Galiotte fala sobre a escolha de Abel Ferreira e pede paciência à torcida: "Precisará de tempo e segurança"

3/11/2020 17:19

Galiotte fala sobre a escolha de Abel Ferreira e pede paciência à torcida: "Precisará de tempo e segurança"

 Galiotte fala sobre a escolha de Abel Ferreira e pede paciência à torcida:

Desde a última segunda-feira, o Palmeiras vive a era Abel Ferreira no comando do elenco de futebol alviverde. O português de 41 anos foi o escolhido para liderar, segundo a diretoria palmeirense, um novo projeto para o clube.







Em entrevista ao ge, o presidente Maurício Galiotte explicou a decisão pela contratação de um treinador estrangeiro e disse confiar em um planejamento a longo prazo. Abel Ferreira assinou contrato até o fim de 2022 e tem oportunidade de encerrar uma sequência de troca de treinadores - a última vez que um treinador começou e terminou a mesma temporada no clube foi Gilson Kleina, em 2013.



– Todos nós, palmeirenses, temos que estar unidos neste momento. O Abel foi contratado para um trabalho de médio a longo prazo. É um projeto muito importante para o futuro do Palmeiras e o apoio da nossa torcida será, como sempre, fundamental. Os recursos têm de ser compatíveis com os objetivos e precisa haver um alinhamento de expectativas. As variáveis contemplam metas, recursos e prazos. A evolução também deverá ser considerada, não apenas os resultados esportivos – disse.



– Entendemos que, para este trabalho, o treinador precisará de tempo e segurança para que consiga executá-lo de forma satisfatória. É também uma maneira de demonstrar nossa convicção e compromisso com o projeto. Não vejo como problema para o próximo presidente, pelo contrário, a meta é entregar um time pronto, para permitir continuidade em vez de recomeço – acrescentou.



Após a saída de Vanderlei Luxemburgo, que tinha contrato até o fim de 2021, o Palmeiras se fechou na busca por um treinador estrangeiro. O espanhol Miguel Ángel Ramírez, do Independiente del Valle, foi procurado, mas não houve acerto.



Os argentinos Gabriel Heinze, Sebastian Beccacece e Ariel Holan, além do espanhol Quique Setién também foram avaliados pelo clube.



– A negociação com o Ramírez faz parte do passado, o assunto está encerrado. O nosso técnico é o Abel Ferreira. Ele atende às expectativas do clube e tem grande potencial para fazer um ótimo trabalho... Ao contrário do que foi veiculado por muita gente, o Palmeiras não fez nenhuma proposta pelo Gabriel Heinze.



Veja outros trechos da entrevista com Maurício Galiotte:



Como chegaram ao nome do Abel? O que do perfil chamou mais a atenção do clube?

– Redirecionamos a nossa estratégia para o futebol. O Palmeiras investiu muito na base nos últimos anos e continuará investindo. Iremos ao mercado para atender necessidades específicas ou aproveitar oportunidades. Assim, procuramos um técnico com experiência na formação e aproveitamento de atletas da base. Outro aspecto considerado foi a intensidade de jogo, que requer uma equipe participativa, com equilíbrio entre os setores e velocidade de transição.





– A escola européia é referência nisso. Temos também como objetivo implementar um padrão de jogo, não apenas um modelo, mas uma cultura futebolística, o que exige metodologia e didática. O currículo do Abel Ferreira demonstra que ele reúne tais características e competências. As entrevistas com o Abel e as informações coletadas no mercado reforçaram as informações curriculares.



O Palmeiras mudou muito de treinador e de perfil de comando nos últimos anos. Por que o clube aposta que agora este será um projeto com sequência de trabalho?

– Vale lembrar que até o final do ano passado nós trabalhávamos com um outro modelo, pautado por uma postura agressiva no mercado na contratação de atletas consagrados e revelações. A expectativa por resultados imediatos nessas circunstâncias é naturalmente elevada. Fomos bem-sucedidos na medida em que sustentamos a condição de protagonistas e tivemos conquistas importantes. Contudo, esse modelo não é mais viável para o cenário atual.



– Quero, porém, deixar claro que estamos mudando nossa estratégia com convicção e que nos preparamos para tal. O processo teve início já no fim do ano passado, e o Vanderlei Luxemburgo, com sua experiência, deu sua contribuição na reformulação do elenco e no aproveitamento dos atletas da base. Avançamos também em outras frentes relacionadas à gestão, que não são tão evidentes externamente, porém, relevantes.



Depois da mudança de comando técnico durante a temporada mais uma vez, o senhor entende agora que foi um erro a contratação do Vanderlei Luxemburgo?

– O Vanderlei foi contratado para liderar no aspecto técnico este redirecionamento estratégico do Palmeiras e em dez meses cumpriu várias etapas deste processo, como a reformulação de parte do elenco, promoção e aproveitamento de atletas da base e conquista do Campeonato Paulista. Infelizmente, nossa expectativa pela melhora no desempenho técnico da equipe e a construção de um padrão de jogo não foram atendidas e tivemos que optar pela troca, mas não posso considerar um erro um trabalho que rendeu frutos como a consagração de novos atletas e um título.



O que o senhor pensa das recentes manifestações da torcida organizada? Qual avaliação o senhor faz do planejamento, do trabalho do Anderson Barros e da diretoria de futebol?

– A torcida se acostumou nos últimos anos a ver o Palmeiras como protagonista, ou seja, potencial candidato a todos os títulos que disputa. Quando a performance esportiva coloca em risco tal expectativa, a reação é imediata e intensa. Os maus resultados são geralmente associados à incompetência ou falta de empenho dos gestores e/ou comissão técnica e/ou jogadores. Essa é a cultura reinante no futebol. Não adianta ficarmos reclamando disso. Trabalhamos para que os períodos ruins sejam pouco frequentes e curtos.



– Como gestores temos de ter uma visão de médio e longo prazos. Não podemos nos empolgar e nem nos deixar abater pelos acontecimentos no curto prazo. O Anderson Barros é o nosso diretor de futebol, principal executivo da área, e como tal tem um papel fundamental no processo de redirecionamento estratégico iniciado no final de 2019, exatamente quando ele foi contratado. O trabalho que tem sido desenvolvido não tem grande visibilidade externa como, por exemplo, as contratações de atletas, mas é tão relevante e, talvez, mais complexo. Também temos de considerar que a pandemia criou novos desafios e acabou afetando o ritmo das ações planejadas. Minha avaliação é a de que estamos no caminho certo e não há razão para questionamentos.





Na nossa última entrevista, o senhor falou sobre a previsão de deixar de arrecadar cerca de R$ 200 milhões em 2020. Isso mudou de alguma forma? Já existe alguma previsão mais concreta sobre o impacto da crise nas finanças do clube?

– A previsão segue a mesma. A pandemia impactou todas as fontes de receitas, exceto o patrocínio master (Crefisa e FAM). Tivemos perdas nas receitas com direitos de transmissão, bilheteria, programa sócio-torcedor Avanti, venda de produtos licenciados, premiações e outros. Não é possível compensar uma perda dessa magnitude somente com redução de despesas. Aliás, cabe ressaltar que optamos por preservar os empregos e os salários de nossos colaboradores, decisão indiscutivelmente acertada. Renegociamos prazos de pagamentos, acordamos reduções salariais temporárias com os atletas e comissão técnica, aproveitamos os incentivos governamentais, renegociamos contratos com fornecedores e, assim, conseguimos honrar todos os nossos compromissos.







– Contudo, a situação ainda não se normalizou e os efeitos da pandemia adentrarão 2021. Na verdade não sabemos ainda quando retornaremos à normalidade. Será inevitável ter de negociar mais atletas para fechar as contas, contudo, não depreciaremos nossos ativos e não comprometeremos a qualidade de nosso elenco. A nossa meta é finalizar a gestão com caixa equilibrado.



Palmeiras, Verdão, Galiotte, Abel Ferreira


3411 visitas - Fonte: Globo Esporte

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É exatamente isso que eu precisava saber, o presidente foi muito claro e creio que ta correto nas colocações e o comentário do Roberto Rolim foi extremamente positivo! O Verdão tá no rumo certo, vamos ter grandes alegrias certamente! É só esperarmos pra vê, sejamos otimistas!

Roberto Tolin     

Antes de criticar é preciso entender. Os meios de comunicação esportiva estão sempre ávidos por notícias, não importa qual a verdade, o importante pra eles é manter o torcedor ligado e com isso plantam polêmicas e inverdades sem se importarem com as consequências. A nós torcedores, resta analisar e esperar clarear para depois julgar. Muitas verdades, são meias verdades e nem toda mentira é verdadeira. No final, tudo é esclarecido, leve o tempo que levar.

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