Veja como o Palmeiras marca presença na final do principal torneio amador do Rio

13/11/2021 08:16

Veja como o Palmeiras marca presença na final do principal torneio amador do Rio

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Quando AESC Mamaô e Cara Virada Futebol Arte derem o pontapé inicial na final do Campeonato Amador da Capital, tradicional torneio sub-17 da várzea carioca, dois corações alviverdes estarão aquecidos do outro lado da ponte aérea.



Será na tarde deste sábado (13), por volta das 15h, no lendário estádio de Moça Bonita, em Bangu, que os dois times do bairro de Santa Margarida, na Zona Oeste, vão decidir quem ficará com o troféu.


O Mamaô, cujo nome veio do apelido de seu fundador Carlos Roberto Silva, foi onde Deyverson deu seus primeiros chutes. O atacante do Palmeiras, além de revelação do time, é filho de Carlos Mamaô.


Já o Cara Virada foi onde Patrick de Paula, então um camisa 10 conhecido como Pelé, surgiu para o futebol. Foi numa final do mesmo campeonato que o olheiro Juarez Fischer do Palmeiras viu Patrick jogar.


Por serem de ruas vizinhas do bairro, os times tiveram e têm muito intercâmbio. Patrick tem uma passagem pelo Mamaô, pelo qual disputou a Taça das Favelas. Atual diretor do Mamaô, Anderson Brum, que é irmão de Deyverson, também jogou no Cara Virada, entre tantos outros casos.


"Brum foi não só nosso goleiro, mas meu capitão", contou ao UOL Arlen Pereira, um dos diretores do Cara Virada.


Jogando por sonhos

"Meu pai sempre lutou pelos sonhos dos filhos. Ele, que era goleiro, vive realmente um sonho comandando o clube. Ele não se tornou profissional, mas depositou tudo na gente, nos três filhos", disse atacante Deyverson ao UOL.


Deyverson expressa muita gratidão e até se emociona ao falar do pai pelo que fez por ele e pelo time.


"Ele sempre lutou pelos filhos, se endividava para a gente poder ter uma vida digna e certa, para não se envolver com coisas que não devíamos", conta. "Hoje, eu posso ajudar meu pai com o time, para que ele possa ajudar os garotos e seus familiares a realizarem os sonhos deles", completa.


Anderson Brum, ex-goleiro com boa passagem pelo Figueirense, irmão de Deyverson, hoje trabalha no Mamaô, que além de um clube da várzea, tornou-se uma agremiação que capta e exporta jovens talentos.


"Meu pai acreditou na reformulação que propus para ele após um período em que o clube ficou fora de algumas competições, principalmente porque ele passou a se dedicar a acompanhar a carreira do Deyverson", diz.


Brum trouxe para o Mamaô profissionais do Angra dos Reis, onde encerrou sua carreira, e instaurou uma comissão técnica completa. Mudou também a metodologia dos treinamentos, insistindo na prática de fundamentos. "Temos uma mentalidade europeia".


"Eu falo para os garotos que [treinar fundamentos] pode não ser um treino tão legal, mas na hora do jogo, eles vão perceber os erros sumindo e os acertos aparecendo mais", diz Brum.


O Mamaô é forte também no sub-20, categoria na qual recentemente venceram a Copa FCB com apenas uma derrota e do qual times profissionais, como o Audax-RJ e o São Cristovão, também participaram.


Mais que futebol

"Trabalhar com os garotos no futebol amador a partir do sub-17 é difícil, porque muitos nessa idade já não têm o futebol como prioridade", diz Brum.


"Todos os professores dessas categorias são heróis e não usam capa. Para alguém virar um Deyverson, um Patrick, um Neymar, primeiro eles têm que sair da rua. Times como o Mamaô acabam ajudando o poder público, ocupando o tempo do garoto com a prática esportiva. Já nos sentimos campeões", afirma.


O trabalho social também é o que inspira o Cara Virada, do diretor Arlen Pereira, um dos que deram a Patrick a notícia de que ele fora aprovado no Palmeiras, em 2016 e quem o trouxe de volta ao clube depois que ele e o amigo Daniel desertaram.


"Nosso trabalho é o mesmo desde a época do Patrick, trabalhando na várzea com a mesma molecada e chegando bem nos campeonatos. O próprio [Anderson] Brum nos diz que somos uma referência e isso nos deixa muitos felizes", diz Arlen.


Em três participações no Amador da Capital, esta é a terceira vez que o Cara Virada chega à decisão.



"Estamos aí mais do que para fazer jogadores. Nossa missão é deixar um legado de vida e de interações sociais e culturais por meio do futebol e do esporte. Por isso dizemos que o Cara Virada é mais que um time" diz Arlen.

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3045 visitas - Fonte: Uol Esportes

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