Veiga, Rony e Danilo revelam bastidores de Abel Ferreira no Palmeiras

31/10/2021 12:28

Veiga, Rony e Danilo revelam bastidores de Abel Ferreira no Palmeiras

Jogadores fazem balanço do comando do técnico português no Verdão

Veiga, Rony e Danilo revelam bastidores de Abel Ferreira no Palmeiras

Consagrado como um dos técnicos mais importantes da história recente do Palmeiras, Abel Ferreira foi anunciado há um ano pelo clube. Em 4 de novembro de 2020, o europeu desembarcava em São Paulo para ser apresentado na Academia de Futebol.



"Atravessei o (Oceano) Atlântico não foi para fazer férias ou conhecer a cidade. Vim para trabalhar, para ganhar, para ajudar a estrutura e os jogadores a crescerem. É minha missão, principal objetivo", disse ele na primeira coletiva de imprensa.


O Esporte Espetacular conversou com três jogadores chave do elenco treinado pelo português: Raphael Veiga, peça central da equipe, Rony, jogador de confiança de Abel, e Danilo, atleta da base que mais se firmou entre os titulares. O trio compartilhou bastidores do comando da atual comissão.


Em um ano, o elenco palmeirense viveu o êxtase do bicampeonato da Libertadores e do tetra da Copa do Brasil, mas viu muros pichados contra a continuidade do trabalho do português e ouviu xingamentos no retorno da torcida ao estádio após derrotas e eliminações. Tudo isso culminou na segunda final consecutiva do maior torneio sul-americano.


"Cara, o Abel, quando chegou, sendo sincero, a gente não conhecia muito", conta Veiga.


"Ali, na hora que ele chegou, que eu olhei para ele, eu pensei: "pô, o cara é novo, se colocar um meião, uma chuteira, uma roupa dá para passar por jogador também porque ele é novo".


Rony, que vivia fase ruim antes da chegada de Abel, também desconhecia o novo comandante:


"Só sabia que era um técnico português que estava em outro país, que estava treinando um clube top também".



"Mas quando ele foi apresentado no CT, ele fez uma coisa que eu particularmente gostei muito: foi juntar todos os funcionários, todo mundo dentro do campo. Eu acho que ali cada pessoa se sentiu valorizada, importante, e se sentiu parte do processo", relembra Veiga.


"Todo mundo, não só jogadores, mas também o presidente, as tias que trabalham lá com a gente. Ele conversou e falou que todos somos um, né. Que a gente dependia dele e ele dependia de nós", corrobora Danilo.


A primeira palavra dirigida a Rony foi um elogio.


"Depois de um jogo contra o Atlético-MG, eu fiz gol também. Então ali ele me parabenizou pelo jogo. Aí tem umas palavras que me deram muita confiança, né, até porque eu estava começando a jogar bem, estava readquirindo minha confiança. Aquelas palavras te deixam muito confiante pra dar sequência no teu trabalho".


Comando do vestiário

"Quando tem brincadeiras é o primeiro a entrar pra brincar com a gente. Mas se não fizer as coisas certas ele fica p..., se não fizer certo ele fica p...", conta Danilo, jovem volante que se firmou como um dos pilares da equipe desde a marcante vitória por 3 a 0 contra o River Plate na Argentina, pelas semifinais da Libertadores 2020.


Naquela noite, Abel mexeu na estrutura do time.


"Vou mudar um pouco, mas confia em mim. Foi exatamente assim. "Cara, a gente vai fazer isso, isso e isso. Se acontecer isso, a gente faz isso. Se não acontecer isso, a gente faz isso". E aconteceu. Foi um jogo espetacular", lembra Veiga.



Rony reforça o estilo de comando do português trazendo como exemplo a final da Libertadores no Maracanã, no início deste ano.


"Teve uma preleção bem, bem legal. Bem positiva da parte dele. Quando ele chegou lá no estádio ele fez uma coisa bem legal que foi passar as nossas famílias no telão, mandando recado pra gente. Aquilo ali com certeza me marcou muito", conta o camisa 7 do Verdão, antes de complementar:


"Aqui é a segunda família dele. Eu acredito que não só os jogadores mas também todo o povo que trabalha aqui no clube trata ele como um familiar, né. Ele abraçava os funcionários do clube como se fosse os familiares dele".


Barreira linguística

Raphael Veiga não esquece: os primeiros contatos exigiram paciência e compreensão por parte do elenco.


"No começo ali do treino ele falava muito "malta, maltinha, malta". E daí eu não lembro qual foi o jogador que perguntou: "pô, por que que ele fala tanto malta, malta vem para cá, malta vai para lá, maltinha vem para cá". Depois, foi que ele explicou e falou que malta era "galera", "pessoal". Era engraçado porque você via os caras um olhando para o outro".


"Agora ele tenta falar com mais calma, né, porque os portugueses lá falam rápido. Ele tenta falar um pouco mais lento pra gente entender, mas às vezes também tem umas coisas que ele fala que a gente não entende não. Ao decorrer do treino, a gente vai pegando e vai fazendo, aí vai dando certo. Mas, aos poucos, a gente vai falando para ele o jeito do brasileiro mesmo", diz Danilo.



Daqui em diante

Abel foi incentivado após a vitória contra o Sport, na semana passada, a fazer um balanço do primeiro ano completado no comando do Palmeiras. Ele se recusou, mas chegou a colocar na mesa o que pode acontecer nos últimos meses de 2021.


"Olha... O balanço eu gosto de fazer só no final da época, mas o Palmeiras entrou num quadro daquilo que eu entendo que era um seguimento do treinador que tem ambição, que tem uma ideia, que sabe o que quer, que sabe onde quer chegar. E, para ganhar ganhar títulos, só se pode treinar clubes da dimensão do Palmeiras", diz.


"Portanto, acho que foi uma escolha acertada quer do clube, quer do treinador. Agora, é o que eu costumo dizer: vai ser um dia de cada vez. É assim que eu gosto de ver a minha vida e o futebol. Tudo no tempo de Deus, até quando Deus quiser. Um dia de cada vez. É assim que eu gosto de ver a minha vida. No final, faremos o balanço e decidiremos o que é melhor para todas as partes", completa.



Se o destino ao final desta temporada é incerto, o presente parece imutável: o elenco está fechado com Abel Ferreira. É como diz Danilo, que sintetizou em poucas palavras o sentimento quando foi solicitado a enviar um recado para o comandante:


"Só falar que "tamo junto" até o final".

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7521 visitas - Fonte: Globoesporte.com

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Grande Clube, Grande Homem, Grande Equipe: resultado? Grandes Conquistas.

Danilo Souza     

Que o abel fique po muito tempo no verdão,que venha mais títulos.

Edson Luiz     

Cala boca

Doni Prado     

Comentários que Abel deve deixar o Palmeiras independente de ganhar ou perder a libertadores eu acho que se ele ganhar teria de ficar até pq se a Leila vai assumir a presidência e vai fazer investimento imagina se com esse time sem investimento ele chegar a três titulos em pouco mais de um ano imagina com um investimento oque ele poderia fazer,agora se perder ai tem que sair

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