Cinquenta e oito cruzamentos são demais. Não se deve esquecer que, destes, 22 foram escanteios. Também vale a lembrança do índice do Footstats, que indica em 6% o número de equipes vencedoras quando cruzam 40 vezes ou mais. O Palmeiras desmentiu a teoria. Mas teve alternativas táticas e tem variado o movimento ofensivo a cada jogo.
Desde a partida contra o Internacional, a saída de três homens passou a se dar com Felipe Melo entre os zagueiros. Antes era por Marcos Rocha. O sistema 4-2-3-1 se transforma, no movimento, em 3-2-5. Isso já variou, com Piquerez dando amplitude pela esquerda. Outras vezes, com Jorge fazendo o terceiro homem de saída pela esquerda e Marcos Rocha -- ou Gabriel Menino -- infiltrado na ponta direita.
Contra o Sport, Abel Ferreira pareceu variar e infiltrar os dois laterais ao mesmo tempo, com Felipe Melo à frente dos dois zagueiros. O contra-ataque do Sport saiu exatamente nesse setor, às costas de Marcos Rocha, para Luciano Juba cruzar e Barcia finalizar para o gol.
O Palmeiras seguiu variando. Gustavo Gómez lançou-se pela direita. Se o Sport tinha só um atacante, Mikael, o Palmeiras prendia Luan, deixava Felipe Melo pouco à frente e liberava Gustavo Gómez como elemento surpresa. Por vezes, na movimentação (não é o sistema) virava um 3-2-5. Outras, 2-3-5. No segundo tempo, ainda mais.
No sistema tático, o Palmeiras da segunda etapa era 4-3-3. Mas o time chegava com seis jogadores no ataque. Variação ofensiva, não apenas contra-golpe, não só transição. O Palmeiras procura abrir espaço em defesas fechadas, com dificuldade. Mas com alternativas táticas. Não dá para acusar de mesmice ou de falta de ideia.
As ideias existem mais do que os espaços. O desafio do Palmeiras é conseguir abrir mais buracos em defesas rivais. Contra o Sport, conseguiu pelas variações táticas e pelo volume de jogo.
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