Quando entrar em campo nesta terça-feira, às 21h30 (de Brasília), para buscar uma vaga na terceira fase da Copa do Brasil, o Santos terá pela frente um adversário que já foi rival. O técnico Marcelo Vilar, atual comandante do Fluminense-PI, tem no currículo uma breve passagem pelo Palmeiras.
Em 2006, contratado para comandar o Palmeiras B, Marcelo Vilar foi chamado para o time principal do rival do Santos justamente num jogo decisivo: a partida de volta das oitavas de final da Libertadores, contra o São Paulo, no Morumbi. O time do atual técnico do Fluminense-PI acabou eliminado, mas o maior troféu, para ele, foi ajudar a revelar jogadores.
Na equipe B do Palmeiras, Marcelo Vitar trabalhou com jogadores que acabaram se tornando renomados, como Diego Cavalieri, Deola, Bruno, Ilsinho, Viola, David Braz, Wendel, Marquinhos (que depois passou pela Roma). O treinador acredita que o legado deixado seja revelar as então promessas.
"Muitas vezes o treinador é o vendedor de ideias. Se o jogador comprar... Eu mostrei que não tinha só o Palmeiras para eles jogarem. Quantos times teriam no Brasil? Marquinhos saiu de lá, foi para vários times. Os jogadores compraram isso. Eles saíram dali para outras situações melhores", lembra o técnico.
"Queria ter chegado lá com mais experiência. Não tinha tanta experiência como treinador em time grande, principalmente essa coisa do vestiário. Acho que o maior legado do Palmeiras foi revelar vários jogadores que rodaram o Brasil e o mundo. Eu fui contratado para o Palmeiras B à época, e muitos jogadores já estavam descrentes de que as coisas pudessem acontecer", completou.
Agora comandante de um novo projeto, Marcelo Vitar terá pela frente o Santos nesta terça-feira. Quem vencer, vai à terceira fase da Copa do Brasil. Apesar de o momento do Peixe, com chances de ser rebaixado no Campeonato Paulista, não ser dos melhores, o técnico mantém o respeito pelo adversário.
"A expectativa é muito grande. Começamos a trabalhar cedo nesse ano, com um objetivo de brigar pelo título estadual. E sabíamos que teríamos a Copa do Brasil. Vamos enfrentar o Santos, um gigante do futebol brasileiro. Temos sonhos, temos falado sobre isso desde o início da preparação, que tínhamos que jogar na excelência, a nível de times de Série A, mesmo não tendo essa condição. Enfrentar o Santos é uma oportunidade de testar o nosso poderio. Estamos cientes das dificuldades, mas sonhando em passar de fase."
"Só a tradição do Santos já é preocupante para qualquer time. O Santos tem uma base muito forte", falou.
Para o Fluminense-PI, o jogo contra o Santos também será mais uma "provação". Em compensação, Marcelo Vilar acredita que o Peixe terá dificuldades com o gramado do estádio Albertão.
"As pessoas aqui sempre dizem assim: o Fluminense está bem no estadual, tem feito uma campanha muito boa, mas sempre dizem que “agora vamos ver, é outro nível de futebol”. Acho que o Santos vai estranhar o campo, não é bom. Eu tenho a ideia de que campo ruim é ruim pra todo mundo. Sempre queríamos jogar num campo melhor. O campo não é bom. É uma das críticas que eu faço ao futebol do Piauí. Nosso time tem um aspecto físico muito forte e está muito bem preparado", finalizou.
Furo de reportagem essa.....e que furo...essa nem o Jorge Nicola..??????
Barbaridade tchê! Como é que eu conseguia viver sem esta notícias?