O Verdão jogou bem diante do Al Ahly e confirmou o favoritismo que tinha na semifinal do Mundial de Clubes. Agora aguarda o Chelsea como provável adversário da inédita decisão. Passadas algumas horas da partida, é hora de avaliar com calma aquilo que o Palmeiras fez de melhor, mas também entender os erros, e não os repetir na final de sábado.
É bom frisar que, se o adversário for mesmo o Chelsea, será um jogo com realidade totalmente diferente. Nesta terça, o time de Abel Ferreira precisou ficar mais com a bola e tomar a iniciativa de atacar. Contra os Blues, a dinâmica se inverterá, mesmo assim é possível tirar aprendizados e manter os acertos pensando no decisivo embate.
Marcação no campo de ataque
Todos sabem que o time do Palmeiras tem um sistema defensivo organizado. Ele apareceu nos jogos decisivos em cenários de marcação mais recuada, área bem protegida e compactação entre os setores. Na semifinal do Mundial, o Verdão adiantou o bloco com muita coordenação, induzindo o passe na saída de bola africana para os flancos, e sufocando os alas ou zagueiros adversários.
Raphael Veiga e Rony dando o primeiro combate foram determinantes. A intensidade na abordagem ao homem da bola começa com eles. Agressivos e atacando no tempo certo, contando com Dudu e Scarpa na complementação e com o balanço de Danilo e Zé Rafael para o lado da bola. A última linha subiu rapidamente e ''matou'' os espaços que poderiam surgir nas costas do meio-campo.
Rápida reação ao perder a bola
Outro ponto que chamou a atenção foram as pressões pós-perda. Um conceito sempre presente em equipes que querem manter a posse de bola, mas que o Verdão não teve com tanto afinco em 2021. Não foram poucos os jogos em que propôs o jogo e enfrentou problemas na recomposição. Contra o Al Ahly isso não aconteceu.
Concentração e coordenação para inibir os contra-ataques adversários é fundamental. Obviamente que se o Chelsea confirmar o favoritismo e fizer a final com o Palmeiras, haverá menos condições de colocar tal conceito em prática, mas nunca se sabe que rumo o jogo pode tomar. Danilo e Zé Rafael estiveram muito bem neste aspecto. Auxiliaram os quatro homens mais avançados com volúpia.
Ocupação de espaços e coordenação nos movimentos
Se já teve dificuldades maiores para se organizar ofensivamente com Abel Ferreira, o Palmeiras deu mais uma mostra que vai crescendo. O time se posicionou de forma bem nítida no ataque. Scarpa e Marcos Rocha dando amplitude. Piquerez na base das jogadas junto com os zagueiros. Dudu flutuando em diagonal da direita para o meio.
E o melhor: movimentação coordenada para aproveitar aquilo que cada atleta tem de melhor. Rony fez diversas diagonais para os lados, atraindo a atenção da defesa e liberando espaços de infiltração por dentro para Raphael Veiga, Zé Rafael e Dudu.
Velocidade e inteligência nos contra-ataques
Essa não é novidade para quem acompanha o alviverde. É um time muito perigoso contra-atacando, e mostrou isso novamente nos Emirados Árabes. Essa, aliás, deve ser a principal estratégia diante do Chelsea. Além da velocidade para ''mudar a chave'' entre defender e atacar, destaca-se a sabedoria para aproveitar os espaços.
Roubar a bola e inverter o jogo de lado para surpreender o adversário, e explorar a velocidade de Dudu com a aproximação de Raphael Veiga, é uma das armas. Ela apareceu na construção do segundo gol. Os deslocamentos de Rony em profundidade também causaram problemas ao Al Ahly.
Pouca mobilidade pelo meio e passes forçados
Algo que pode ser fatal na decisão é repetir a quantidade de passes em profundidade forçados, sobretudo no 1º tempo. Faltou um pouco mais de mobilidade e criação de linhas de passe pelo centro do gramado, ainda na faixa de construção das jogadas.
Isso gerava ansiedade a quem tinha a bola, principalmente Luan, Gómez e Piquerez, e o passe saía sem tanta naturalidade, muitas vezes sem a devida condição para alguém atacar o espaço ou receber no pé. A defesa egípcia interceptou algumas dessas tentativas e o time africano poderia ter encaixado contragolpes perigosos.
Ritmo da circulação de bola e jogadas pelos flancos
Parece contraditório, mas ao mesmo tempo em que forçou alguns passes verticais e se precipitou em momentos do 1º tempo, o Palmeiras teve morosidade na hora de circular a bola lateralmente. Isso possibilitou poucas jogadas de mano a mano pelos lados, principalmente a Gustavo Scarpa pela esquerda.
Se há demora para a bola sair da direita para a esquerda e vice-versa, o bloco de marcação adversário balança para o lado da jogada e consegue inibir os espaços de quem vai receber. Fazer isso com mais velocidade libera situações favoráveis de 1x1.
Pelo que vi ontem, após os 30 min.da etapa final Zé Rafael, Veiga e o próprio Dudu, caem de produção! Essa é a minha preocupação, eu vi isso ontem! Zé Rafael caiu muito de produção e aí o técnico escala reservas que não tem o mesmo nível, o Atuesta é um exemplo disso!!
Pelo que vi ontem, após os 30 min.da etapa final Zé Rafael, Veiga e o próprio Dudu, caem de produção! Essa é a minha preocupação, eu vi isso ontem! Zé Rafael caiu muito de produção e aí o técnico escala reservas que não tem o mesmo nível, o Atuesta é um exemplo disso!!
Ate Dudu voltando para defesa,esta no caminho certo