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A ideia do técnico Vanderlei Luxemburgo, além de poupar o agora zagueiro Felipe Melo e os atacantes Dudu e Luiz Adriano, foi também poder observar por mais tempo o meia Zé Rafael no lugar de Gabriel Menino, volante recém-promovido das divisões de base que tem se destacado neste início como profissional.
– Conheci o Zé Rafael jogando de lado. O lado hoje tem que ser muito rápido, e ele não é rápido. Mas ele consegue segurar a bola, a bola sai com referência, sempre encontra alguém. É um jogador que pode dar ritmo e entra bastante na área – avaliou o treinador à transmissão do Premiere, antes do apito inicial.
O primeiro lance de perigo foi justamente assim. Zé Rafael distribuiu o jogo, correu à área para receber cruzamento e cabeceou perto do gol, aos três minutos.
Não só por esse, mas por muitos outros lances na partida – sobretudo os gols de Gustavo Scarpa (de pênalti) e Willian (que balançou a rede três vezes) –, a decisão de Luxemburgo ao poupar titulares e apostar em quatro novidades se mostrou acertada.
Willian
Os três gols falam por si só: Willian foi o grande nome do jogo. Embora não seja centroavante de ofício, como ele enfatizou em entrevista na véspera, o atacante tem sido um dos destaques do Palmeiras até aqui como opção imediata (praticamente única também, é verdade, já que não chegaram reforços) para Luiz Adriano.
A exemplo do titular, que tem saído muito da área para atuar como pivô, Willian não ficou fixo, o que contribuiu para dificultar a marcação do Oeste. Mas, além de cair pelos lados, ele soube muito bem se infiltrar por trás dos zagueiros, como num bom passe de Gabriel Veron em que chegou a driblar o goleiro, mas ficou sem ângulo.
Na volta do intervalo, sim, Willian foi fatal. Aproveitou esse mesmo tipo de infiltração e também deu inveja a bons centroavantes num belo giro dentro da área, marcando três gols. Já são cinco na temporada, incluindo um feito no Torneio da Flórida.
Zé Rafael
Com mais liberdade do que Ramires, seu colega de meio-campo, ajudado também pelo fato de o Oeste não jogar com uma marcação alta – e consequentemente não dificultar a saída de bola –, Zé Rafael jogou praticamente o primeiro tempo todo à frente do meio-campo.
Além de aparecer dentro da área para finalizar, o meia de origem também ajudou a marcação em alguns momentos, ainda que não seja essa a sua principal característica. Já na etapa final, atuou um pouco mais recuado, dando liberdade para Ramires subir mais ao ataque.
Gustavo Scarpa
Escalado na vaga de Dudu, que vinha sendo utilizado pela ponta direita, o também meia de origem, como era de se esperar, não deu a mesma profundidade ao time naquele setor. Em vez de chegar à linha de fundo, ele quase sempre puxou o jogo por dentro.
Foi justamente aparecendo à frente da área que ele criou as melhores chances do Palmeiras na primeira etapa. Além de duas finalizações perigosas, foi ele quem sofreu (e converteu) o pênalti que abriu o placar. Por ainda não ter jogado no ano, ele foi o primeiro jogador substituído, depois do intervalo.
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