"Paulistinha", taças, finanças, Galiotte fala sobre sua gestão no Palmeiras

9/12/2021 09:58

"Paulistinha", taças, finanças, Galiotte fala sobre sua gestão no Palmeiras

Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras, concedeu entrevista exclusiva à ESPN Brasil e ao ESPN.com.br

Em longa entrevista exclusiva à ESPN Brasil e ao ESPN.com.br, concedida na tarde da última quarta-feira (08) na Academia de Futebol, o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, fez um balanço de sua gestão, iniciada em 15 de dezembro de 2016 e que irá acabar em 15 de dezembro de 2021.



Nestes cinco anos, o cartola se destacou pela conquista de grandes títulos, como duas Libertadores, um Brasileirão, uma Copa do Brasil e um Paulista.


No entanto, também houve várias turbulências, com a polêmica final do Estadual em 2018, contra o Corinthians, ainda na memória. O dirigente ainda teve que lidar com a morte do pai bem em meio à pior crise da equipe em 2020.


Na conversa, Galiotte fez um balanço geral de sua gestão, citando os investimentos nas categorias de base e o pagamento de quase R$ 300 milhões em dívidas antigas como maiores feitos nos bastidores.


O mandatário também revelou o que faltou finalizar em sua gestão e analisou as principais contratações que fez em seu período como presidente, tanto de técnicos quanto de jogadores.


Por fim, falou ainda da vida política do clube, analisou o momento de fraqueza da oposição palestrina, comentou sua relação com o ex-presidente Paulo Nobre e contou quais são seus planos quando se despedir do comando no Palestra Itália.


Veja os principais tópicos da entrevista com Maurício Galiotte:



Balanço da gestão: entrega um clube melhor do que recebeu?

Foram cinco anos de muito trabalho, muito planejamento, muito esforço, muita dedicação, muito comprometimento... E eu tenho certeza que, além do trabalho, nós também tivemos resultados em todas as áreas. O Palmeiras hoje é um clube melhor do que quando recebemos, e essa é a missão e o desafio de todo presidente: entregar um clube melhor do que quando recebeu. Tenho certeza que isso aconteceu na nossa gestão.


Esportivamente, a gente incrementou nossa sala de troféus com algumas taças importantíssimas. São duas Libertadores, um Brasileirão, uma Copa do Brasil e um Paulista na nossa gestão.


Economicamente e financeiramente, nós evoluímos. A gente encerra o ciclo com um faturamento ao redor de R$ 900 milhões. Obviamente, nós temos que considerar que, nesses números, entram as premiações de alguns campeonatos de 2020 que foram encerrados em 2021, então acabou tendo um transbordo de valor, mas é um número expressivo mesmo assim. Se a gente excluir esses números de 200, o faturamento seria na ordem de R$ 750 milhões.


Socialmente, nosso valores e princípios sempre ficaram à frente. A gente fez um trabalho durante todo um período, respeitando muito nossas pessoas, nossos amigos, colaboradores, respeitando a todos, dando espaço para que todos pudessem trabalhar e desenvolver suas funções com todo o respeito e carinho. Você vê que a gente passou por um período muito difícil da pandemia, mas todos os funcionários continuaram conosco. Existe um reconhecimento de todos quanto a isso, mas o mais importante é o resepito do Palmeiras com todas as pessoas. Isso eu fiz questão de deixar claro durante nossa gestão. Então, é mais um motivo de orgulho.


No clube social, foram feitas muitas benfeitorias. A gente acabou reformando as duas portarias e temos reformas de vários setores.


Nas categorias de base, fizemos um trabalho que não se fazia há muito tempo. Talvez no clube nunca tivesse ocorrido algo assim, na base do Palmeiras isso nunca tinha sido feito antes, e estamos agora colhendo os frutos. Conseguimos vários títulos na base, revelamos muitos garotos, cedemos muitos atletas à seleção e temos hoje os meninos na equipe principal, inclusive ajudando muito nas conquistas recentes.


Temos equilíbrio financeiro e econômico, com resultados esportivos importantes, além de um trabalho social significativo. Todo esse legado acho que faz parte do trabalho de um presidente.


Então, foram várias frentes nas quais tivemos bons resultados. Eu digo com sinceridade: encerro meu ciclo no Palmeiras de forma realizada.


Fez tudo o que queria no comando do Palmeiras? Qual a principal realização?

Nós desenvolvemos muitos trabalhos. Eu destaco que todo o projeto de desenvolvimento das categorias de base é o meu principal trabalho do Palmeiras no meu mandato.


Obviamente, junto com os títulos, porque o título é o que coroa todo o trabalho. Então, quando você consegue um bicampeonato da Libertadores, que é um feito extremamente raro e difícil, fica um orgulho muito grande para a torcida, para os funcionários, para a comissão técnica, para a diretoria, para os atletas... Os títulos, obviamente, são as coisas que ficam, porque são eternos.


Mas um trabalho que nos orgulha muito, que é a joia da coria, é o das categorias de base. É algo que tem que continuar e ser mantido nas próximas gestões, porque o futuro dos clubes está nas categorias de base.


O que ficou faltando fazer na sua gestão no Palmeiras?

Nós fizemos um planejamento para construir um hotel para as categorias de base no CT de Guarulhos. Temos o projeto pronto, mas não conseguimos executar durante a minha gestão por motivos e trâmites burocráticos.


Mas é algo que está encaminhado. É um projeto que considero muito valioso e extremamente importante pra o Palmeiras. Espero que a gente consiga concluir isso nos próximos anos.


Qual ficará como sua melhor memória como presidente do Palmeiras?

O título é sempre o momento mais importante de uma gestão. Num clube como o Palmeiras, que trabalha em busca de títulos, que trabalha sempre tendo a conquista como objetivo principal, tem que ser. Então, não tenho dúvida nenhuma, pois de todos os meus títulos eu tenho lembranças especiais. Campeonato Brasileiro de 2018, com o Felipão, depois o Paulista, com o Vanderlei (Luxemburgo), aí ganhamos a Copa do Brasil e duas Libertadores com Abel Ferreira.


Quando você comemora um título de Libertadores, é algo inexplicável, algo que não tem preço. É uma emoção muito grande. Ali, você tem a dimensão exata de tudo aquilo que você conseguiu proporcionar ao seu torcedor. É como diz a música da torcida: "Taça Libertadores obsessão". Você conseguir entregar suas vezes isso ao torcedor do Palmeiras é espetacular.


Então, sem dúvida nenhuma, as conquistas da Libertadores ficarão marcadas na memória para o resto da vida.


E qual o momento que você gostaria de esquecer?

(Pensa) A final do Campeonato Paulista de 2018 foi um momento muito triste. Não só para nós, palmeirenses, mas para o futebol. Para o futebol paulista e brasileiro.


Em um momento em que a gente trabalha tanto para ter um futebol melhor e evoluído, que a gente busca colocar o futebol brasileiro em destaque, aquilo representou todas as coisas que a gente espera que não aconteçam mais.


Então, foi um campeonato que, infelizmente, ficou marcado por uma inteferência externa clara e provada. E, naquele momento, obviamente foi algo triste para os palmeirenses, mas encaro também como uma tristeza para o futebol.


A questão do "Paulistinha" de 2018 é algo que ainda te incomoda ou é fato superado?

Não, não... Passou. É algo muito pequeno. A gente tem que pensar grande.


O nosso projeto já era algo muito maior naquela época. Eu falei isso naquele momento: o projeto do Palmeiras é muito maior, vai além disso.


Mas lamentei o fato de, infelizmente, ter ocorrido tudo o que ocorreu. É algo que a gente não quer ver em nenhum segmento, e obviamente não queremos ver no futebol.


Como está o endividamento do Palmeiras hoje? Uma das bandeiras da sua gestão era deixar zerado ou perto disso.

Financeiramente, o Palmeiras tem hoje uma situação de equilíbrio. Esses últimos dois anos foram muito difíceis. Ficamos sem arrecadação do estádio e o sócio-torcedor Avanti teve uma queda importante.


A gente entende, porque todos nós passamos por dificuldades durante esse período (de pandemia de COVID-19). Então, a gente teve um processo de queda de receitas importantes. Não só o Palmeiras, mas vários outros clubes e todos os segmentos da sociedade.


A questão da dívida com a Crefisa também está equacionada? Em quanto tempo crê que dê para saldar isso?

A situação com a Crefisa é algo que tem os jogadores como garantia. A gente vem pagando e o Palmeiras vem diminuindo essa dívida. Depende muito se você consegue ou não negociar um atleta (atrelado aos ativos da Crefisa). Aí você tem uma redução importante desse montante.


Esse é um compromisso que o Palmeiras tem a médio e longo prazo. Nós tivemos também situações semelhantes (de dívidas a longo prazo) que vieram de gestões anteriores e honramos. Pagamos tudo aquilo que tinha em aberto.


Tenho certeza que vai acontecer da mesma maneira esse compromisso que o clube hoje tem com a Crefisa.


Mas eu te asseguro que o Palmeiras hoje tem uma situação econômica e financeira equilibrada. O Palmeiras tem receitas e ativos suficientes para honrar com seus compromissos. Não temos dinheiro sobrando para fazer grandes contratações à vista. Isso não ocorre. Mas o Palmeiras tem uma situação econômica e financeira equilibrada.


Qual foi a dívida mais pesada que teve que ser paga durante sua gestão para não complicar a vida do clube?

Nós, em cinco anos, pagamos R$ 300 milhões em dívidas de gestões anteriores. Eram compromissos do passado e nós pagamos ao longo de cinco anos.


Pagamos a dívida com o ex-presidente Paulo Nobre, que era uma importância significativa.


E também iniciamos outra, que pagamos metade e continuamos pagando, que é a dívida da contratação do (volante) Wesley, que a gente tinha com o (empresário Antenor) Angeloni. É um compromisso que eu mesmo tratei pessoalmente. Fui até o credor e disse que o Palmeiras ia pagar aquilo que devia, e fizemos um acordo. Obviamente que são valores altos, mas estamos pagando.



Durante a pandemia, o Palmeiras se destacou por não ter demitido nenhum funcionário. Como isso foi possível e o que teve que ser feito para equacionar as contas?

O momento da pandemia foi extremamente desafiador. As receitas caíram muito, e a gente tinha que administrar o clube de alguma forma, porque a vida naquele momento não parou. Havia os compromissos, os funcionários, tudo... E a decisão que a gente tomou foi: nós vamos passar por esse crise todos juntos.


Nós não demitimos absolutamente nenhum funcionário. Todos ficaram conosco. A gente manteve as ajudas de custo aos garotos da base, às atletas do futebol feminino, aos atletas amadores. Todos aquele que de alguma forma necessitavam do Palmeiras, o Palmeiras os abraçou.


Para isso, tivemos que dividir esse tema com os atletas do futebol profissional, que, obviamente, representam um montante importante nas contas do clube. E eles entenderam. Durante três ou quatro meses, houve uma redução importante dos salários, e a gente, dessa maneira, conseguiu fazer com que todos ficassem juntos. Houve uma união absurda dentro do clube, porque ali todos deram as mãos e todos se ajudaram.


A partir desse momento, nós fizemos um acordo com os jogadores: se a gente conseguisse chegar a uma semifinal e uma final, nós teríamos um prêmio adicional ao que já havia sido orçado. Aí, sim, a gente poderia devolver a eles tudo o que eles abriram mão naquele momento. E isso aconteceu! Chegamos nas finais da Copa do Brasil e da Libertadores (na temporada 2020) e conquistamos ambas.


Então, acabou que foi um prêmio não só para os atletas, mas para a gestão e todos no clube. Recebemos de volta tudo aquilo que a gente acabou cedendo, e foi algo muito importante. Todos que parciparam desse momento têm muito orgulho.


Qual foi a melhor contratação da sua gestão? Se for muito difícil falar só um, pode eleger uns três...

(Risos) São várias contratações... Foram vários títulos e várias pessoas importantes que participaram em todos os aspectos. Vários profissionais de todas as áreas. Muito difícil citar três...


Fomos campeões com o Abel, com um trabalho espetacular. Fomos campeões com o Vanderlei, resgatando os meninos da base e incluindo 12, 13 atletas jovens no grupo principal, com vários ganhando títulos na equipe adulta. Fomos campeões com o Felipão, num trabalho espetacular em 2013, com 33 partidas de invencibilidade no Campeonato Brasileiro e semifinal de Libertadores. Tivemos também o Cuca, em 2017. Tivemos ótimos trabalhos e ótimos treinadores. Agora, por último, o Abel, que eu considero um trabalho espetacular. Acho que a grande revelação entre os treinadores se chama Abel Ferreira.


Dos jogadores que vieram, impossível citar poucos nomes. O Weverton é goleiro da seleção brasileira. Gustavo Gómez, seleção do Paraguai. Viña, seleção do Uruguai. O que está fazendo hoje o Veiga... A importância do Rony. O Ddudu, que saiu emprestado, nos ajudou financeiramente e voltou para seguir sendo campeão. Felipe Melo, que chegou no início da minha gestão. O próprio Deyverson, qeu fez dois gols de títulos. Breno Lopes fez gol de título também. O Scarpa teve momentos maravilhosos. O Luan teve momentos importantes também.


São vários grandes nomes. É difícil citar só um. Eu estaria sendo injsuto. O projeto teve participações importantes de todos, e são muitos os jogadores que a gente pode lembrar aqui. Eu diria para você que, se eu tiver que lembrar, vou lembrar do grupo, do trabalho em equipe, dos títulos que conquistamos juntos. Eu acho que foi um trabalho que venceu pela união, pelo respeito, pela dedicação, pelo coletivo. E o grande vencedor de tudo isso é o Palmeiras.


Por isso, não acho que seja possível eu falar um nome, nem três... São vários.


Falando em técnicos, como foi "descoberto" o Abel Ferreira no PAOK, da Grécia?

Quando nós iniciamos a busca no mercado para um treinador, naquele momento a gente queria um perfil diferente daqueles que a gente conhecia no Brasil. A gente queria alguém que fosse voltado para a parte de estratégia de jogo, para a parte tática, com gestão de grupo e que tivesse passagens por categorias de base. E foi aí que a gente chegou no nome do Abel.


O Abel chegou ao Palmeiras muito motivado, e ele se identificou rapidamente com o nosso projeto, com nosso valores e nosso princípios, com nossa estrutura e nossa proposta. Foi um momento que as coisas deram muito certo, e a gente acabou conquistando títulos porque é um trabalho que tem identificação.


A gente fica muito feliz de poder proporcionar esses momentos ao palmeirense, e a gente fica feliz por ver que acertamos na escolha. Foi uma iniciativa que deu certo.


Além dos títulos, ele tem um pensamento muito interessante para o clube. E também foi algo importante para ele, porque ele chegou aqui sem nenhum título conquistado como treinador e hoje tem três, sendo duas Libertadores.


Você trabalhou com dois diretores de futebol bem diferentes: Alexandre Mattos e Anderson Barros. Com qual se identificou mais?

São dois profissionais de altíssimo níve. Dois profissionais que venceram no clube, com ótimos trabalhos.


O Mattos tem um perfil mais agressivo em termos de mercado. Ele tem uma habilidade muito grande para montagem de equipe. É muito dinâmico, tem um relacionamento absurdo com outros dirigentes e empresários. Sem dúvida nenhuma, é um dos maiores ganhadores do Brasil. Então, tenho uma admiração muito grande. Se a gente analisar o time do Palmeiras hoje, o time bicampeão da Libertadores, você tem o dedo do Mattos também. Ali tem nomes importantes que foram do projeto inicial do Alexandre. Eles constribuíram e contribuem com o Palmeiras até agora, inclusive nos títulos recentes.


O Anderson, da mesma maneira, é um profissional de muita experiência, muito conhecimento de mercado, mas com um perfil diferente. É uma pessoa que se expõe menos, um cara que se preserva mais, mas que também tem um trabalho elogiável de gestão de pessoas, de grupo, de dia-a-dia. E fez um trabalho vencedor no futebol aqui. Fez também ótimas contratações, ainda que em menor número. Trouxe Rony, Viña, Piquerez.


Foram duas experiências diferentes, mas com pessoas extremamente qualificadas, conhecedoras daquilo que fazem e de muito potencial. Sobretudo, dois vencedores.


Em que momentos você precisou atuar mais diretamente em questões do futebol e em que momentos você delegou as decisões para outras pessoas?

Em vários momentos eu atuei diretamente. A gente trabalho muito próximo aqui, sempre em conjunto. A minha gestão sempre esteve muito ao lado dos profissionais, dos atletas e da comissão técnica.


Obviamente, o trabalho de dia-a-dia é feito pelos profissionais, os treinamentos, planejamentos de viagens, o dia-a-dia, é um trabalho que a gente não entra. Mas as decisões estratégicas, as principais decisões, os momentos de crise... Sobretudo nos momentos de crise é muito importante a participação do presidente.


Muitas vezes quem está fora do clube não tem essa noção. A gente trabalha para dentro do vestiário, junto com as pessoas do dia-a-dia do clube para pode fazer com que o trabalho tenha sustentação e continue. Um momento de crise num clube grande como o Palmeiras é muito difícil. Então, todo dia tem algo importante para o presidente participar. Alguma definição, alguma opinião... Ou mesmo estando presente em algum tema mais sensível.


No futebol, para você vencer, você precisa de muitas coisas. É muito importante ter qualidade, estrutura, você dar as condições de modo geral. Mas você está tratando com pessoas, com seres humanos. É importante que você dê atenção a essas pessoas, entenda o que está acontecendo, porque eles têm crises, problemas pessoais. A gente viveu isso com o Dudu na minha gestão [referente ao caso com a ex-mulher do atacante, que o acusou de agressão, o que foi negado após investigação policial]. Então, você tem que trabalhar, e o líder tem que ajudar e direcionar.


Você mesmo viveu uma situação pessoal em 2020, quando seu pai faleceu em meio à demissão do Luxemburgo e à contratação do Abel. Como teve cabeça para lidar com questões do Palmeiras em um momento tão complicado no aspecto emocional?

Você tem que tirar forças de dentro, porque o clube precisa de você. As situações externas surgem. Tudo isso acontecem em um momento de crise, porque a gente vinha de algumas derrotas, tivemos a saída do Vandelrei e junto a tudo isso o falecimento do meu pai.


Era um momento que a gente estava contratando um treinador. Foi bem quando a gente estava fazendo as entrevistas com o Abel. Foram 25 dias de muitas dificuldades. Mas o externo não se preocupa com nada a não ser os resultadso de campo. E está certo! Qual é o papel do torcedor? Curtir a vitória e cobrar quando perde. Então, foi um momento de muita dificuldade, mas a gente passou por ele com trabalho, união e dedicação. Foi duro, mas muitas coisas da vida você não controla.


No dia que a gente teve a apresentação do Abel aqui na Academia de Futebol, foi o mesmo dia do enterro do meu pai. São situações que a gente tem que enfrentar e tirar forças sabe-se lá de onde. São situações duras, mas a gente tem que enfrentar.



Como vê a política do Palmeiras hoje? Está pacificada? Ou o fato da oposição sequer ter conseguido lançar um candidato para concorrer com a Leila é algo que deveria preocupar?

O importante no ambiente político, tanto na situação quanto na oposição, é pensar no que é melhor para o Palmeiras. Sugestões, boas sugestões, boas ideias, propostas interessantes par o clube, têm que ser sempre consideradas, tanto faz de onde vieram.


O fato de não ter outro candidato na eleição eu não posso te responder. É uma questão ligada a uma definição da oposição. Não tenho informações e elementos suficientes para saber os motivos.


Agora, o importante é que todos têm que ser ouvidos e respeitados. O Palmeiras tem que sempre estar aberto para as pessoas que estão no ambiente político do clube, de forma que a gente tenha sempre as melhores ideias para ter um clube cada vez maior e melhor.


Como é hoje sua relação com o Paulo Nobre?

O Paulo encerrou a gestão dele em 2016 e optou por se distanciar do clube. Não frequenta o clube. Não vejo o Paulo desde que ele encerrou o mandato dele.


É um palmeirense que ajudou muito o clube, mas a gente tem que respeitar as decisões das pessoas e suas opiniões. As pessoas são diferentes. Cada um é de jeito. O Palmeiras agradece por tudo o que ele fez quando esteve à frente do clube.


Mas ele não participou mais da vida do clube desde que ele encerou o mandato. E é isso.



O que vai fazer quando não for mais presidente?

Eu passo agora a ser membro-nato do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), participando de todas as reuniões mensais. Sou conselheiro do clube e estarei à disposição para tudo o que eu puder ajudar.


Não terei nenhuma função específica na gestão da Leila (Pereira), mas vou acompanhar, torcer e estar junto. Espero que o Palmeiras conquista ainda mais títulos, e estarei sempre à disposição do clube. Tudo o que eu puder fazer para ajudar, farei.

#palmeiras #verdao #alviverde #mauriciogaliotte #presidente


53271 visitas - Fonte: ESPN

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Rogério M     

A verdade é que tanto o Nobre quanto o Galiote merecem estatuas no clube. Desde q entraram o Palmeiras virou protagonista no Brasil e vem numa sequencia de titulos fantastica desde 2015

O eterno Paulo Nobre

Jesus Candido     

Galiott foi e e o melhor e o maior presidente que a S.E.PALMEIRAS GIGANTE ja teve..presidente pe no chão...que a Leila continue a olhar para o clube e nao para o que torcida e torcedores pedem...

Pedro Vicente     

Tudo isso q o verdão ta colhendo de conquista, se deve muito ao Paulo Nobre.

Paulo Nobre precisa voltar ao clube tambem...

Parabens Galioti....

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