O ex-jogador Cleiton Xavier, de 38 anos, está sendo acusado de agredir um casal na cidade de São José da Tapera, em Alagoas, onde nasceu e vive atualmente. A auxiliar de serviços gerais Maria José da Silva fez um Boletim de Ocorrência, ao qual a reportagem do UOL Esporte teve acesso, no qual afirma que o ex-jogador do Palmeiras incitou amigos e agrediu a ela e a seu marido, Jucilanio Silva do Nascimento, por um suposto desentendimento quando estavam embriagados no dia 29 de janeiro.
"Não lembro exatamente como aconteceram as agressões, só sei que Cleiton Xavier e seus amigos resolveram fazer justiça com as próprias mãos e, quando vi, estavam no chão minha comadre, meu esposo e eu, com aquele monte de homens socando e chutando um bêbado, que sequer podia sair, porque deslocaram a perna dele", descreveu a vítima no B.O.
De acordo com a vítima, ela e o marido haviam passado a tarde em um aniversário e decidiram finalizar a noite num bar antes de ir para casa. Lá, encontraram o ex-jogador, com quem já tinham um desentendimento anterior, datado do dia 27 de novembro, quando Palmeiras e Flamengo se enfrentaram pela final da Copa Libertadores.
"Eu saí da mesa e fui falar com um primo. Quando retornei, estava em minha mesa Cleiton Xavier, sendo que em uma outra ocasião já havia tido um atrito entre ele e os amigos com meu marido, por conta de um mal-entendido quiseram bater nele. Quando cheguei na mesa, começou uma discussão entre ele e eu, eu já havia bebido muito, me alterei, porém nada de agressão física, resolvemos pagar a conta pra sairmos de lá, porque eu fiquei muito nervosa com a situação. Os ânimos estavam muito alterados. Pagamos a conta e íamos embora quando tudo aconteceu", explica.
Na intenção de proteger o marido, que não conseguia se defender das agressões, Maria José se colocou à frente dos supostos agressores com o objetivo de interromper a violência, por se tratar de uma mulher. No relato à Polícia Civil, porém, ela afirma que isso não surtiu efeito e as agressões continuaram. Além dos danos corporais, a vítima alega que teve o celular quebrado, perdeu os óculos e teve documentos danificados.
"Em casa, eu, em choque, só sabia chorar, e, ele muito embriagado e machucado, apagou por conta das dores. No outro dia, passei o dia apavorada, até que na segunda (1) resolvemos fazer o B.O, porém sem sucesso. Nos mandaram ir terça (2), fomos, nos mandaram ir quarta (3), fomos na quarta, e nos mandaram fazer online depois de muito tempo", detalha.
Ao UOL, o delegado Hugo Leonardo, da Delegacia Regional de Santana do Ipanema, responsável momentaneamente pelo município de São José da Tapera, disse que a partir do registro do Boletim de Ocorrência feito pelo casal, a denúncia começou a ser investigada, mas que, até o momento, não ouviu nenhuma das partes.
"A partir do momento em que o casal registrou a queixa-crime, o autor começou a ser investigado, mas ainda não ouvimos nenhuma das partes porque ainda precisamos combinar algumas coisas como data, horário entre outras", informou.
Ainda de acordo com o delegado, só depois de ouvir ambas as partes e de finalizada a investigação é que será decidido ou não pelo indiciamento do ex-jogador. O prazo para todo o processo, no entanto, não foi revelado.
Procurado pela reportagem na tarde desta segunda-feira (14), Cleiton Xavier disse que se pronunciará por meio de seu advogado em momento oportuno.
Trajetória no futebol
Cleiton Xavier começou a carreira no CSA, mas ganhou projeção nacional com a camisa do Palmeiras, onde conquistou a Copa do Brasil e o Brasileiro. Ele também foi convocado para a seleção brasileira em 2009. Internacionalmente, o alagoano se destacou no Metalist, da Ucrânia.
O ex-jogador decidiu pendurar as chuteiras em 2019, um ano depois de sofrer a sua última lesão grave quando atuava pelo CRB. Desde então, ele vive em São José da Tapera, onde mantém uma escolinha de futebol.
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