"Decisão aberta", carrasco do Palmeiras pelo São Paulo fala sobre final do Paulistão

2/4/2022 12:23

"Decisão aberta", carrasco do Palmeiras pelo São Paulo fala sobre final do Paulistão

Rivais decidem o título paulista neste domingo, no Allianz Parque; São Paulo tem vantagem após vencer Palmeiras por 3 a 1 no Morumbi

Palmeiras e São Paulo têm muito mais em comum do que o fato de decidirem o título do Campeonato Paulista neste domingo (3), às 16h (de Brasília), no Allianz Parque. Rivais, eles possuem em suas ricas histórias vários jogadores que vestiram as duas camisas – ainda que não tenham brilhado na mesma intensidade em ambos os lugares.



Nomes como Zetti e Dario Pereyra fizeram bem mais sucesso no Tricolor, enquanto Evair e César Sampaio são muito mais lembrados pela passagem no Verdão. Cafu e Müller, multicampeões no São Paulo de Telê Santana, foram bem quando atuaram, ainda que por menos tempo, no Palmeiras.


Quem também pertence mais ao primeiro grupo é Dodô. Hoje comentarista dos jogos do Paulistão no canal oficial da FPF no Youtube, o ex-atacante viveu grandes momentos pelo São Paulo e mal conseguiu se firmar no Palmeiras, em uma passagem que oferece poucas boas lembranças.


No Morumbi, Dodô atuou em 1995 e de 1997 a 1999. Foram 94 gols em 168 jogos, com destaque para a temporada de 1997, em que marcou 55 vezes e ganhou até chance na seleção brasileira. Foi campeão paulista em 1998 e formou grandes parcerias com o colombiano Victor Aristizábal e mais Denilson e França.


A dupla com Aristizábal, aliás, ficou marcada por castigar o Palmeiras. No Paulistão de 1997, foram duas grandes vitórias tricolores: 4 a 2, no Pacaembu, e 4 a 1, no Morumbi, com quatro gols de Dodô e outros três de Ari. O "Artilheiro dos Gols Bonitos" também deixou sua marca na semifinal do Rio-São Paulo de 1998, em Campinas, na vitória são-paulina por 1 a 0.


"É uma questão de coincidência", disse o ex-jogador, em entrevista ao ESPN.com.br. "O São Paulo jogava bem contra o Palmeiras, contra o Santos também, só os jogos com o Corinthians que eram um pouco mais parelhos. Teve alguns confrontos com o Palmeiras no Campeonato Paulista, no Rio-São Paulo também. Os do Paulista marcaram bastante. Foram duas goleadas, se não me engano quatro gols. Fui artilheiro naquele Paulista, Ari foi vice-artilheiro. Encaixou uma dupla muito boa".


As vitórias citadas sobre o Palmeiras, no entanto, não levaram aquela geração a grandes conquistas. O São Paulo sagrou-se campeão estadual em 1998, passando também pelo rival na semifinal, mas ficou no quase no Paulista e na Supercopa da Libertadores de 1997, além de ser vice no Rio-São Paulo do ano seguinte. Para Dodô, aquela equipe tinha capacidade de fazer mais.


"Aquele time de 1997 era tecnicamente muito bom, de mais talentos. Não conquistamos aquilo que poderia conquistar, até porque, se não me engano, na época o foco era a reestruturação do estádio. Foi uma geração muito forte que vinha da base do São Paulo. Faltaram aqueles detalhes que não podem faltar para times campeões. Poderia ter conquistado a Supercopa, o Rio-São Paulo que a gente disputou a final e até quem sabe um Brasileiro".


História no Palmeiras

Dodô deixou o São Paulo em 1999, vendido ao Santos. Virou ídolo da torcida e repetiu a história no Botafogo, para onde se transferiu em 2001. A grande fase no time carioca rendeu uma série de propostas no meio da temporada 2002, quando o artilheiro optou por voltar ao futebol paulista e defender o Palmeiras.


Ele seria mais um grande nome de um time que vinha sendo reestruturado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. Dodô se juntou a um elenco que tinha o goleiro Marcos, o lateral Arce e o meia Zinho, além de jovens que depois explodiriam no futebol, como Léo Moura, Fabiano Eller e Nenê.


O projeto de Luxa no Palmeiras, porém, durou pouco. Após somente um jogo no Brasileiro, o técnico se mudou para o Cruzeiro e deixou a equipe alviverde sem um comandante efetivo. PC Gusmão, Flávio 'Murtosa' Teixeira e Karmino Colombini trabalharam como interino até a chegada de Levir Culpi, o que culminou com o rebaixamento para a Série B.


"Eu tenho uma lembrança que gostaria que fosse diferente. Joguei no Palmeiras no período do rebaixamento, vindo de um Botafogo em que tinha marcado 30 gols na temporada. Tive muitas propostas de outros clubes, mas pensei que o Palmeiras poderia ser importante para mim, para voltar à seleção brasileira. As lembranças não são boas, porque aquele time poderia de alguma forma fazer coisas melhores", contou Dodô, que anotou três gols em 16 jogos pela equipe.


Projeção da final de domingo

A história nos dois clubes, além do trabalho de comentarista, deixa a final de domingo interessante do ponto de vista de Dodô. O ex-atacante, que esteve no Morumbi na quarta-feira (30) para analisar a vitória do São Paulo por 3 a 1, vê a equipe de Rogério Ceni em evolução na temporada, mas não descarta uma volta por cima do Palmeiras, por tudo que o time já mostrou nas mãos de Abel Ferreira.


"São Paulo melhorou no campeonato, e o Palmeiras vem mantendo o que vem fazendo. São Paulo jogou com muita disposição, jogo muito físico. Usou bem as bolas paradas, o São Paulo quis mais, melhorou, mas o Palmeiras é o Palmeiras de sempre. Teve um jogo abaixo do que está acostumado a fazer, mas a decisão está aberta", afirmou o ex-artilheiro.


"Trabalho do Abel é muito bom. Foi bicampeão da Libertadores, um treinador que conquistou Copa do Brasil, esse ano já foi campeão também [Recopa Sul-Americana]. O mais interessante em relação a ele é como os jogadores se propõem a fazer o que ele deseja em campo. É uma coisa absurda, mérito todo dele".


Sobre Ceni, com quem dividiu vestiário por muito tempo no São Paulo, Dodô enxerga semelhanças com o trabalho de sucesso do ex-goleiro no Fortaleza.


"Rogério é um técnico novo ainda. Teve dificuldades no começo no São Paulo, depois fez excelente trabalho no Fortaleza, passou no Cruzeiro, foi campeão brasileiro no Flamengo, apesar de as pessoas falarem que o time não jogava do jeito que a torcida queria. É jovem, mas tem experiência, sabe a situação financeira do clube e faz um trabalho que é o forte dele, de um time com muita disposição, intensidade. Tem conseguido ter êxito, em um trabalho que me lembra muito o do Fortaleza, com jogadores jovens, menos badalados. São Paulo está indo por esse caminho".





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3195 visitas - Fonte: ESPN

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