Abel Ferreira costuma dizer que para resistir à densidade do calendário de jogos no Brasil é necessário rodar o elenco, mas com a aproximação das finais isto tem sido mais raro no Palmeiras.
Além de manter a escalação considerada titular ao longo de todo o mata-mata do Campeonato Paulista, o técnico tem feito até menos trocas no decorrer dos jogos. E quando as fez, normalmente tomou a decisão já na segunda parte da etapa final.
Para esta temporada, o Palmeiras fez uma pequena reformulação no elenco, liberando os jogadores de idade mais avançada e salários altos, como Jailson, Felipe Melo, Luiz Adriano e Willian. Patrick de Paula, que perdeu espaço e vinha tendo um 2022 tímido, foi vendido ao Botafogo.
Entre os reforços contratados, Marcelo Lomba fez bons jogos, mas é reserva de Weverton, enquanto Murilo e Jailson têm entrado bem, mas não mudaram o patamar da equipe. Atuesta e Navarro ainda não empolgaram.
Contra o São Paulo, Abel fez apenas três mudanças em cinco possíveis: Gabriel Veron e Wesley substituíram Gustavo Scarpa e Dudu aos 24 do segundo tempo, e Atuesta entrou no lugar de Zé Rafael, aos 29.
O técnico poderia fazer mais duas trocas e tinha no banco, além dos goleiros Vinicius e Marcelo Lomba: Mayke, Renan, Jorge, Gabriel Menino, Breno Lopes, Deyverson e Navarro. Nenhum deles consegue destaque quando entra.
Na semi, contra o Red Bull Bragantino, o técnico fez quatro trocas, mas todas já nos minutos finais: Scarpa saiu aos 32 do segundo tempo para a entrada de Wesley, Veron substituiu Rony aos 39, enquanto Atuesta e Mayke entraram nos lugares de Veiga e Dudu aos 49.
Durante a primeira fase do Paulista, nos jogos em que o Verdão atuou com a equipe reserva, o desempenho ficou bem abaixo em comparação aos titulares. A última exibição com a equipe alternativa foi no fim da primeira fase do Paulista, o empate em 1 a 1 com o Bragantino.
Abel chegou a explicar que o descanso para os titulares naquela exibição teve importância para o desempenho contra o Ituano, nas quartas. Na vitória por 2 a 0, o técnico fez as cinco trocas.
"Não sou eu que digo, são os estudos. Dois jogos conseguimos manter a mesma intensidade. Três começa a cair, quatro vai por água abaixo. Dois jogos dá, mas não há milagres", disse Abel, na semana passada.
Em relação à primeira final, há uma mudança esperada no Verdão: a volta de Danilo. Recuperado de um trauma na coxa esquerda, o volante treinou com o elenco na quinta e deve retomar a posição de Jailson.
O restante da equipe, embora vá para o quarto jogo seguido, deve ser mantida diante do desempenho modesto dos reservas.
Depois de perder por 3 a 1 no Morumbi, o Verdão precisa de um triunfo por dois gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis. O confronto de volta está marcado para as 16h (de Brasília), no Allianz Parque.