[ANÁLISE] Crespo e Abel surpreenderam com estratégias inéditas em mais um clássico amarrado

11/8/2021 10:59

[ANÁLISE] Crespo e Abel surpreenderam com estratégias inéditas em mais um clássico amarrado

São Paulo finalizou mais a gol e Palmeiras melhorou na melhor partida de Dudu após seu retorno

[ANÁLISE] Crespo e Abel surpreenderam com estratégias inéditas em mais um clássico amarrado

Parece que o clássico entre São Paulo e Palmeiras em 2021 não terá um roteiro diferente do que foi o empate em 1 a 1 nas quartas-de-final da Libertadores: jogo amarrado, pouco criativo e de poucas chances. Dessa vez, o plot twist ficou por conta dos dois treinadores, que surpreenderam na escalação e na estratégia tática para o jogo.







Hernán Crespo fez algo até então inédito no comando do São Paulo: mandou o time com uma linha de quatro defensores, com Daniel Alves e Léo nas laterais. Já Abel optou por não ter um centroavante de área e escalou o ataque com Rony, Dudu e Breno Lopes.





Assim que o jogo começou, ficou muito claro a intenção de cada técnico com a mudança na escalação. No jargão dos treinadores, alterações visando o adversário são chamadas de "planejamento da partida". Pode-se dizer que Abel e Crespo planejaram muito bem o que queriam em campo.





Entendendo as surpresas de Abel e Crespo



O técnico do Palmeiras queria neutralizar a construção das jogadas do São Paulo a partir de uma marcação mais agressiva no meio-campo. Para isso, adotou encaixes: cada jogador do setor ofensivo tinha um adversário como referência, que deveria ser marcado nos momentos sem a bola.





Toda vez que o São Paulo começava a jogar, Raphael Veiga grudava em Luan, Dudu procurava Liziero e Breno Lopes encaixava em Daniel Alves. Danilo e Zé Rafael se preocupavam com Nestor e Gabriel Sara, e Rony dava um chega pra lá em algum zagueiro. A imagem deixa bem clara a disposição.







A intenção de Abel era neutralizar as linhas de passe e tornar a posse do São Paulo sem objetivo, inócua. Com mais agressividade na marcação, algum dos "encaixotados" perderiam a bola e o setor ofensivo teria um campo mais desocupado, teoricamente só com três zagueiros, que são mais lentos que Dudu e Rony. A marcação era também a forma do Palmeiras atacar.





Só que Hernán Crespo também surpreendeu. Ao puxar Léo para a lateral, a defesa do São Paulo ficou mais protegida e não sofreu com os contragolpes e transições fulminantes do Palmeiras. Foi ela que garantiu superioridade numérica contra os três rápidos do Palmeiras, que criaram apenas duas chances de gol no primeiro tempo.





Vale destacar também o fundamental papel de Gabriel Sara: como ponta direito, não deixou de acompanhar Marcos Rocha e ainda circulou por dentro, como a grande chance do primeiro tempo deixou claro.







Os prós e contras de cada planejamento



A real razão de um treinador mudar o time como Abel e Crespo fizeram é aquele exercício quase impossível no jogo: controlar o caos. Cerca de 50% das decisões que um jogador toma em campo, e estamos falando de quase 1000 pensamentos em 90 minutos, não são treinadas. São ocasionais. O treinador só pode controlar a outra parte.





Abel, por exemplo, pensou certo ao tentar encaixotar o São Paulo. Mas não previu que Crespo iria dar um "xeque" com Léo de lateral, que ficava aberto e totalmente solto nesse momento de construção do jogo. Marcos Rocha, até pela experiência de tantas Libertadores, entendeu e saía o tempo todo da linha para pressionar.







Com isso, a defesa do Palmeiras ficou mais desprotegida. Gustavo Gómez fez partida abaixo. E o São Paulo, quando conseguia escapar dos encaixes, apostava nas bolas longas que são o forte do time nesse ano. Por mais que tenha sido um jogo equilibrado, o São Paulo foi melhor: finalizou 15 vezes, acertou 7 delas contra apenas um chute certo do Palmeiras, que finalizou onze vezes ao gol.





Inclusive, foi o jogo com mais finalizações da dupla em 2021.





Uma delas teve outra coisa incontrolável do treinador: um erro de encaixe. Luan, novamente algoz do Palmeiras, chegou de surpresa na área e estava livre porque Raphael Veiga não o acompanhou até o fim. Lembra que ele era o encarregado de vigiar o primeiro volante do São Paulo? Nenhum gol é por acaso.







Já Crespo não conseguiu prever que o Palmeiras iria melhorar de produção com Patrick de Paula. A entrada de um volante com mais força nos duelos individuais fez o meio-campo roubar mais bolas e reordenou a forma como o Palmeiras construía suas chances.





Veiga passou a jogar mais próximo do volante, liberando Dudu para encostar no setor da bola e jogar como um autêntico meia, como brilhou no Palmeiras em 2018. O resultado foi que seis dos onze chutes do Verdão ao gol vieram nessa configuração. Foi com Dudu como meia que a falta que originou o empate saiu.











Um duelo de surpresas táticas tão interessantes e parelhas que é impossível precisar qual foi melhor. Até o placar do jogo diz isso: empate. Tudo igual na primeira parte do quinto encontro dos rivais paulistas na Libertadores.



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3153 visitas - Fonte: Globoesporte.com

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,Temos que nos impor no Allianz,se jogarmos este futebolzinho,vamos dançar.Marcos Rocha e Luis Adriano saoex jogador,nem no banco tem que ficar.Patrick no lugar de Ze Raphael,Scarpa no lugar do Veiga e wesley no lugar do Breno Lopes para iniciar o kogo.Agora este Veron é uma decepçao,jogar desligado , sem vontade,sem garra como vimos ontem.

Marcos Bruniera     

Se der mais uma melhorada passamos facil terça feira q vem. Mais uns ajustes e pronto... classificação vem sim. AVANTE PALESTRA

Vamos ver na proxima terça feira...

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