Lembra dele? Fujão enaltece duelo entre Palmeiras e Grêmio: é um clássico

7/7/2021 10:40

Lembra dele? Fujão enaltece duelo entre Palmeiras e Grêmio: é um clássico

Lembra dele? Fujão enaltece duelo entre Palmeiras e Grêmio: é um clássico

Palmeiras e Grêmio possuem forte rivalidade interestadual. Ao longo dos últimos 25 anos, os dois clubes decidiram vagas em fases derradeiras de mata-matas da Copa Libertadores, do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil — na temporada passada, o Alviverde ficou com o título da competição ao bater o Tricolor. Em entrevista ao UOL Esporte, o ex-meia Arílson, que jogou pelos dois, recordou os embates emblemáticos em meados dos anos 1990.







Hoje (7), esta rivalidade volta a campo, quando o Palmeiras recebe o Grêmio, às 19h, na Arena Allianz Parque, pela décima rodada do Brasileirão. Porém, a tabela da atual edição do Nacional mostra a gangorra com o time paulista na terceira colocação e os gaúchos amargando a lanterna, sem ainda vencer após sete partidas.





Com cerca de 20 clubes no currículo — incluindo passagens pela Alemanha, Chile, Colômbia e Arábia Saudita —, Arílson, atualmente com 48 anos, apontou que os duelos vestindo a camiseta gremista diante do Palmeiras foram os mais marcantes ao longo de duas décadas como profissional.





"Em 95, foram sete jogos contra o Palmeiras, quatro pelas Libertadores [fase de grupos e quartas de final], duas pela Copa do Brasil e um pelo Campeonato Brasileiro. É um clássico, na verdade. Até hoje as pessoas comentam sobre esses jogos", comentou.





"Quando ganhamos por 5 a 0, no Olímpico [jogo de ida das quartas da Libertadores], eu fiz um gol. Depois, deu aquela confusão do Dinho com o Válber. O Rivaldo foi expulso, depois foi o Dinho e o Válber. Fomos jogar no Parque Antártica e, com dois minutos de jogo, saímos ganhando com gol do Jardel. Mas tomamos o 5 a 1. Não tinha como desarmar os caras, o time do Palmeiras era uma seleção: Cafu, Cléber, Antonio Carlos, Roberto Carlos, Mancuso, Rivaldo, Muller, Amaral... Se tivesse mais uns três minutos, tínhamos tomando uns seis ou sete. Até o Amaral fez gol naquele dia, brinco com ele sobre isso", acrescentou.







Mesmo com a imagem ligada vigorosamente com o Grêmio, Arílson desembarcou em São Paulo em 1998 para defender o Palmeiras, após rápidas passagens pelo Kaiserslautern-ALE e pelo Internacional. Segundo o ex-jogador, a sua contratação foi um pedido do técnico Luiz Felipe Scolari porque o meia Alex, o maestro do time, estava em baixa.





"Quando o Felipão me contratou, o Alex estava mal. Lembro que naquela época os árbitros que apitavam o Campeonato Paulista eram de fora, vinham do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais. Fui expulso pelo [ex-juiz e hoje comentarista] Carlos Eugênio Simon no jogo contra o Ituano e acabei me machucando. O Alex voltou a jogar e o Alex é craque, então foi difícil para eu voltar ao time. Ainda tinha o Zinho. Às vezes, eu jogava de lateral esquerdo. Mesmo eu ter passado pela seleção brasileira e pela Europa, tem que respeitar se o teu colega está melhor que tu. Meu contrato de empréstimo acabou e tive que voltar para a Alemanha", contou.







Fuga de seleção brasileira



Todo jogador sonha em um dia chegar à seleção brasileira, mas Arílson fugiu dela. Aproveitando uma folga durante a disputa do Pré-Olímpico de 1996, na cidade argentina de Tandil (380 km ao sul de Buenos Aires), ele decidiu deixar a delegação porque estava revoltado por não ter jogado nem ter ficado no banco de reservas nas três partidas que o Brasil havia realizado.





"Eu já estava na seleção, joguei amistosos, a Copa Ouro, estava sendo utilizado. Além disso, eu era um dos quatro que jogavam fora do país. Eu, o Caio Ribeiro [Inter de Milão], o Roberto Carlos [Real Madrid] e o Juninho Paulista [Middlesbrough]. Eles estavam jogando, eu não. Eu estava perdendo jogos importantes na Alemanha, no Kaiserslautrn. Mas não adiantou, porque a Fifa não me liberou", disse o ex-meia, evitando críticas a técnico Mário Jorge Lobo Zagallo, que comandava o Brasil à época.







"Ele é um mito, super vencedor. Eu era um pouco imaturo, era guri, dei uma errada. Jamais vou culpar o Zagallo ou o Américo Faria [supervisor da CBF na ocasião]. Naquele momento eu achava que estava fazendo a coisa certa. Tentei pedir desculpas para o Zagallo, pedir desculpa publicamente para ele, pois eu não consegui falar com ele pessoalmente até hoje. Hoje eu sou treinador, eu entendo ele", desabafou.



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4623 visitas - Fonte: Uol Esportes

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Carlos Santos     

BELO DEPOIMENTO, MUITO SINCERO.

Roberto Tolin     

Jogo memorável. O Grêmio daquela época foi o time mais argentino de todos os tempos. Queriam ganhar na marra, na briga, de todo jeito.

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