Para Paulo Nunes, o Palmeiras encara o Corinthians, hoje, às 21h30, pressionado. Presente no Bom Dia São Paulo de hoje, o comentarista afirmou que a saída de Dudu cria expectativa para a reestreia do time de Vanderlei Luxemburgo no Campeonato Paulista.
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Após mais de cinco anos de clube, o atacante se despediu do Alviverde nesta semana. Com problemas familiares, Dudu foi emprestado por um ano ao Al-Duhail, do Qatar.
"Para o lado do Palmeiras, é pressão pós-perda do Dudu. O Dudu, depois de cinco anos e meio, não vai jogar. É a primeira vez. A gente quer ver o Palmeiras sem o Dudu, porque ele era o jogador de escape, jogador que dava essa força ao clube", avaliou o ex-jogador, campeão da Libertadores pelo Alviverde.
Em relação ao Corinthians, o comentarista destacou a falta de padrão do time de Tiago Nunes. Terceiro colocado de seu grupo, o Alvinegro precisa de duas vitórias, além de um tropeço do Guarani, para avançar às quartas de final do Estadual.
"Pressão em cima do Tiago Nunes, que não consegue implantar a sua filosofia de jogo. O Corinthians ainda não consegue ter um padrão definitivo", completou.
Com passagens também por Grêmio e Flamengo, Paulo Nunes colocou o dérbi acima dos demais clássicos. Para ele, a pressão e a cobrança do embate paulista são diferentes das demais rivalidades.
"Eu disputei vários clássicos, mas Palmeiras X Corinthians é muito grande, pela pressão, pela cobrança dos seus torcedores. Abrange o Brasil inteiro, não só São Paulo. Eu adorava quando tinha esse clássico porque me remete a grandes jogos, e eu era um jogador que gostava muito de ser cobrado. Nesses jogos que a gente mostrava quem era", destacou o Diabo Loiro.
"É o melhor jogo para se jogar. O grande jogador gosta desse jogo, porque é fundamental para a carreira. Depois de 20, 30 anos, vão estar falando sobre este jogo, sobre você", completou.
Em relação às arquibancadas vazias por conta da pandemia de coronavírus, Paulo Nunes destacou o papel dos treinadores. Segundo ele, os comandantes serão os responsáveis por manter a concentração dos jogadores.
"É muito difícil (jogar sem torcida). O foco e a concentração são totalmente diferentes. Essas torcidas, quando se juntam num jogo como esse, o jogador de futebol adora, porque essa pressão traz a concentração do jogador de futebol. Ele fica muito mais compenetrado, muito mais ativo. Parece que é um jogo-treino, mas não é. O treinador tem que estar muito atento fora do gramado, cobrando muito dos seus jogadores. E os jogadores têm que ter muito foco", opinou.
Paulo Nunes, Palmeiras, verdão, Dudu
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