São apenas 50 jogos no comando do Palmeiras. E se o time, no domingo (23), garantir a conquista do Campeonato Paulista, contra o São Paulo, o técnico Abel Ferreira chegará à impressionante marca de um troféu para cada 17 partidas disputadas pelo clube.
O último degrau para a façanha começa a ser escalado hoje (20), às 22h, no Allianz Parque, contra o São Paulo.
Por um lado, o estadual perde em importância para a Copa do Brasil e a Libertadores que o jovem técnico já tem na prateleira. Mas no contexto criado em torno do Palmeiras e do treinador português desde o início desta temporada, o Paulista ganha outro peso.
Se vier, a conquista do estadual, que chegou a ser chamado de "laboratório" pelo técnico, será a coroação do planejamento da atual comissão técnica para esta primeira parte da temporada.
Toda possível desconfiança que também possa ter pairado sobre Abel Ferreira após as derrotas na Recopa Sul-Americana e na Supercopa do Brasil ficará ainda menos justificada.
Criticado por ter escalado times B, C e inúmeros garotos das categorias de base em meio à maratona de jogos do Alviverde, Abel, de troféu em mãos, poderá provar que sabia o que estava fazendo.
Não que a classificação à final já não fosse suficiente para tanto. Mas numa cultura futebolística que só valoriza vencedores, como a brasileira, haverá ainda menos argumentos contra o comandante alviverde.
Força máxima
Dentro do rodízio promovido pelo clube, o planejamento do Palmeiras prevê a disputa da final com os principais jogadores do elenco, os normalmente selecionados para os jogos da Copa Libertadores e outros duelos decisivos.
No treino realizado na quarta-feira (19), por exemplo, os jogadores que enfrentaram o Defensa y Justicia na Libertadores - os supostamente reservas - fizeram trabalho de regeneração. Quem treinou com vistas ao jogo desta noite foram os demais.
Se por um lado, tal escolha demonstra fé no planejamento e o grau de importância dado à conquista, por outro, a escalação dos usuais titulares acaba sendo um pequenos castigo para os jogadores que, exceto pela semifinal, carregaram o Palmeiras até a decisão.
São os casos, por exemplo, de Gustavo Scarpa e Willian, destaques palmeirenses nas partidas do Estadual. Apesar de terem ido bem no Paulista, não conseguiram convencer Abel de que deveriam fazer parte do time A, como o zagueiro Renan, o volante Felipe Mello e o lateral Victor Luis, por exemplo, conseguiram.
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