Quantas vezes você, torcedor, ouviu ou até mesmo falou nos últimos anos que "o problema do Palmeiras é que não tem meia"? E agora, quanto tempo faz que você não ouve essa frase?
Pois se essa análise sumiu da sua vida, existe um grande responsável para isso acontecer: Raphael Veiga, o homem que resolveu o problema na meia do Palmeiras.
E há alguns anos isso poderia soar bem estranho, já que por muito tempo ele fez parte desse ciclo de meias que não se firmaram e se alternavam na equipe a cada partida.
Entretanto, muita paciência, dois empréstimos e, principalmente, a chegada de Abel Ferreira, fizeram Raphael Veiga crescer e se tornar um dos principais jogadores do Palmeiras bicampeão da Libertadores e finalista do Mundial de Clubes.
Não é exagero dizer que todas as conquistas dos últimos dois anos tiveram participação fundamental do camisa 23. Veiga se tornou um dos mais decisivos do time, como mostrou na semifinal do Mundial, com um gol e uma assistência contra o Al Ahly.
Aliás, Raphael Veiga resolveu os problemas na meia do Palmeiras fazendo mais gols do que muitos atacantes do futebol brasileiro, muitos deles decisivos, como nas finais da Copa do Brasil de 2020 e na Libertadores do ano passado.
Em 2020, ele foi o vice-artilheiro do time na temporada, com 18 gols. No ano seguinte, liderou esse quesito no elenco, com 20. Também passou a ser pedido frequente na seleção brasileira.
Coincidentemente ou não, no período o Palmeiras conquistou duas Libertadores, uma Copa do Brasil (com Veiga eleito melhor jogador do torneio), um Paulistão e agora pode vencer o Mundial, sábado, a partir das 13h30 (de Brasília), contra o Chelsea.
Mas o que fez Raphael Veiga mudar tanto assim nos últimos dois anos? Segundo o próprio jogador, a chegada do técnico Abel Ferreira e a confiança que ele recebeu do português desde a sua chegada, algo que os números comprovam.
Hoje, é muito comum ver torcedores perguntando quem foi mais importante na história do Palmeiras, Raphael Veiga ou o ídolo Alex, campeão da Libertadores de 1999.
Neste sábado, contra o Chelsea, o camisa 23 do Verdão tem a chance de não só talvez acabar com essa dúvida, mas também de escalar mais alguns degraus na galeria de ídolos da história do Palmeiras.