O Palmeiras entra em campo hoje (12) contra o Chelsea para consolidar um trabalho que começou a ser feito em 2013 e deveria servir de exemplo para os outros times no Brasil. Depois de uma reestruturação que foi doída para sua torcida, a equipe joga uma final de Mundial como símbolo de uma reformulação que já deu certo, independentemente do resultado da partida que começa às 13h30 (de Brasília).
Depois de uma série de gestões que não pensavam a longo prazo, o Alviverde teve em Paulo Nobre o representante que percebeu o time em situação de quase falência, que resolveu correr o risco de ver sua equipe ser rebaixada em pleno ano de centenário para poder "voltar a beber água limpa".
Era essa a mensagem de um administrador que sabe que a paixão é o que move o futebol, mas que dificilmente a bola entra por acaso no futebol. Com dinheiro do próprio bolso, o que pode até ser contestado no quesito de como gerir uma administração, ele conseguiu se livrar da queda em 2014 e avisou que a partir dali o Palmeiras seria outro.
E foi o que aconteceu, inclusive com a colaboração de Maurício Galiotte que viria depois e, claro, do dinheiro de Leila Pereira, hoje presidente. De lá para cá a equipe ganhou quase tudo o que disputou: Paulista, Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores. Até mesmo na base a lista de títulos é grande e foi coroada com a última Copinha, sem contar nas revelações que não param de surgir. Também entre os jovens, o resultado é fruto de uma longa reformulação em termos de estrutura, profissionais e investimento.
Manter um time com salários em dia, sem adiantar recebíveis pensando apenas em resultados de sua própria gestão e com plano de administração sustentável não garante títulos, não garante que essa equipe vai ganhar tudo. Não significa 100% de acertos na gestão. Mas dá uma certeza ao torcedor. Esse time terá capacidade sempre de disputar tudo o que entra e essa é uma das coisas mais importantes no esporte.
Enquanto vê rivais aumentando sua dívida, atrasando salário, contratando quem não tem dinheiro para pagar e flertando com o perigo que grandes times como Cruzeiro, Botafogo e Vasco já enfrentam, o Palmeiras segue firme no seu propósito de continuar protagonista do país. Com ou sem o título de hoje.
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