direito a vaias à equipe e faixa de uma das organizadas dizendo que “acabou a paciência”, é considerada natural.
– Vivi pressão tantos anos jogando. Tive de me preparar bem, e da mesma forma como técnico. Uma manifestação de torcedor havia pelo menos dois anos e meio que eu não ouvia, mas acontece.
A cabeça do torcedor é movida pela paixão, diferente do profissional, que tem o dia a dia e outras preocupações – afirmou o treinador.
3093 visitas - Fonte: Globoesporte.com