2/7/2020 18:30

Coordenador do Palmeiras crê em mais lesões e mudanças no nível do Brasileirão

Para Daniel Gonçalves, times que voltaram a treinar depois estarão menos preparados

A exemplo do técnico Vanderlei Luxemburgo, o coordenador científico do Palmeiras, Daniel Gonçalves, entende que haverá diferença de níveis físicos e técnicos entre as equipes no Campeonato Brasileiro, previsto para começar em 9 de agosto.



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Aqui em São Paulo, houve uma organização, uma unidade muito forte. A gente sabe que está no mesmo patamar das outras equipes, sejam elas grandes ou de menor investimento – disse o coordenador.

Só que o tempo reduzido vai gerar um desequilíbrio técnico na competição (Brasileirão), porque dificilmente as equipes conseguirão igualar níveis de treinamento, de condicionamento físico, de prevenção, daquelas que precocemente iniciaram seus treinos.

Na última quarta-feira, Luxemburgo lembrou que, ao contrário das equipes paulistas, que foram liberadas a trabalhar com bola apenas nesta semana, os times do Rio de Janeiro já estão atuando novamente pelo Campeonato Carioca.

Como o Campeonato Paulista ainda não tem data para ser retomado, alguns concorrentes de outros estados terão mais tempo para se preocupar exclusivamente com o Brasileirão. Segundo o coordenador científico palmeirense, o ideal seria inicialmente disputar somente a competição estadual, o que diminuiria também o risco de lesões.

Não são somente condições físicas, né? Os atletas precisam também se readaptar ao gestual, muito tempo sem bater na bola. Isso pode gerar uma sobrecarga muscular, mas também vai ter a propriocepção, o ajuste fino do movimento. Isso também aumenta a suscetibilidade de lesões em movimentos mais complexos e imprevisíveis – diz.

Equipes mais bem organizadas se deslocam menos no campo de jogo. Consequentemente, gerando menor fadiga e suportando melhor uma maratona de jogos que há por vir. Então, se a gente pensar em prevenção de lesão e também em aspecto técnico, na qualidade do nosso futebol como produto, o tempo mínimo seria de quatro semanas.

Na opinião do profissional, a tendência é que, como já tem ocorrido no futebol europeu, o número de jogadores lesionados aumente.



A gente tem todos os recursos para minimizar essas questões, mas inevitavelmente lesões ocorrerão, ocorreriam já em situações naturais. Devido a esse tempo prolongado de inatividade, mais do que normal que isso seja acentuado. Nosso desafio é reduzir, encontrando o meio-termo adequado entre prevenção e performance.


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