O Palmeiras começa a conviver novamente com a procura de clubes do exterior pelos principais destaques da base. O trabalho consolidado na formação se transformou também em uma importante fonte de receita do clube nos últimos anos. Mas a promessa nos bastidores do Verdão é de jogo duro desta vez.
Antes sem muito espaço aos jovens no elenco profissional, o Palmeiras reforçou seu caixa com vendas de algumas das suas principais revelações nas temporadas de 2018 e 2019.
Atualmente, a diretoria vê o nome de Endrick, ainda com 15 anos, ser especulado como alvo de alguns dos principais clubes da Europa. Com passagens pelo profissional e um dos destaques da Copinha, Giovani também está em alta.
O Ajax teve proposta rejeitada pelos palmeirenses, mas estuda uma nova investida que pode chegar a R$ 100 milhões – a janela de transferências para a Holanda se fecha nesta segunda-feira.
Nos bastidores do Palmeiras, a declaração de Abel Ferreira sobre a previsão de pouco espaço aos jovens em 2022 e a sugestão da venda de revelações para a construção de um novo CT da base causaram surpresa.
A presidente Leila Pereira não tem interesse neste momento na liberação de Giovani por um valor inferior ao da multa, hoje estipulada em 60 milhões de euros (R$ 361 milhões). No caso de Endrick, há uma certeza entre todas as partes de que o primeiro contrato profissional será assinado com o Verdão, em julho.
Eleito melhor jogador da Copa São Paulo, Endrick tem Frederico Pena como consultor da família neste momento. O agente, que é o representante de Vinicius Junior, do Real Madrid, e Gabriel Martinelli, do Arsenal, vai administrar a carreira do atleta a partir de julho.
Wagner Ribeiro, embora tenha dado declarações sobre o futuro do Endrick, tem apenas uma participação minoritária na gestão da carreira do atacante de 15 anos.
Giovani teve aumento e contrato renovado em janeiro, quando completou 18 anos. O novo vínculo do atacante, que tem entre seus agentes a empresa Fia Football, a mesma que cuida das carreiras Abel Ferreira e Paulo Sousa, é válido até dezembro de 2026.
Milhões da base
Dos destaques formados na base palmeirense negociados para a Europa nos últimos anos, o principal foi o atacante Gabriel Jesus.
Promovido em 2015, ele acertou com o Manchester City, da Inglaterra, na temporada seguinte por 32,75 milhões de euros (cerca de 121 milhões na época). O Verdão tinha direito a 30% dos direitos econômicos do atleta, mas lucrou mais na operação (cerca de R$ 70 milhões).
Até 2020, o Palmeiras tinha por política investir pesado em contratações para o profissional e tentar manter os principais destaques. Para isso, recorreu aos jovens e fez dinheiro no mercado.
Com esta ideia, o clube negociou atletas como o goleiro Daniel Fuzato, os laterais João Pedro e Luan Candido, o zagueiro Vitão e os atacantes Fernando e Artur.
Fernando foi negociado com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por 5,5 milhões de euros – o Verdão ficou com cerca de R$ 21,6 milhões pela sua participação. Na mesma temporada, Daniel Fuzato foi negociado com a Roma, da Itália, por R$ 2,2 milhões, e João Pedro acertou com o Porto, de Portugal, por 4 milhões de euros (R$ 17,5 milhões na época) – os palmeirenses eram donos de 50% do lateral.
No ano seguinte, Luan Candido foi negociado com o RB Leipzig, da Alemanha, por 8 milhões de euros – o Verdão era dono de 70%, e o zagueiro Vitão foi para o Shakhtar Donetsk por 4 milhões de euros. Antes do início da temporada de 2020, Artur foi vendido ao Red Bull Bragantino por cerca de R$ 25 milhões.
Os títulos recentes valorizaram atletas como Danilo, Renan, Gabriel Menino, Patrick de Paula, Wesley e Gabriel Veron. A tendência é de que alguns destes atletas voltem a ser alvos de clubes do exterior nesta temporada.
7386 visitas - Fonte: Globo esporte
Por que não vender só 80% ,amanhã pode valorizar muito, o retorno é garantido
Eu pegaria esses destaques e os emprestaria para pegarem experiência! Emprestar para times de ponta da série A! Coritiba, Furacão, Vasco ou Bahia
Oportunidades de mercado serve tanto para compra como para venda. Quando o jogador está em alta é o momento de vender. Hoje temos alguns jogadores bem cotados e o único que tem grande potencial futuro é o Hendrick. É preciso tirar o máximo possível na venda mas não pode segurar muito ou a desvalorização pode ser grande. Não há espaço pra todos jogarem no time principal e isso vai prejudicar, e muito, em uma venda futura. A hora é agora. Tem que fazer dinheiro..