Técnico quer ver a Juazeirense sem medo em Barueri: "Fazer um jogo do tamanho do Palmeiras"

30/4/2022 10:32

Técnico quer ver a Juazeirense sem medo em Barueri: "Fazer um jogo do tamanho do Palmeiras"

Técnico quer ver a Juazeirense sem medo em Barueri:

A Juazeirense entra em campo neste sábado para um dos maiores desafios de sua história. A equipe baiana encara o Palmeiras, na Arena Barueri, às 21h (horário de Brasília), no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, o técnico Quintino Barbosa projetou o confronto com o atual bicampeão da Libertadores.



Barbosinha, como é mais conhecido, não esconde que a partida contra o Palmeiras entrará para a história da Juazeirense. O treinador acredita que os duelos com gigantes trazem uma motivação especial para os jogadores.

"Como profissional, você tem que estar preparado para fazer qualquer tipo de jogo. Nós tivemos grandes times em épocas diferentes. O Flamengo de Zico, Andrade e Adílio, o Atlético-MG de Reinaldo e Cerezo, o São Paulo de Telê e Cilinho, o Corinthians de Marcelinho, Rincón e Edilson, o Palmeiras de Luxemburgo... E você tem que estar preparado para enfrentar esses times. Particularmente, enfrentei alguns deles na minha carreira. Sua motivação é diferente, ela traz você para o jogo. Para a Juazeirense, é, talvez, o maior jogo da história do clube, considerando o momento do Palmeiras. Bicampeão da Libertadores, campeão paulista, campeão da Recopa. Hoje, talvez, é o time que vive o melhor momento no Brasil. Isso nos traz a motivação de fazer um jogo do tamanho que tem a equipe do Palmeiras", disse o técnico.

Hoje, a Juazeirense disputa a Série D do Campeonato Brasileiro. Apesar da discrepância entre os times que se enfrentam neste sábado, Barbosinha quer ver uma postura corajosa de sua equipe em Barueri. Para o profissional, o objetivo é sempre gerar um "bom espetáculo".

"O leão não é o maior dos animais, mas é o rei dos animais. O elefante pesa 51 vezes mais que o leão, mas o leão é o rei pela atitude, não pelo tamanho. O elefante é grandioso, bota medo, mas o leão não tem medo do tamanho do elefante. Nós não podemos ter medo do tamanho do adversário, temos que ter a atitude para vencer o adversário. Se nós vamos vencer ou não, é outra questão. Mas, quando você entra tendo atitude para buscar o resultado, já é o primeiro passo dado", afirmou Barbosinha.

"Nós estudamos o time do Abel, a forma com que joga, as variações que tem. Vamos tentar neutralizar o time do Palmeiras, mas também propor o jogo, querer o jogo. Que não seja uma partida de um time só. Temos a característica de respeitar o adversário, mas também de jogar. Acho que você tem que contemplar a torcida com um bom jogo, com um bom espetáculo", completou.

Para chegar à terceira fase da Copa do Brasil, a Juazeirense eliminou o Vasco. Depois de um empate com 1 a 1 no tempo normal, os baianos triunfaram nas penalidades. Barbosinha falou sobre os obstáculos que o clube de Juazeiro enfrenta para operar em seu melhor nível.

"Futebol é jogado dentro de campo. O favoritismo é confirmado ou não pela atitude das duas equipes em campo. Primeira coisa: o jogo começa zero a zero, são 11 contra 11 e você respeita o Palmeiras. Você sabe da qualidade e profissionalismo do Palmeiras, mas do outro lado tem um time querendo jogar, querendo mostrar seu valor. Eu costumo dizer que há uma diferença entre trabalhar no futebol e fazer futebol. As pessoas no Palmeiras trabalham no futebol, têm toda uma logística por trás, uma estrutura. Nós, na Juazeirense, fazemos o futebol, com todas as dificuldades que um clube do porte da Juazeirense tem", pontuou o treinador.

Por fim, Barbosinha destacou a importância do comando de Abel no funcionamento do Palmeiras enquanto time. Para o treinador da Juazeirense, há uma grande diferença entre o Verdão e as outras equipes apontadas como principais forças do país.

"O Palmeiras é um conceito, um modelo de jogo. A grande força do Palmeiras está no fato dos jogadores terem comprado a ideia do treinador. O destaque é a intensidade que o Abel conseguiu dar ao jogo do Palmeiras. Deu aos jogadores aquilo que queriam, eles confiam no treinador. O Abel tem um modelo de jogo em que todos os jogadores dizem 'amém', e isso faz diferença. Quando você confia piamente no líder que está falando, os resultados chegam. Você tem grandes times no Brasil: Flamengo, Atlético-MG, Internacional, Fluminense, São Paulo... Mas você vê que não compram 100% a ideia. No Palmeiras, não. Os caras compraram 100% a ideia do treinador", finalizou.



Barbosinha está na Juazeirense desde janeiro deste ano. Essa, inclusive, é a quinta passagem do treinador pelo clube baiano. Em 2022, o comandante tem nove partidas à frente da equipe, com duas vitórias, quatro empates e três derrotas.


2571 visitas - Fonte: Gazeta Esportiva

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