FPF reage ao governo e diz que proibição "foge de qualquer conceito médico e científico"

16/3/2021 10:13

FPF reage ao governo e diz que proibição "foge de qualquer conceito médico e científico"

Veja argumentos da Federação Paulista contra a paralisação no campeonato e do MP a favor da medida

FPF reage ao governo e diz que proibição

A Federação Paulista de Futebol reagiu nesta terça-feira, com palavras duras (veja a íntegra da nota oficial abaixo), à manutenção da paralisação de duas semanas no Campeonato Paulista, anunciada pelo governo estadual na semana passada e mantida após reuniões nesta segunda. A pausa vai, inicialmente, de 15 a 30 de março, e integra uma série de ações para conter a propagação do novo coronavírus.



Em nota, a Federação Paulista explicitou os argumentos que usou para tentar derrubar a decisão, questionou os critérios do governo estadual e afirmou que os argumentos para manter a paralisação "fogem de qualquer conceito médico e científico".



Nesta terça-feira, a Federação vai se reunir com os clubes para debater o que fazer com os jogos previstos para o período da paralisação. Uma possibilidade é passá-los para outros Estados – Minas Gerais, porém, já avisou que não vai aceitar.



Veja, na íntegra, a nota da Federação Paulista:



"A Federação Paulista de Futebol comunica que se reuniu nesta segunda-feira (15) pela manhã com o Governo do Estado de São Paulo e, à noite, com o Ministério Público Estadual para tratar da paralisação do esporte na Fase Emergencial.



Nos dois encontros, a FPF apresentou um estudo e uma proposta baseada em critérios médicos e científicos, que embasavam o pedido de liberação parcial do futebol neste período, com menos jogos, menos pessoas envolvidas, testes antes e depois de cada partida e uma "bolha de segurança" para atletas e comissões técnicas. Para conhecimento público, abaixo listamos os argumentos:



1- Assim como os restaurantes, que estão impedidos de receber clientes em seus salões e têm funcionado com sistema de delivery, o futebol segue sem público nos estádios, entregando ao torcedor, na sua casa, os jogos por meio de transmissões. No entanto, o futebol é a atividade econômica que possui um rigoroso e inédito protocolo de saúde, com testagens semanais de seus colaboradores e acompanhamento médico diário. Com a paralisação, mais de 3.000 atletas, membros de comissões técnicas e funcionários das agremiações param de ter esse controle médico;



2- O rígido controle faz com que o futebol tenha uma taxa de positividade de 2,2% —15 vezes inferior à taxa do Estado de São Paulo e menor do que a metade do que o número recomendado pela OMS para controle da pandemia (5%). E, como a grande maioria dos atletas que contraíram COVID-19 são assintomáticos, esta testagem ativa permite identificar e isolar imediatamente o profissional, evitando a contaminação de mais pessoas;







3- Na apresentação de quinta-feira (11/3), em que anunciou a Fase Emergencial, o Governo do Estado de São Paulo utilizou um slide em que citou como exemplo países que adotaram medidas restritivas. Em nenhum dos países listados pelo Governo, o futebol foi paralisado na segunda onda de COVID-19, o que demonstra que não há qualquer referência científica internacional que embase a decisão de paralisação do futebol para combate à doença;



4- A partir do anúncio da paralisação do futebol, a FPF estudou alternativas e elaborou, com base em dados científicos, um protocolo ainda mais rigoroso para proteger atletas, comissões técnicas, árbitros e os profissionais do futebol. O documento prevê a redução de 56% da quantidade de partidas disputadas no período da Fase Emergencial, com a suspensão temporária da Série A3 e parcial da Série A2 do Campeonato Paulista —a Série A1 teria seus 24 jogos realizados. Para assegurar ainda maior segurança aos profissionais, o novo protocolo criava novamente o conceito de “Bolha de Segurança”, com todas as delegações testadas e isoladas em hotéis ou centros de treinamento até o fim deste período. Sem qualquer contato externo, os clubes se deslocariam apenas para os estádios (totalmente desinfetados) e retornariam para seus alojamentos, com testagens antes e depois das partidas. Além disso, o número de profissionais de operação de jogo nos estádios seria reduzido em 70%, com um esforço coletivo de comunicação para conscientizar torcedores da necessidade do isolamento social.



A FPF esclarece que, embora todas as medidas tenham sido bem recebidas pelo Governo de São Paulo e pelo Ministério Público, o pleito foi rejeitado sob argumentos que fogem de qualquer conceito médico e científico já visto mundialmente no combate à COVID-19. Nesta tarde (16), a FPF e os clubes das Séries A1, A2 e A3 se reunirão novamente para discutir as medidas que serão tomadas, garantindo a conclusão das competições em suas datas programadas."



Também em nota, o Ministério Público Estadual explicou por que referendou a paralisação do campeonato.



"Em reunião realizada nesta segunda-feira (15/3) entre representantes da Federação Paulista de Futebol e membros do gabinete de crise da covid-19 do MPSP, a instituição reiterou que os altos índices de ocupação dos leitos de UTI em todo o Estado e a maior transmissibilidade das novas variantes do coronavírus exigem, para o enfrentamento da pandemia, a menor circulação de pessoas possível. Assim, o MPSP, orientado pelos médicos que integram o gabinete de crise, mantém a sua recomendação, acatada pelo governo estadual, no sentido de suspender os jogos de futebol e as atividades religiosas de caráter coletivo."









Paulistão, FPF, Nota, MP


5211 visitas - Fonte: Globo Esporte

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Maurinho Silva     

O futebol é motivo para as pessoas ficarem em casa. Eles vão sempre pela contramão. Não querem circulação de pessoas então porque não param o transporte público?

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Roberto Tolin     

Esses lixos do MP e governo do estado, querem levar a população a loucura. Implantam essa ditadura como se fossem Deuses que determinam o que é certo ou errado de acordo com suas visões sem sequer ouvir as justificativas comprovadas de outros órgãos da sociedade. Impõe regras ao seu bel prazer sem se importar com as consequências. Tudo isso para esconder suas próprias incapacidades e incompetência. Já foi provado que não existe ambiente mais controlado na sociedade, do que atleta profissional. Mesmo assim, insistem nesse argumento idiota.

Anderson Coelho     

Não gosto da turma da FPF, dessa vez eles tem razão, a nota explicativa do MPE não base científica nenhuma, parece algo mais político. Muito estranha essa nota do MPE, talvez queiram aparecer na midia, não sei.

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