O primeiro tempo foi protagonizado por um Santos raro em 2020. De movimentação e velocidade, recuperação de bola rápida com a marcação adiantada, até dentro da área rival.
Jesualdo Ferreira abriu Diego Pituca na esquerda, e os movimentos do meio-campista, de fora para dentro, ofereceram um corredor ao apoio de Felipe Jonatan. A dupla deu trabalho ao improvisado Gabriel Menino na lateral direita do Palmeiras, com direito a dois rolinhos.
om Soteldo na direita e Eduardo Sasha flutuando por trás dos volantes do Palmeiras, e Yuri Alberto mais adiantado, o Santos tinha boa movimentação, mas pouca profundidade. Os jogadores não ultrapassavam a linha da bola, não pisavam a área.
Essa liberdade do Peixe foi facilitada pela estratégia do Palmeiras, que mantinha o trio Dudu, Willian e Luiz Adriano adiantado sem a bola, e assim deixava um espaço muito grande a ser coberto pelos meio-campistas Bruno Henrique, Zé Rafael e Raphael Veiga. Eles não conseguiram ser combativos.
Com a bola, o Verdão parecia jogar num funil. Todas as jogadas, os gestos, apontavam para o meio e facilitavam a marcação da defesa alvinegra. Apesar da superioridade, a única defesa de Weverton aconteceu em cobrança de falta de Sánchez – o uruguaio foi recordista de passes incompletos no jogo, com 17, seguido por Dudu, 15.
O intervalo mudou completamente o desenho da partida. Vanderlei Luxemburgo fez duas mudanças para melhorar sua equipe. O estreante Rony e o jovem Gabriel Veron substituíram Raphael Veiga e Luiz Adriano. A dupla passou a recompor a segunda linha de marcação. O Palmeiras, então, turbinou suas capacidades de roubar a bola no meio, com espaços mais fechados, e sair em velocidade.
Jesualdo, por sua vez, trocou Felipe Jonatan e Alison, com dores, por Luiz Felipe e Jobson. A força ofensiva pela esquerda minguou com Luan Peres improvisado na lateral, e a marcação no meio, onde Dudu conseguiu desequilibrar, com velocidade e verticalidade, se tornou fragilizada.
A atuação de Dudu na etapa final, por sinal, é um recado aos treinadores: jogadores acima da média, rápidos e habilidosos, também podem jogar por dentro. O campo de visão aumenta, o número de opções também, a chance de surpreender idem. Ele deu três ótimos passes na parte final do jogo.
O Santos demorou a reagir à mudança do jogo, e quando o fez, Jesualdo optou por Arthur Gomes. Parecia mais aconselhável um meio-campista que conseguisse acionar Soteldo com qualidade. O tempo todo aberto na direita, o venezuelano recebeu muitas bolas tortas, altas e divididas.
Os minutos finais foram puramente humanos. Cansados, Santos e Palmeiras pareciam disputar a rebarba da pelada de segunda à noite. Sem marcação, com reposições do goleiro diretamente aos atacantes e superioridade numérica contra defensores. O gol não saiu porque faltou inspiração, e também por méritos de personagens como Lucas Veríssimo e Felipe Melo.
O futuro parece mais animador ao Palmeiras, com mais possibilidades individuais e coletivas. O Santos, embora tenha tido no primeiro tempo seus melhores instantes de futebol em 2020, precisa encontrar links entre seus setores. Março está só começando. A Libertadores também. É normal que os processos estejam em evolução. Os próximos clássicos terão gols. Tomara!
Palmeiras, Santos, Paulistão, Luxa, Dudu, Rony, empate
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A partida que G. Scarpa jogou nesse paulista 2020 de armador "10". O Palmeiras ganhou de 4x0 contra o oeste. O time era ponta Esquerda Wesley ponta Direita G. Veron e William de Falso 9. Melhor jogo do Palmeiras no ano e formação que não se repete mais infelizmente!
A fase de testes já dá para parar né? Já deu pra perceber que os titulares é Rony na ponta esquerda, Dudu na ponta Direita, Wiliam de falso 9, e Scarpa na armação.
O time do palmeiras não é um time inteligente.. criativo... não tem aqueles dois caras que fazem o time jogar. O futebol brasileiro está uma, merda por causa disso.