Desde que chegou ao Palmeiras, Abel Ferreira sempre parece ter um plano para os jogos mais decisivos. Contra o River Plate e Santos na Libertadores de 2020, contra o São Paulo, Atlético-MG e especialmente na final contra o Flamengo na Libertadores de 2021, o treinador mudou esquema e forma de jogar pensando em neutralizar um adversário tecnicamente melhor.
Para a disputa do Mundial de Clubes em Abu Dhabi, Abel parece ter não só um, mas mais de um plano na manga.
Nos três jogos do time titular em 2022, o treinador experimentou esquemas e variações. Ora o Palmeiras se defende num 5-3-2, com Scarpa como ala. Ora, num 4-2-3-1 com duas linhas de quatro e Scarpa como meia. Com a bola, repetório ainda mais vasto: saída com um lateral na linha dos zagueiros ou com um volante. Dudu ora aberto, ora mais por dentro. Scarpa dando amplitude, ou perto de Rony, ou mais próximo de Veiga.
A variação mais presente no trabalho de Abel é um lateral se aproximar dos dois zagueiros e fazer a chamada saída de três quando o time está com a bola. O grande intuito é fazer o Palmeiras conseguir propor o jogo e atacar melhor, mas sem perder a identidade de ser um time rápido e direto.
Saída de três ora com um lateral, ora com um volante
Contra a Ponte Preta, Piquerez fez a mesma função da final da Libertadores: um terceiro zagueiro, sem tanta liberdade para subir. Com isso, Scarpa passou a jogar na linha de Rony e de Veiga, muitas vezes sendo um segundo atacante. Ele tinha o papel de ficar na cola dos zagueiros, dando profundidade e sendo uma opção de passe rápido, para ficar na cara do gol.
Marcos Rocha fez esse movimento pelo lado direito contra a Ponte Preta. Em alguns momentos, ele avançava e quem fazia a saída de três foi Danilo, que repetiu o movimento contra o Água Santa. Quando isso acontecia, era o lateral esquerdo que abria o campo e empurrava Scarpa para frente.
É importante entender não apenas a variação, mas sua razão de existir. Por que Abel gosta de laterais que busquem o jogo lá atrás? Ele acredita que assim, irá gerar mais dúvidas no adversário. Quem marca o lateral recuado: o volante ou o ponta? Com isso, espaços se abrem para Veiga buscar a bola e pensar o jogo com lançamentos e passes verticais.
Variações de amplitude com Dudu mais ponta em 2022
Quando tem a bola e forma uma espécie de 3-2-5, o Palmeiras tem sempre dois jogadores abertos para abrir o campo e tentar confundir a marcação dos laterais. Há uma variação de quem executa esse papel pelo lado esquerdo. Contra o Água Santa, foi Jorge quem deu amplitude pela esquerda. Já contra a Ponte, Scarpa jogou mais por lá. Variações aconteciam até durante o próprio jogo, com Piquerez ora abrindo, ora mais por dentro.
Já o lado direito parece ter um dono fixo: Dudu. Em todos os jogos, ele ficava colado na linha de fundo. Sem circular tanto pelo meio e atuar como armador, como fez contra o São Paulo no jogo de ida da Libertadores, o camisa 7 consegue finalizar mais jogadas de gol: recebe a bola já com mais espaço, pode conduzir e driblar.
Outro que teve um papel mais fixo foi Veiga: sempre centralizado, ele foi o criador do time. Recuava até a base da jogada, buscava a bola, conduzia e tabelava com Zé Rafael. As coisas se combinam. Com Dudu mais aberto e Zé Rafael e Veiga criando, Abel quer que o Palmeiras crie espaços pelos lados, nas costas dos laterais.
Com Rony e Scarpa mais próximos do gol, o adversário precisa fechar sua linha defensiva. Laterais e zagueiros ficam mais colados. Sobra uma lacuna lá na direita, um corredor que Dudu, sem circular tanto, aproveita. Já no lado esquerdo, Piquerez e Jorge podem chegar de surpresa e fazer um cruzamento para a área. Veja na imagem.
Perceba que essa forma de atacar muda drasticamente quando o time joga com três zagueiros de origem. Aí, o lado esquerdo fica sem o elemento surpresa, e Dudu passa a jogar por lá, com Marcos Rocha mais aberto pela direita.
Isso sem mencionar no momento defensivo. O Palmeiras começa jogando num 4-2-3-1 muito nítido. Mas pode defender num 5-3-2, com Scarpa como ala. Ou com duas linhas de quatro. A versatilidade de Scarpa, que deu tão certo contra o Flamengo, é uma das chaves das variações que Abel implementa para tornar o Palmeiras um time mais completo.
Tudo isso sem nunca perder a identidade: uma equipe rápida, vertical, de pouco toque de bola e muitas jogadas diretas pro gol. DNA que garantiu duas Libertadores e será colocado à prova no dia 08 de dezembro, às 13h30, pelo Mundial Interclubes.
O que falar dessa imprensa né. Passando todo o jogo do verdao para os adversários. Depois que proíbem eles de ver os treinos ficam bravinhos e dessem o pau. Jogam contra. Diderente de argentinos.
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Vai mostrar variações táticas do CUrintia, Sardinhas e Trikas.. Ops, eles NÃO tem! Kkkkk..
#OsPingosNos IS.
#AMCI1914
#BozoMITO2022
#TodosSomosUM.
O que falar dessa imprensa né. Passando todo o jogo do verdao para os adversários. Depois que proíbem eles de ver os treinos ficam bravinhos e dessem o pau. Jogam contra. Diderente de argentinos.