O bicampeonato da Libertadores do Palmeiras completa um ano neste dia 30 de janeiro de 2022. A conquista diante do Santos no Maracanã quebrou um jejum de 21 anos e mudou o patamar do Palestra, que também contou com alterações desde então.
Como foi?
O Verdão iniciou a competição continental no grupo B, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, e liderou a chave. No total, foram cinco vitórias e um empate contra Guaraní-PAR, Bolivar-BOL e Tigre-AGR. O jogo contra a equipe paraguaia, no Allianz Parque, em 10 de março, teve hat-trick de Luiz Adriano e foi a última “pré-pandemia”. O torneio seria retomado apenas em setembro.
Classificado, o Palmeiras, já sob o comando de Abel Ferreira, eliminou o Delfin-EQU nas oitavas de final (8 a 1 no placar agregado) e superou o Libertad (3 a 1) na fase seguinte. Já na semifinal, um grande desafio: o River Plate de Marcelo Gallardo. Após atuação memorável no Monumental de Núñez, com vitória por 3 a 0, a equipe treinada pelo português passou no sufoco em casa. O duelo no Allianz Parque, disputado em 12 de janeiro, terminou 2 a 0 para os argentinos, que dominaram a partida e por pouco não fizeram o terceiro.
Já a final foi disputada no Maracanã, contra um rival: o Santos, que havia despachado LDU, Grêmio e Boca Juniors. A partida teve poucas chances e o gol saiu já aos 54 minutos do segundo tempo. Após confusão na beira do campo, entre Marcos Rocha e o técnico Cuca, que acabou expulso, o jovem Danilo lançou a bola para Rony, na direita. Ele efetuou, então, um cruzamento perfeito para Breno Lopes, que havia entrado no lugar de Gabriel Menino. Posicionado atrás de Pará, o atacante cabeceou no canto esquerdo do goleiro John para sacramentar a glória eterna alviverde.
O que mudou?
Desde aquela final, o Palmeiras já levantou o terceiro título da Libertadores e, assim, se tornou o maior campeão brasileiro do torneio ao lado de São Paulo, Santos e Grêmio. Desta vez, o Verdão bateu o Flamengo, no Uruguai, por 2 a 1 na prorrogação, e contou com outro “herói improvável”. Assim como Breno Lopes em janeiro, Deyverson fez o gol decisivo em 27 de novembro, após roubar a bola de Andreas Pereira.
A escalação do Palestra na decisão de 2020 foi a seguinte: Weverton; Marcos Rocha, Luan, Gómez e Viña; Danilo, Zé Rafael e Raphael Veiga; Menino, Luiz Adriano e Rony.
De lá para cá, Weverton evoluiu ainda mais: é nome presente nas convocações da Seleção Brasileira de Tite e tem vaga praticamente garantida na Copa do Mundo. O quarteto defensivo segue quase o mesmo – a exceção foi Viña, que foi vendido para a Roma. No entanto, como reposição direta, o Palmeiras trouxe o também uruguaio Joaquín Piquerez.
O meio de campo, por sua vez, também permaneceu basicamente intacto: Danilo, Zé Rafael e Veiga seguem como peças-chave de Abel – destaque para o meia, artilheiro do time na última temporada e autor do primeiro gol no Estádio Centenário. Já o ataque foi bastante modificado desde então: o polivalente Gabriel Menino perdeu espaço na equipe, assim como Luiz Adriano, que teve relação com a torcida desgastada e futuro incerto no clube. Destaque, também, para o capitão Felipe Melo, que acertou com o Fluminense aos 38 anos.
Por fim, menção para troca na presidência do Palmeiras. Maurício Galiotte deixou o cargo após cinco anos e deu lugar à empresária Leila Pereira, dona da Crefisa, principal patrocinadora do Verdão.
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