Conheci Wanderley Luxemburgo em 1990. Numa tarde gelada de inverno fui até Bragança Paulista entrevistar aquele jovem treinador de 38 anos, cujo trabalho no Bragantino chamava a atenção.
Ainda não era uma estrela, mas demonstrava grande personalidade, ideias e conceitos claros e muita sede de sucesso. Acompanhei toda a trajetória do treinador e não tenho dúvidas em afirmar que Luxemburgo é um dos maiores treinadores do futebol nacional em todos os tempos.
O Luxemburgo versão 2020 guarda pouco daquele que conheci em 1990. O que é natural, afinal são três décadas passadas. Ele chegou ao auge, venceu como quase nenhum outro treinador no Brasil, esteve na Seleção e no Real Madrid.
O Luxa que emergiu da entrevista coletiva após a derrota do Palmeiras para o São Paulo parecia incorporado por um personagem. Ao jogar a responsabilidade na capacidade do elenco, provavelmente atirou pela janela o apoio dos jogadores.
Estava cristalizado o auge da mudança, a defesa ferrenha de sua razão em detrimento do trabalho. Aquela velha tese do eu ganho, eles perdem. Luxemburgo sempre foi um treinador com apoio incondicional do vestiário, no qual os jogadores acreditavam. Isso parece ter mudado, há algum tempo.
Nos últimos anos, sem grandes conquistas nacionais ou grandes trabalhos, Luxemburgo passou a perambular por programas esportivos defendendo sua razão mais do que seu trabalho. Proclamava inovações e pioneirismos internacionais. Entre os treinadores brasileiros foi um dos mais incomodados com os holofotes direcionados ao português Jorge Jesus.
Vi inúmeros treinamentos de Luxemburgo e jogos de equipes por ele comandadas. O que se praticava no treino era claramente identificado nas partidas. Seus times tinham ideias e conceitos claros, ousadia, fluência. Ele melhorava jogadores, encontrava a melhor posição para desenvolver capacidades.
Este Luxemburgo parece esquecido em meio ao discurso do treinador, que muitas vezes evita falar de sua própria equipe e busca refúgio em questões de outros times, arbitragem, calendário. Mudar o foco. O Palmeiras do Luxemburgo 2020 em nada lembra o de 1993/94 e nem mesmo o de 2008/09.
O treinador soa mais preocupado em exalar modernidade, em se mostrar atualizado do que em fazer o que sempre fez, do seu jeito: montar grandes equipes. Vejo Luxemburgo mais interessado em responder críticas do que em buscar soluções.
Detesto quando leio alguém classificar uma pessoa como ultrapassada ou obsoleta. Evito usar os termos. Não acredito na supremacia cronologicamente imposta do jovem sobre o velho e creio que renovação se faz do pior para o melhor.
Claro que tudo tem seu tempo, apogeu e declínio.
Ao batucar essas linhas não sei se Luxemburgo será demitido pelo Palmeiras. Nem acho que deva ser. Acredito na busca pela mudança sem demissão de treinador, mas na correção de rotas, na análise e reconhecimento de erros.
O treinador não é o único protagonista dos equívocos no Palmeiras. O clube tem errado na gestão de futebol. Tem um elenco que há temporadas demonstra fragilidade emocional, inflação de atletas em algumas posições e escassez em outras. Improvisa na lateral esquerda quando libera dois jogadores da posição. Vende por 25 milhões um jovem que estava em seu elenco, Arthur, e paga 28 por metade de Roni. Jogadores com características semelhantes.
Luxemburgo, Felipão e Abel Braga foram escolhidos como as “Genis” por uma parcela da crítica e da torcida de futebol no Brasil. Parece que os três representam tudo de errado que se faz no futebol neste País. Colaram no trio o adesivo do atraso. Algumas questões que soam pessoais potencializam o bombardeio.
Há exageros nos ataques e nas defesas.
Não deve ser fácil rever conceitos após carreiras vitoriosas.
Quem vence muito com um método pode acabar sendo escravizado por ele.
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Veio mentiroso cai fora dai capeta
Que trabalho...? O que tinha pra mostrar já mostrou com o Paulista, mas pra esses outros campeonatos não tem mais tática, estratégia de de nenhuma, não sabe mais o que fazer com os jogadores
desculpa meu caro amigo, mas o Luxemburgo ja não da mais ele se defende jogando a culpa nos jogadores ele esta perdido, o futebol de hoje é bem diferente de decadas passadas. fora Luxemburgo
Nos era omelhor futebol do mundo hopje somos os plores o futebol mudou so esses tecnlcos atrasado nao ve isso o futebol hoje e toque aproximacao velocidade este jogadores toc
Luxemburgo ja nao cabe mais no Palmeiras !!! Temos otimos jogadores...precisamos de um técnico que saiba montar um time altamente técnico !!!