Filpo Nuñez era o técnico estrangeiro mais icônico da história do Palmeiras, antes de Abel Ferreira. Argentino, dirigiu a Academia, campeã do Rio-São Paulo de 1965. Em três passagens, somou 154 jogos no comando palmeirense. O período mais longo, entre 1964 e 1965, durou 67 jogos.
Outro treinador marcante do Palmeiras foi o uruguaio Ventura Cambom, campeão da Copa Rio. Em quatro passagens, dirigiu por 297 partidas, sendo 76 entre 1951 e 1952. Dos 19 treinadores estrangeiros da história palmeirense, Abel Ferreira é o primeiro a alcançar 100 jogos em uma única passagem.
Pode contar Alfredo González, argentino vice-campeão da Libertadores de 1968, que dirigiu só 14 vezes, pode se lembrar de Fleitas Solich, Felix Magno, Conrado Ross, Carlos Viola, Humberto Cabelli, tricampeão paulista entre 1932 e 1934... Pode buscar Jim López, Renganeschi, o espanhol Abel Picabéa, o argentino Ricardo Gareca, de 13 jogos apenas. Também não alcançam a marca os italianos Caetano Di Domenico, Attilio Frescia e Renzo Mangiande, o húngaro , os uruguaios Ondino Vieira e Ramon Platero, o húngaro Marinetti.
Cambom e Filpo Nuñez, por exemplo, somam mais de 100 jogos, em passagens distantes umas das outras. Só Abel Ferreira somou 100 partidas num período só, o que iguala Felipão, Luxemburgo, Osvaldo Brandão, Rubens Minelli e Gílson Kleina. Parece inacreditável, mas Abel é apenas o sexto homem a ter cem partidas num período como treinador alviverde.
Mais do que isso, a pesquisa só localizou outros três nomes estrangeiros capazes de dirigir seus clubes por mais de 100 partidas. O recordista é o paraguaio Fleitas Solich, que ficou no Flamengo entre 1953 e 1957, por 276 jogos consecutivos. Além dele, o português Joreca, campeão paulista pelo São Paulo três vezes, que passou 172 jogos seguidos entre 1943 e 1947.
Além dele, José Poy. Interino que assumia o time e chegou a ser vice-campeão brasileiro de 1971 nessa condição, o goleiro argentino virou técnico efetivo e teve sua mais longa passagem entre 1973 e 1976. Ficou invicto por 47 partidas, foi campeão paulista de 1975 e passou 244 jogos seguidos no comando são-paulino.
Pense na história recente. Jorge Jesus ficou 57 partidas no Flamengo, Jesualdo Ferreira caiu depois de 15 no Santos, Ariel Holan ficou 13, Jorge Sampaoli passou 64 partidas no Santos e 45 no Atlético Mineiro, Passarella apenas 15 súmulas no Corinthians...
Nestas condições insalubres do futebol do Brasil, Abel Ferreira é quase um herói com suas 100 partidas seguidas pelo Palmeiras.
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É verdade! E a duras penas ele vai ficando, mesmo sem os reforcos que pediu! Mas a frente já tem uma matéria dizendo que não vai ter contratações tão cedo. A mentirosa da presidente só fez promessa pra se eleger!! Se eu fosse o Abel ia embora pra terra dele, Portugal, ficar junto da família que é a coisa mais importante!!