Corinthians, São Paulo, Santos e Palmeiras discutem redução definitiva no salário dos mais bem pagos

11/6/2020 11:40

Corinthians, São Paulo, Santos e Palmeiras discutem redução definitiva no salário dos mais bem pagos

Corinthians, São Paulo, Santos e Palmeiras discutem redução definitiva no salário dos mais bem pagos

O conceito de "novo normal" causado pela pandemia do Coronavírus já chegou ao futebol. Tanto que os quatro grandes de São Paulo estão negociando com a FPF (Federação Paulista de Futebol) e o Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo para repactuar os salários dos jogadores mais bem pagos. Ou seja, eles querem fazer novos contratos, com salários menores.







Para sair do papel, a ideia precisa do principal: a aprovação dos jogadores. Como compensação, aqueles que aceitarem uma redução definitiva nos salários terão seus contratos prorrogados, garantindo um pouco mais de segurança a médio prazo.



A intenção de Corinthians, São Paulo, Santos e Palmeiras é aliviar suas folhas salariais neste momento de enorme dificuldade financeira e escassez de receitas. O Verdão é dono da maior folha do estado e a segunda do país, só atrás do Flamengo, com um custo mensal de aproximadamente R$ 17 milhões. Na sequência aparecem o Corinthians com R$ 12 milhões, o São Paulo com R$ 11 milhões e o Santos com R$ 10 milhões.



Para facilitar a compreensão a respeito da repactuação, vale um exemplo: Daniel Alves embolsa cerca de R$ 1,5 milhão por mês no Tricolor - pelo menos 2/3 dos vencimentos estão há vários meses atrasados. O São Paulo chama o atleta da seleção e sugere um corte de 20 a 30% em cima do R$ 1,5 milhão. Em troca, prorroga o vínculo, que termina em dezembro de 2022, por mais uma temporada.



O Palmeiras certamente será aquele que mais se beneficiará se os contratos forem repactuados. É que pelo menos dez jogadores ganham mais do que R$ 400 mil mensais. Com os acordos, o Verdão equacionaria sua folha nos próximos anos sem precisar abrir mão dos jogadores mais talentosos. Lucas Lima, por exemplo, embolsa R$ 950 mil mensais entre salários, direitos de imagem, luvas e bonificações.



Rescisão em último caso: Nas conversas entre os quatro grandes clubes, também se conversou sobre a possibilidade de jogadores que não aceitarem repactuar seus contratos terem os vínculos rescindidos de forma amigável ou facilitação para serem negociados com times do exterior ou do próprio Brasil.



Uma situação que exemplifica bem esse contexto é a de Uribe no Santos. Comprado do Flamengo no ano passado por R$ 5 milhões, o atacante ganha R$ 420 mil mensais e não consegue ser titular. Se não topar uma redução no salário, ele pode ser estimulado a procurar um outro emprego.



Vale lembrar que no fim do mês passado vazou um áudio de Robinho, ex-atacante do Santos, tratando exatamente sobre essa questão. "O futebol está assim porque os caras estão com salários altos, ok. Mas quem oferece esses salários altos? O jogador vai no presidente, aponta uma arma e fala: ‘Se você não me pagar 500 mil eu te mato’, é isso? São os clubes que oferecem. Se o clube ofereceu, é porque pode pagar. É só não oferecer", disse.







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4065 visitas - Fonte: esportes.yahoo

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Concordo plenamente com o Roberto, uma das lições a ser aprendida com essa pandemia é exatamente a diminuição da desigualdade social. Jogador de talento merece um reconhecimento razoável, mas a atualidade mostra que isso está bem além do razoável. Se não reparar agora vai fazer quando?

Roberto Tolin     

Nisso o Robinho está coberto de razão. São os próprios clubes, que para ganhar da concorrência, oferecem mundis e fundos depois ficam aí, atrasando salários e chorando porquê estão individados. A verdade é uma só, o futebol mundial tem que haver uma readequação. É inadmissível um atleta, seja de qual esporte for, receber um absurdo de mais de 1 milhão por mês. É surreal. Nem um mega empresário tem um prolabore mensal desse nível. É um momento único de todo mundo esportivo discutir esse assunto e mudar já, com isso seria possível baixar ingressos de todos eventos esportivos atraindo mais público que hoje não tem acesso pelo absurdo dos valores dos ingressos.

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