Leila Pereira concederá nesta quinta-feira sua primeira entrevista coletiva como presidente do Palmeiras. Antes patrocinadora, a nova mandatária assume com a "era Crefisa" já sendo uma das mais vitoriosas da história do clube.
A relação da antes presidente da Crefisa e Faculdade das Américas com o Verdão se iniciou em 2015, quando suas empresas passaram a estampar as marcas no uniforme do Palmeiras.
O agora ex-presidente Maurício Galiotte diz que o patrocínio, a abertura do Allianz Parque e o Avanti, programa de sócios-torcedores, foram alicerces para a recuperação do clube, que desde então passou a empilhar títulos.
O maior feito do período foi o atual bicampeonato da Libertadores em 2020 e 2021, obtido no sétimo ano da parceria. Mas o Verdão também conquistou Copa do Brasil, Brasileiro e Paulistão.
Com os títulos continentais em sequência, a parceria iniciada em 2015 atingiu o seu auge e um feito que não foi alcançado nem na "era Parmalat".
Na década de 1990, os palmeirenses firmaram um contrato de cogestão do seu departamento de futebol com a multinacional de laticínios. O investimento dos italianos foi transformado em 11 títulos em oito anos de parceria.
Considerada um dos principais momentos da história do clube, a era Parmalat teve a conquista da Libertadores de 1999, na oitava temporada da parceria, mas a equipe alviverde ficou com o vice no ano seguinte.
Títulos da era Crefisa
2015: Copa do Brasil
2016: Campeonato Brasileiro
2018: Campeonato Brasileiro
2020: Paulistão, Copa do Brasil e Libertadores
2021: Libertadores
Títulos da era Parmalat:
1993: Paulistão, Rio-São Paulo e Campeonato Brasileiro
1994: Paulistão e Campeonato Brasileiro
1996: Paulistão
1998: Copa do Brasil e Copa Mercosul
1999: Libertadores
2000: Rio-São Paulo e Copa dos Campeões
Dona da Crefisa e da FAM, Leila Pereira virou figura influente no clube e, ainda em seu segundo mandato como conselheira, foi eleita presidente do Verdão. Ela fala em fazer a melhor gestão da história alviverde.
Renovado em agosto e com validade até 2025, o contrato de patrocínio com as empresas pode pagar até R$ 120 milhões por ano para o Palmeiras. São cerca R$ 80 milhões fixos, com a possibilidade de bônus por conquistas.
Além desses valores, a Crefisa também tinha como prática participar de contratações para a equipe, casos de Borja, Deyverson, parte dos direitos de Dudu, entre outros.
O clube, porém, reconheceu tais investimentos como dívida e trabalha para diminuir o saldo que já foi de cerca de R$ 170 milhões. A tendência é de que o valor fique abaixo dos R$ 110 milhões em fevereiro.