O discurso no Palmeiras após a derrota por 2 a 1 para o Fluminense, no domingo, pelo Brasileirão, foi de tirar lições do jogo ruim sobretudo para a final da Libertadores, no dia 27, contra o Flamengo, em Montevidéu, no Uruguai.
Mas, além dos aprendizados naturais que um resultado negativo traz, o Palmeiras também pode tirar ótimos aspectos da sequência de seis vitórias seguidas, que acabou justamente contra o Fluminense.
A começar pelo setor ofensivo. Foi nessa série de partidas que o técnico Abel Ferreira parece ter encontrado a formação ideal para o ataque, com o quarteto formado por Dudu, Raphael Veiga, Gustavo Scarpa e Rony.
Nessas seis vitórias, a produtividade do setor foi maior do que no restante do Brasileirão. Com 14 gols feitos, a média foi de 2,3 por partida. Antes, ela era de 1,4 por jogo.
A defesa também melhorou consideravelmente na sequência de seis vitórias. Foram apenas três gols sofridos, média de um a cada duas partidas. Nos cinco jogos anteriores, foram dez gols sofridos, média de dois por confronto.
Por motivos óbvios, manter esse bom desempenho de defesa e ataque na final contra o Flamengo é fundamental para a conquista de mais uma Libertadores.
Nesses seis jogos, o Palmeiras também provou aquilo que Abel Ferreira sempre diz em suas coletivas: o time é muito mais forte quando está completo. Com raros desfalques, o treinador conseguiu repetir escalações e ter praticamente todo o elenco à disposição.
E outro fator que ficou claro e pode fazer a diferença na Libertadores: o descanso é fundamental. Para quatro dos seis jogos vencidos o Palmeiras teve pelo menos cinco dias de diferença entre eles.
Com o título do Brasileirão cada vez mais distante (a diferença é de dez pontos para o líder Atlético-MG, que tem um jogo a menos), Abel tem "caminho livre" para poupar seus principais jogadores nas próximas partidas e focar 100% no descanso e na preparação para a Libertadores.
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