“No escritório, fazia um pouco de tudo”, recorda-se o jogador de 26 anos. “Tirava xérox de documentos, pagava contas e ganhava algumas gorjetas. Gostava daquele ambiente jurídico e não era tão fanático por futebol quanto os meus amigos, então jogava somente por diversão. Mas logo comecei a me destacar e as coisas aconteceram rapidamente.”
Aos 13 anos, Gómez iniciou a carreira como volante do Club 31 de Julio de San Ignacio, munícipio vizinho de San Juan. Aos 14, foi convocado pela primeira vez para a seleção Sub-17 do Paraguai. Aos 15, passou a ser chamado também para o time Sub-20 do país. E, aos 17, fez parte do grupo de 12 atletas juvenis levado à África do Sul pelo técnico Tata Martino para treinar com a seleção principal durante a Copa de 2010.
A aventura em outro continente foi um divisor de águas na vida do jovem. Seu desempenho nas atividades, que eram acompanhadas de perto por dirigentes de grandes clubes paraguaios, despertou o interesse do Libertad, onde Gómez se profissionalizaria na temporada seguinte.
Conduzir a seleção paraguaia ao Catar não será tarefa fácil, mas Gómez está acostumado a superar desafios. O zagueiro ganhou títulos em todos os clubes pelos quais atuou. No Libertad, sagrou-se campeão nacional em 2012 e 2014. Pelo Lanús, onde permaneceu por duas temporadas, conquistou o Campeonato Argentino de 2016. Naquele ano, transferiu-se para o Milan e faturou a Supercopa da Itália, diante da Juventus.
Modéstia à parte, Gustavo Raúl Gómez Portillo tem sido um dos expoentes da zaga palmeirense, uma das mais fortes do Brasil na atualidade. Nos primeiros 20 jogos desta temporada, a equipe comandada pelo técnico Felipão tomou apenas sete gols – média de 0,35 por confronto. Vale lembrar que o Verdão teve a defesa menos vazada do Brasileiro do ano passado, com 26 gols sofridos em 38 rodadas.
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E ele ja e campeao brasileiro de 2.018 pelo palmeiras