Parece que o clássico entre São Paulo e Palmeiras em 2021 não terá um roteiro diferente do que foi o empate em 1 a 1 nas quartas-de-final da Libertadores: jogo amarrado, pouco criativo e de poucas chances. Dessa vez, o plot twist ficou por conta dos dois treinadores, que surpreenderam na escalação e na estratégia tática para o jogo.
Hernán Crespo fez algo até então inédito no comando do São Paulo: mandou o time com uma linha de quatro defensores, com Daniel Alves e Léo nas laterais. Já Abel optou por não ter um centroavante de área e escalou o ataque com Rony, Dudu e Breno Lopes.
Assim que o jogo começou, ficou muito claro a intenção de cada técnico com a mudança na escalação. No jargão dos treinadores, alterações visando o adversário são chamadas de "planejamento da partida". Pode-se dizer que Abel e Crespo planejaram muito bem o que queriam em campo.
Entendendo as surpresas de Abel e Crespo
O técnico do Palmeiras queria neutralizar a construção das jogadas do São Paulo a partir de uma marcação mais agressiva no meio-campo. Para isso, adotou encaixes: cada jogador do setor ofensivo tinha um adversário como referência, que deveria ser marcado nos momentos sem a bola.
Toda vez que o São Paulo começava a jogar, Raphael Veiga grudava em Luan, Dudu procurava Liziero e Breno Lopes encaixava em Daniel Alves. Danilo e Zé Rafael se preocupavam com Nestor e Gabriel Sara, e Rony dava um chega pra lá em algum zagueiro. A imagem deixa bem clara a disposição.
A intenção de Abel era neutralizar as linhas de passe e tornar a posse do São Paulo sem objetivo, inócua. Com mais agressividade na marcação, algum dos "encaixotados" perderiam a bola e o setor ofensivo teria um campo mais desocupado, teoricamente só com três zagueiros, que são mais lentos que Dudu e Rony. A marcação era também a forma do Palmeiras atacar.
Só que Hernán Crespo também surpreendeu. Ao puxar Léo para a lateral, a defesa do São Paulo ficou mais protegida e não sofreu com os contragolpes e transições fulminantes do Palmeiras. Foi ela que garantiu superioridade numérica contra os três rápidos do Palmeiras, que criaram apenas duas chances de gol no primeiro tempo.
Vale destacar também o fundamental papel de Gabriel Sara: como ponta direito, não deixou de acompanhar Marcos Rocha e ainda circulou por dentro, como a grande chance do primeiro tempo deixou claro.
Os prós e contras de cada planejamento
A real razão de um treinador mudar o time como Abel e Crespo fizeram é aquele exercício quase impossível no jogo: controlar o caos. Cerca de 50% das decisões que um jogador toma em campo, e estamos falando de quase 1000 pensamentos em 90 minutos, não são treinadas. São ocasionais. O treinador só pode controlar a outra parte.
Abel, por exemplo, pensou certo ao tentar encaixotar o São Paulo. Mas não previu que Crespo iria dar um "xeque" com Léo de lateral, que ficava aberto e totalmente solto nesse momento de construção do jogo. Marcos Rocha, até pela experiência de tantas Libertadores, entendeu e saía o tempo todo da linha para pressionar.
Com isso, a defesa do Palmeiras ficou mais desprotegida. Gustavo Gómez fez partida abaixo. E o São Paulo, quando conseguia escapar dos encaixes, apostava nas bolas longas que são o forte do time nesse ano. Por mais que tenha sido um jogo equilibrado, o São Paulo foi melhor: finalizou 15 vezes, acertou 7 delas contra apenas um chute certo do Palmeiras, que finalizou onze vezes ao gol.
Inclusive, foi o jogo com mais finalizações da dupla em 2021.
Uma delas teve outra coisa incontrolável do treinador: um erro de encaixe. Luan, novamente algoz do Palmeiras, chegou de surpresa na área e estava livre porque Raphael Veiga não o acompanhou até o fim. Lembra que ele era o encarregado de vigiar o primeiro volante do São Paulo? Nenhum gol é por acaso.
Já Crespo não conseguiu prever que o Palmeiras iria melhorar de produção com Patrick de Paula. A entrada de um volante com mais força nos duelos individuais fez o meio-campo roubar mais bolas e reordenou a forma como o Palmeiras construía suas chances.
Veiga passou a jogar mais próximo do volante, liberando Dudu para encostar no setor da bola e jogar como um autêntico meia, como brilhou no Palmeiras em 2018. O resultado foi que seis dos onze chutes do Verdão ao gol vieram nessa configuração. Foi com Dudu como meia que a falta que originou o empate saiu.
Um duelo de surpresas táticas tão interessantes e parelhas que é impossível precisar qual foi melhor. Até o placar do jogo diz isso: empate. Tudo igual na primeira parte do quinto encontro dos rivais paulistas na Libertadores.
,Temos que nos impor no Allianz,se jogarmos este futebolzinho,vamos dançar.Marcos Rocha e Luis Adriano saoex jogador,nem no banco tem que ficar.Patrick no lugar de Ze Raphael,Scarpa no lugar do Veiga e wesley no lugar do Breno Lopes para iniciar o kogo.Agora este Veron é uma decepçao,jogar desligado , sem vontade,sem garra como vimos ontem.
,Temos que nos impor no Allianz,se jogarmos este futebolzinho,vamos dançar.Marcos Rocha e Luis Adriano saoex jogador,nem no banco tem que ficar.Patrick no lugar de Ze Raphael,Scarpa no lugar do Veiga e wesley no lugar do Breno Lopes para iniciar o kogo.Agora este Veron é uma decepçao,jogar desligado , sem vontade,sem garra como vimos ontem.
Se der mais uma melhorada passamos facil terça feira q vem. Mais uns ajustes e pronto... classificação vem sim. AVANTE PALESTRA
Vamos ver na proxima terça feira...