Palmeiras avisa que seguirá imponente mesmo após derrota no Mundial

12/2/2022 20:21

Palmeiras avisa que seguirá imponente mesmo após derrota no Mundial

Motivos que levaram Verdão a encarar Chelsea de frente são os mesmos que sugerem mais títulos

Palmeiras avisa que seguirá imponente mesmo após derrota no Mundial

Quando for dormir na noite deste sábado, quando acordar na manhã seguinte, quando sentir o domingo se espichando até o começo de uma nova semana, o torcedor do Palmeiras fatalmente se verá envolvido pela frustração por não ser aquilo que mais desejava – não ser o campeão mundial de 2021. E o sentimento virá acompanhado pela lembrança de que tudo poderia ter sido diferente.

A frustração tem disso: não é necessariamente decepção. No caso do Palmeiras, ela é mais vizinha do orgulho. Porque o Palmeiras encarou de frente um dos maiores clubes da Europa, porque deixou toda a força que tinha em Abu Dhabi, porque reagiu após sair atrás, porque conseguiu levar o jogo à prorrogação, porque estava em vias de ir aos pênaltis quando um toque no braço de Luan rendeu a derrota por 2 a 1 para o Chelsea.



A frustração do torcedor não será porque faltou muito: será porque faltou pouco.

O Palmeiras enfrentou um time melhor, de atletas mais estelares, de elenco muito mais rico, habituado a ligas mais competitivas. E conseguiu fazer um jogo equilibrado, comprovando o sentimento deixado nas semifinais: de que era possível.

E o que tornou possível é também o motor para a esperança: a força que o Palmeiras veio construindo, anos após anos, até se tornar o clube brasileiro mais protagonista em decisões nos últimos anos.

A Libertadores deste ano será a sétima seguida do Palmeiras. Desde 2015, foram sete títulos (só 2017 e 2019 passaram em branco) conquistados. A partir da chegada de Abel Ferreira, no fim de outubro de 2020, o clube já soma sete finais.

É também por isso que o Palmeiras conseguiu enfrentar o Chelsea de frente; é também por isso que o Alviverde deixa Abu Dhabi com a sensação de que seguirá imponente, como canta seu hino.

Mas nada disso tira do torcedor o direito de sentir que poderia ter sido melhor. Muitos argumentarão que o Palmeiras tinha condições de ser mais agressivo (em alguns momentos, especialmente na prorrogação, o time ficou bastante retraído), alguns lembrarão que houve atuações individuais abaixo do esperado (casos de Rony e Zé Rafael, por exemplo), outros lamentarão a infelicidade de Luan, vencido por Lukaku no primeiro gol, autor do pênalti no segundo gol e expulso quase no fim do jogo.

Terão razão aqueles que reclamarem da falta que o time sentiu de um centroavante – tão pedido por Abel, mas não entregue pela diretoria. Houve momentos em que Dudu cumpriu esse papel contra o Chelsea. Um desperdício.

O jogo
Abel tinha um plano. Desde o início do jogo, o Palmeiras deu avisos regulares de que seria capaz de enfrentar o Chelsea de frente. No primeiro tempo, as melhores chances foram alviverdes, geralmente em escapadas rápidas que desembocavam na esquerda, pegando a defesa adversária desarrumada. Na melhor delas, Dudu recebeu de Zé Rafael em condições de fazer o gol, mas perdeu equilíbrio e bateu torto.

A base da estratégia palmeirense esteve no posicionamento de uma forte linha defensiva, bastante próxima a Weverton, que tornou inútil para o Chelsea ter mais posse de bola. Os ingleses rodavam, trocavam passes, circulavam peças, mas tinham dificuldades em encontrar espaços. Por vezes, essa linha final foi formada por seis jogadores: Rony baixando pela direita, Gustavo Scarpa fechando pela esquerda, Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gómez e Piquerez por dentro.

A postura do Palmeiras convidou o Chelsea a avançar – e, como consequência, a liberar espaços. O time brasileiro poderia ter ido para o intervalo em vantagem. Além do lance perdido por Dudu, houve uma bola preciosa em que Zé Rafael tinha tudo para deixar Rony diante do gol. O meia, porém, demorou a dar o passe, que acabou interceptado pela marcação.

Do outro lado, o Chelsea foi tímido inclusive em chutes de fora da área – o melhor foi com Thiago Silva, quase no fim do primeiro tempo, em bola desviada por Weverton. Foi ilustrativa a dificuldade de Lukaku de participar das jogadas ofensivas, seja por baixo, seja por cima. Esteve bem marcado, como todo o time do Chelsea.

E aí veio o segundo tempo. E o Palmeiras permitiu que o Chelsea se avolumasse no campo de ataque com uma diferença fundamental em relação à primeira etapa: encontrando brechas na marcação. Foi assim que saiu o gol aos nove minutos. Hudson-Odoi recebeu de Kovacic na esquerda sem ser acossado. Teve tempo de olhar para a área e identificar Lukaku. O belga subiu muito melhor do que Luan, seu marcador, e cabeceou firme para o fundo do gol: 1 a 0.

O jogo poderia ter ruído para o Palmeiras nos minutos seguintes ao gol. O Chelsea seguiu em cima – Pulisic teve chance de ampliar. Mas tudo mudou em um lance quase ocasional aos 15 minutos: uma bola na área, Gómez e Thiago Silva disputando pelo alto, um braço do zagueiro brasileiro esticado, um toque. O VAR alertou, o árbitro australiano Chris Beath foi ao monitor, o pênalti foi marcado. Raphael Veiga bateu e, como de hábito, fez: 1 a 1.

O empate deu equilíbrio à partida, que oscilou entre momentos de domínio alviverde e outros de controle azul. Mudanças dos treinadores tiraram peças fundamentais da partida, inclusive os dois autores dos gols. Com o passar do tempo, as duas equipes foram evidenciando que a prorrogação parecia uma boa ideia. E foi o que aconteceu.

No tempo extra, o Palmeiras deu sinais de estar mais interessado do que o Chelsea em levar a decisão aos pênaltis. Foi o momento do jogo em que ficou mais acanhado no ataque. Mesmo assim, os ingleses não conseguiram impor grande pressão, não conseguiram colecionar chances. O jogo dava a impressão de que terminaria mesmo empatado.

Mas novo toque no braço, novo lance quase ocasional, definiu o destino da final. Aos oito minutos do segundo tempo, Luan desviou a bola com o braço. O árbitro foi novamente chamado pelo VAR para verificar no monitor. E confirmou o pênalti. Havertz bateu bem, recolocou o Chelsea na frente e encaminhou o título mundial inglês – que teve um último elemento na expulsão de Luan, em outro lance revisado pelo árbitro de vídeo.


Palmeiras, verdão, 2022, Mundial


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EWERTON TITE TI FERROU SE AMA O VERDAO FIZ NAO AO TITE NA CONVOÇAÇAO

lucas oliveira     

O Palmeiras jogou muito bem , mais depois que tirou o dudu o time do Palmeiras parecia tem tido um jogador expulso pq acabou o contrataque do time

Carlos Rodrigues     

Até agora o Atuesta não fez por merecer uma vaga no time,!! Vai ter que melhorar muito! Se jogar só isso, perderá a vaga no time!!

Roberto Tolin     

Aos otários que criticam e acham que seria tranquilo pro Palmeiras. Jogamos contra o último campeão da Champions. Um time que bateu nada mais nada menos que atlético de Madrid, Real Madrid, Manchester city. Acham que meros mortais como nós, ou qualquer time sulamericano, conseguiria batê-los? Claro que não é impossível mas em um único jogo, qual seria a verdadeira chance? O Chelsea é simplesmente uma seleção do mundo, um time inglês onde só estava em campo um inglês. Qual a nossa chance de bater de frente? Claro que precisamos nos reforçar, não para enfrentar um europeu porquê isso é um sonho distante ainda, mas para voltarmos ao topo do mundo. Parem de criticar e cobrar. É o momento de enaltecer e agradecer todos no clube que fizer parte do processo e ficarmos muito felizes. Nós somos o segundo melhor do mundo nesse momento. OBRIGADO PALMEIRAS, TENHO MUITO ORGULHO DE SER PALMEIRENSE.

Roberto Freitas     

Cadê o centro avante Leila?pqp

Roberto Freitas     

Quem sabe agora a madame reforça esse time. Cade o centro avante Leila? Caraio da porra

Não ganhamos o título, más somos o segundo melhor time do Mundo. A única coisa que me deixou preoculpado, são as contratações do palmeiras para 2022, são jogadores ruins, limitados, que não vai acresentar nada ao elenco. Atuesta, Navarro e Jailson todos PÉ de RATO.

Agora temos que recomeçar. Contratar reforços, pois foi nitido que não temos jogadores do nível do Dudu e Veiga no banco. Ze Rafael jogou as duas partidas muito mal. Deiverson e Breno Lopes não estão a altura e devem ser vendidos. Leila tem que trabalhar pelo Palmeiras e não pensar apenas na Crefisa

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