Apesar de o Palmeiras não ter sido afetado até o momento pela paralisação das competições, muitos jogadores do elenco estão deixando de ganhar quantia financeira significativa.
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A maior parte do elenco tem cláusula de produtividade no contrato, ou seja, além do salário em carteira e dos direitos de imagem, quase todos eles recebem também por cada partida em que entram em campo.
Os valores variam de R$ 5 mil, pagos a jogadores de menos renome, a R$ 20 mil, para as principais estrelas do grupo.
Nesse período de inatividade, o Verdão poderia ter disputado até seis jogos: quatro pelo Campeonato Paulista (dois da fase de grupos, um das quartas de final e outro da semifinal) e dois pela Libertadores.
A inclusão da cláusula de produtividade teve início na gestão passada, do presidente Paulo Nobre, com intuito de economizar e reequilibrar o clube financeiramente. Quando o Palmeiras se recuperou, o instrumento passou a ser utilizado para ajudar a convencer estrelas a fechar contrato e compor seus pagamentos.
Essa prática continuou na gestão de Maurício Galiotte, mas foi interrompida pela diretoria a partir da atual temporada, na qual o clube voltou a adotar política de contenção de gastos após enfrentar dificuldades no ano anterior.
Em 2020, os acordos com os dois reforços contratados já não tiveram a cláusula antiga. Foram eles o lateral-esquerdo uruguaio Matías Viña, que estava no Nacional, clube de seu país, e o atacante Rony, que defendia o Athletico.
Além disso, a premiação por vitória também tem deixado de entrar na conta dos jogadores é, que costuma girar entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, e pode chegar a R$ 15 mil em jogos mais importantes ou decisivos.
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