O Corinthians ainda vai sofrer por um tempo pela escolha sem convicção da permanência de Sylvinho na virada do ano, o que resultou na falta de uma pré-temporada para Vitor Pereira.
Contraste total com o Palmeiras, que tem o trabalho estabelecido e vencedor de Abel Ferreira e ainda pulou etapas na preparação para ser competitivo no Mundial e na Recopa Sul-Americana, já em fevereiro.
Natural o domínio alviverde no dérbi no Allianz Parque. Com o mérito de não recuar depois de abrir o placar com Raphael Veiga, em pênalti confirmado pelo jovem árbitro Matheus Delgado, 23 anos, ao ser acionado pelo VAR. Marcável, já que Gil assumiu o risco ao colocar o braço no peito de Danilo.
Pressão no campo de ataque, tabelas e ultrapassagens pelos lados, com Marcos Rocha mais preocupado com Willian e Dudu contando com o apoio de Raphael Veiga e Danilo contra Lucas Piton, frágil no combate direito. Do lado oposto, Piquerez se juntava a Gustavo Scarpa contra Fagner e contando com a cobertura de Murilo para conter Gustavo Mosquito, a válvula de escape corintiana na velocidade. No meio, Danilo e Zé Rafael cuidavam de Paulinho e Renato Augusto.
Posse alviverde de 43%, mas controle e objetividade. Só faltou a efetividade nas sete finalizações, quatro no alvo. Contra cinco do rival, nenhuma na direção da meta de Weverton. Foram 45 minutos para, no mínimo, um placar de 2 a 0.
Pagou na segunda etapa, mesmo voltando do intervalo concentrado, intenso e sem recuo. Só que o Corinthians cresceu com Adson na vaga de Mosquito e Roger Guedes passou a se mexer mais na frente. O camisa nove sofreu pênalti de Murilo e converteu, empatando o jogo.
Mas a resposta do time de Abel foi com a autoridade de bicampeão sul-americano jogando em casa. Voltou a atacar e foi às redes, novamente na bola parada. Escanteio na primeira trave, desvio de Rony, rebote de Cássio e gol de Danilo, o melhor em campo mais uma vez. Meio-campista que não para de evoluir, atacando e defendendo com a mesma eficiência.
Na reta final, substituições e uma pressão ordenada do Corinthians, já reflexo do curto trabalho de Vitor Pereira. Poderia ter empatado quando Guedes ganhou de Murilo e colocou na cabeça de Giuliano, mas a finalização foi para fora.
Não seria um resultado justo. O Palmeiras foi melhor no clássico, mesmo baixando a posse para 35%. Finalizou 14 vezes, nove no alvo. Só faltou novamente o "punch" com bola rolando, assim como aconteceu contra o Santos. Traduzir a superioridade em gols. É o que falta a um trabalho maduro, sobrando no Paulista. Decidindo todas em casa na reta final da competição. Favorito absoluto ao título estadual.
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