Aposentado, Cleiton Xavier vive no Sertão de Alagoas e dá aula de futebol a 80 garotos

29/3/2020 13:38

Aposentado, Cleiton Xavier vive no Sertão de Alagoas e dá aula de futebol a 80 garotos

Campeão nacional pelo Palmeiras, alagoano decidiu pendurar as chuteiras aos 37 anos: "Eu não tenho mais vontade de recomeçar"

Aposentado, Cleiton Xavier vive no Sertão de Alagoas e dá aula de futebol a 80 garotos

Foto: Cleiton Xavier/Arquivo pessoal



A carreira do alagoano Cleiton Xavier chegou ao fim. Depois de defender 10 clubes, disputar 468 partidas, marcar 105 gols, conquistar cinco estaduais, uma Copa do Brasil e um Brasileiro, o sertanejo, de São José Tapera, confirmou que decidiu pendurar as chuteiras aos 37 anos.







LEIA TAMBÉM: Em meio ao coronavírus, relembre 5 jogadores que tiveram gripe H1N1





Hoje, ele se dedica à escolinha de futebol que montou em Tapera. Dá aula e esperança a 80 garotos que pensam em seguir os seus passos. Tenta ensinar posicionamento, o passe, o jeito de bater na bola, mas avisa que a vida de jogador não é simples. Exige persistência.



- A mensagem que passo para eles é que não deixem de acreditar, trabalhem muito, porque não é fácil. Não é só sorte, tem que ralar bastante, eu acho que foi isso que me levou até onde cheguei - ensina o professor Cleiton.



O tempo tirou o alagoano dos gramados. Constantes lesões de desinserção no tendão da coxa, em 2018, pesaram na decisão do ex-meia, que surgiu e logo chamou a atenção no CSA e se consagrou com a camisa do Palmeiras, clube onde conquistou os principais títulos da carreira.



Trajetória



Cleiton começou a carreira na base do CSA, no início dos anos 2000. De lá, foi negociado com o Internacional. Ele defendeu também Sport, Brasiliense, Gama, Figueirense, Palmeiras, Metalist-UCR, Vitória e CRB.



A última partida oficial de Cleiton foi no dia 24 de julho de 2018, quando o CRB empatou contra o Criciúma, por 0 a 0, no Rei Pelé, pela Série B do Brasileiro.



Em entrevista ao GloboEsporte.com, Cleiton falou sobre muita coisa: o começo da carreira, a experiência na Ucrânia, as lesões e o cotidiano na cidade em que nasceu.



Como foi a decisão de parar de jogar?



- A decisão eu já vinha planejando há alguns anos para encerrar, mais ou menos, com essa idade. Até a minha ida para o CRB, e depois dali eu decidi mesmo que ia parar. Até surgiram outras propostas, eu não achei interessante e decidi que era melhor parar. Eu não tenho mais vontade de recomeçar. Depois da minha passagem pelo CRB, realmente foi o final.



O que o Cleiton Xavier de hoje diria para aquele garoto que saiu do sertão alagoano e começou a carreira na base do CSA?



- É a mesma mensagem que eu passo para os garotos da escolinha: que não deixem de acreditar, trabalhem muito porque não é fácil, não é só sorte, tem que ralar bastante, eu acho que foi isso que me levou até onde cheguei. Eu sempre acreditei, sempre corri atrás.



Quem foi o técnico que marcou sua carreira?



- Foram vários treinadores, alguns top de linha, fora do Brasil também, mas o que mais me marcou foi o Muricy Ramalho. A partir do momento que ele chegou lá no Inter, ele tanto me cobrava do jeito dele, eu sabia que era para o meu bem, tanto é que eu evoluí, mesmo depois de ter trabalhado com ele, justamente por isso. Ele me cobrava bastante, sabia que eu tinha potencial para isso. Até hoje, quando vejo o Muricy, agradeço muito por tudo o que ele fez por mim.



O Muricy é bravo mesmo?



- Aquilo é so na beira do campo, nos treinamentos. Fora dali é um cara de um coração enorme, eu posso falar porque já me ajudou muito, mesmo fora de campo, um cara que já chegou a me ajudar, dar conselhos, eu diria que o Muricy é um paizão mesmo.



Hoje você vive na sua cidade natal. Como é o seu cotidiano em São José da Tapera?



- Aqui eu sou muito tranquilo, vivo a maior parte do tempo em Tapera, em casa mesmo, junto à família e aos amigos, vez ou outra vou a Salvador, minha esposa é de lá, e a gente passa alguns dias por lá, mas sempre estou em Tapera. Aqui eu tenho uma escolinha de futebol, com cerca de 80 garotos. Também quero dar oportunidade à garotada, e estou cuidando desse projeto daqui mesmo.



leiton, você deixou o Palmeiras, em 2010, e foi defender o Metalist, na Ucrânia. Como foi essa experiência internacional?



- Foi uma experiência única. Acho que todo jogador tem o sonho de jogar na seleção brasileira e fora do Brasil. No primeiro momento que surgiu essa oportunidade, eu fiz questão de ir porque queria viver essa experiência, ter essa experiência pra poder contar... E pra mim foi muito bom, fui muito bem recebido, até hoje tem pessoas que me mandam mensagens, pessoas que a gente conversa, experiência sensacional.



Você defendeu os dois maiores clubes de Alagoas. O que isso representa pra você?





- Eu sempre deixei bem claro que torço pelo CSA, até agora na minha vinda para o CRB se falou muito sobre isso, mas eu fui por uma questão de profissionalismo, para ser admirado também lá no CRB, a partir daquele momento, porque foi um clube que me abriu as portas. Mas eu sou muito grato a todos os clubes por onde passei, graças a Deus, sempre fui bem recebido.



- O CSA é um clube que está no coração, não tem como fugir disso. Eu vou continuar torcendo do mesmo jeito e, principalmente, por ser alagoano. O maior prazer que eu tenho, como alagoano, é dizer que joguei pelos dois grandes clubes de Alagoas. Pra mim, será sempre indescritível.



Cleiton, como você tem visto essa pandemia do coronavírus?



- É até difícil de falar. Às vezes, a gente acorda e não sabe o que vai acontecer. A gente torce que dê certo. As decisões tomadas até agora de paralisar as competições foram certas, isso previne a valoriza mais o ser humano. Vamos torcer que essa pandemia acabe o mais rápido possível pra gente voltar à nossa rotina normal.













Palmeiras, verdão, alviverde, Alianz Parque, CT da barra funda, paulista, libertadores, mundial, brasileiro, copa do brasil, Vanderlei Luxemburgo, técnico,


9312 visitas - Fonte: GLOBOESPORTE

Mais notícias do Palmeiras

Notícias de contratações do Palmeiras
Notícias mais lidas

Gracino Branco     

Parabéns pela iniciativa de parar de jogar e tocar sia vida no futebol encinando os garotos a praticar im bom futebol patecido com o seu jeito promissor de jogar cpm toques rapidos de genio .Não é só os garotos,mas quando vir a São Paulo, de umas dicas como jogar futebol como meia pro nosso Lucas Lima. Obrigado Cleiton Xavier pelos serviços prestado no palmeoras e pelos titulos conquistado no maior de São Paulo

Newton Ravani     

Parabéns, Cleiton, seus gols foram para nós palmeirense s uma alegria de tircer pelo maior.grato.

Bem lembrado junior ,aquele dia foi foda

Bom jogador fez gols decisivos em 2016..Seja feliz Cleiton Xavier..

Intercartas Bar     

Espero que pelo menos fez um pezinho meia comprou uns imoveis..pra viver de aluqueis..mais a escolinhas..parabens..vai curtir a vida e familia..em paz..obrigado pelo golaco..de 2009 inesquecivel..

Enviar Comentário

Para enviar comentários, você precisa estar cadastrado e logado no nosso site. Para se cadastrar, clique Aqui. Para fazer login, clique Aqui ou .
publicidade