Depois de treinar na manhã de terça na Academia de Futebol, Zé Rafael foi à tarde para a sede social do Palmeiras praticar o esporte que mudou sua vida e a passagem pelo clube: o boxe.
O camisa 8 alviverde diz que a luta transformou sua cabeça. Antes de se tornar peça-chave no time multicampeão e um dos jogadores de confiança de Abel Ferreira, o meio-campista teve de conviver com críticas que considerou injustas e pesadas. E aquilo foi o deixando carregado.
"O boxe realmente me deu a tranquilidade, sabe? A paz de espírito. Eu me sentia muito carregado mentalmente. Sofria muito com a derrota, sou muito competitivo, e às vezes no futebol a gente recebe críticas pesadas e injustas. Encontrei no boxe o caminho para tirar minha cabeça de tudo que me atrapalhava, me deu uma condição física muito boa. Hoje sou outra pessoa", relatou ao ge.
"Precisava extravasar minha raiva um pouquinho. Conheci o Jacó (seu professor de boxe), um cara fantástico que tem me ajudado não só com as aulas, mas com conselhos. Fechou certinho com o que eu estava precisando. Hoje estou muito mais tranquilo, mais calmo, mais preparado para todas as ocasiões", completou.
Gustavo Scarpa foi uma das pessoas que encorajaram Zé Rafael a procurar algo além do futebol. O camisa 14 já é conhecido por gostar de ler livros, além de tocar bateria e andar de skate nas horas vagas. Zé, então, fez contato com o professor de artes marciais Jackson de Pádua, o Jacó, que já dava aulas para a esposa do palmeirense.
"Quando ele (Zé Rafael) chegou estava meio receoso, porque era um esporte de luta. Quem não faz, acha que é sair na porrada, mas o treino, a forma como eu faço o trabalho com ele, é um personal, eu e ele. De início ele aprende a bater, a fazer a movimentação, e mais para frente fazemos um esporte de contato, mas sempre respeitando o limite dele", contou Jacó.
"Temos de deixá-lo evoluindo. Treinamos há um ano, mas não é todo dia. Tem semana que ele faz dois treinos, tem mês que às vezes não consegue fazer aula pela agenda deles. O boxe para ele é um momento para dar uma descontraída", acrescentou.
Normalmente, Zé e Jacó treinam no prédio onde mora o jogador do Verdão, mas nessa terça eles foram ao ginásio do clube para trabalhar com o técnico de boxe do Palmeiras, o cubano Paco Garcia, além dos lutadores Kaian de Oliveira (63 kg) e Jhonatan Conceição (71 kg).
Mesmo sem a experiência dos especialistas, o camisa 8 se divertiu durante o treinamento e saiu do Palmeiras sem esconder o sorriso. No ringue, ele aprendeu a aguentar as "porradas" que recebeu nos primeiros anos de Verdão.
"Eu lembro que já estava com um tempo de Palmeiras (quando começou a fazer boxe), já estava me sentindo em casa e mesmo assim eu sentia que talvez algumas pessoas, não os meus companheiros ou pessoas do clube, mas tinha gente que não queria que eu estivesse ali. Isto era uma sensação muito ruim que tinha comigo, de fazer o melhor sempre e às vezes não ser reconhecido", explicou Zé Rafael.
"Muitas coisas difíceis que passei, e não vou falar, vou guardar para mim, mas coisa do esporte, que faz parte. Futebol tem muito isso, não só comigo, mas com muitos atletas. Achei no boxe a saída para tirar as coisas ruins da cabeça, limpar ela e me preparar de certa forma. Agora sou grato demais ao boxe por tudo que tem acontecido comigo."
Desde 2019 no Verdão, camisa 8 tornou-se um dos principais nomes da equipe sob o comando de Abel Ferreira. Sempre que pode, o treinador elogia o volante, que conquistou cinco títulos em 161 jogos pelo clube: Paulistão (2020), Libertadores (2020 e 2021), Copa do Brasil (2020) e Recopa Sul-Americana (2022).
"Quando eu comecei no boxe me ajudou muito, vieram os títulos, tudo que estou vivendo agora. Nem imaginava talvez ganhar tanto assim em tão pouco tempo pelo Palmeiras, e hoje sou muito realizado por tudo isso, principalmente por ser resiliente. Um cara que aguentou algumas coisas até de maneira injusta, mas calado, esperando as oportunidades e foi o que aconteceu."
Jacó considera nítida a mudança, inclusive na postura do meio-campista em campo.
"O que eu passo para ele: quando entrar em campo, faça o que você gosta. Teoricamente todos começam a jogar porque gostam, mas vem a pressão que gera uma cobrança forte. Você começou porque gosta. Então vai lá e se diverte, é seu trabalho, mas você vai trabalhar se divertindo", disse o professor.
"Se pegar há um ano como ele estava - não é que estava mal, mas se comparar com agora, você vê ele outra pessoa dentro de campo. Ele joga alegre, antes ele jogava meio que para baixo. Olha agora os vídeos dele jogando, ele está contente fazendo aquilo", encerrou.
Com a força e a alegria proporcionadas pelo boxe, Zé Rafael volta a campo nesta quinta-feira para o clássico contra o Corinthians, às 20h30 (de Brasília), no Allianz Parque, pelo Campeonato Paulista.
Na verdade o Zé Rafael andava triste e cabisbaixo, pois, o tal Jacó era o treinador da mulher dele e ela sendo uma boxer, deixava o Zé com medo dela e de vez enquando ela dava um cacete nele. Depois que ele aprendeu a lutar boxe e já que era preparado fisicamente foi rapido e aí ela nuncamais bateu nele e ainda anda toda cheia de amores ppr ele. Assim. Ele ppde fazer o que gosta e dá muito dinheiro a ele sem cirrer o risco de apanhar da mulher. Em campo também ele se impõe. Os adversários so chegam nele no maior respeito e sem agressão. Tem jogador adversário que até pede licença para tentar tomar a bola dele.
Na verdade o Zé Rafael andava triste e cabisbaixo, pois, o tal Jacó era o treinador da mulher dele e ela sendo uma boxer, deixava o Zé com medo dela e de vez enquando ela dava um cacete nele. Depois que ele aprendeu a lutar boxe e já que era preparado fisicamente foi rapido e aí ela nuncamais bateu nele e ainda anda toda cheia de amores ppr ele. Assim. Ele ppde fazer o que gosta e dá muito dinheiro a ele sem cirrer o risco de apanhar da mulher. Em campo também ele se impõe. Os adversários so chegam nele no maior respeito e sem agressão. Tem jogador adversário que até pede licença para tentar tomar a bola dele.
É só não socar os adversarios no momento de raiva...senão.....kkkkk