28/1/2021 08:15

"Tá lá dentro": o torcedor-locutor que viu e viveu a campanha do Palmeiras na Libertadores

Há diversas formas de se contar uma história. Dificilmente, porém, relatos fidedignos não sairiam por quem não viveu aquilo. É assim desde quando história se tornou um conceito. Cada um tem a sua, mas nenhum palmeirense pode se orgulhar de vivenciar, ser testemunha ocular, da histórica campanha do Palmeiras na Copa Libertadores da América. São poucos, raros, para não dizer único, como Marcos Costi.

Marcos Costi é locutor do Allianz Parque e figura conhecida pelo torcedor do Palmeiras, ausente em praticamente toda campanha em virtude da pandemia do novo coronavírus, que vai deixar vazio inclusive o Maracanã, palco da final da Libertadores contra o Santos, no dia 30, às 17h.

Ele viu, narrou e torceu da cabine da arena; no sábado, convidado pela diretoria, poderá fechar a trajetória já inesquecível para este comunicador e empresário de 38 anos.

— Ao mesmo tempo em que é um trabalho, é um privilégio e também um peso, porque quando encontro o pessoal na rua, sempre me dizem: você vai representar a gente lá, vai ser a nossa voz. Falam: representa a gente. Em uma Libertadores e sem público, isso é um peso enorme. Porém é gostoso e um privilegio ser testemunha ocular — afirmou, em conversa com o ge.

— Fico imaginando lá para frente. Se Deus quiser, com o Palmeiras campeão, vou poder relatar que acompanhei todos os jogos em casa nessa campanha, como o jogo do River Plate, um desespero só. Em uma palavra, resumiria como privilégio — acrescentou o locutor, ciente da regalia trazida pela profissão na arena e da mudança de vida, já que, no título de 1999, Costi e o pai não conseguiram ingressos para a final no antigo Palestra Itália.

Marcos Costi é a voz do Allianz Parque desde 2014. Com exceção à reabertura do estádio contra o Sport, o locutor esteve na cabine em todas as outras 208 oportunidades de jogos. Desde março, tornou-se o grande representante da torcida no estádio. Além de gritar gol com o já famoso "tá lá dentro", ele é quem comanda o som com as músicas da torcida, aumentando ou baixando a pressão conforme orientação da comissão técnica.

— Contra o River, em algum momento, colocamos mais baixo. Quando é um possível VAR a favor, a gente tira o som. Quando é VAR contra a gente, tentamos atrapalhar um pouco. É o fator casa (risos) — comentou Costi, que não tem a menor dúvida em relação ao grande momento da campanha de finalista do Palmeiras, em busca do segundo título.

— O que mais marcou foi o apito final contra o River Plate. O grito quase não saiu, a voz estava embargada mesmo. Na hora que o juiz deu nove minutos, um amigo que trabalha na cabine começou a cronometrar. Eu saí. Eu fico andando. Eu virei para uma parte que não tinha vidro, virei para ele e perguntei quanto tinha passado. Jurava que eram uns 4 minutos, e ele me fala que tinha passado só 1min18. Aí teve o lance do VAR, mais quatro. Não acabava nunca — relembrou.

— Quando acabou o jogo, parecia que eu tinha jogado. Começou a dar aquela esticada nos músculos, estava todo suado. Foi o grito mais baixo que dei porque não saía, mas era o sentimento de todo torcedor. O peso de estar sozinho duplica isso — comentou o locutor da arena palmeirense.


Ritual com santos e ida ao Rio de Janeiro

A entrevista com Marcos Costi ocorreu dias antes de o Palmeiras convidá-lo para assistir à final no Maracanã. O clube alviverde recebeu 150 entradas da organização e dedicou metade para jogadores e comissão técnica. Outros nomes simbólicos, como ex-atletas e os torcedores Silvia e Nickollas Grecco, também ganharam passe livre para a final.

Por falar em símbolo, Costi carrega os seus religiosamente a todos os jogos. Como bom torcedor, possui os seus rituais antes de assumir o microfone do Allianz Parque. Em toda a Libertadores foram três companheiros: São Gennaro, São Vito e Nossa Senhora (do Manto Verde, como ressaltou mais de uma vez na conversa).

— Quando subo para a cabine, vou para o meu cantinho e aí é questão de vitória. Tenho meu San Gennaro, que coloco para a defesa do Palmeiras, por ter experiência, para segurar ali. Tenho o San Vitto, que é moleque e abusado para jogar no ataque. Tenho a Nossa Senhora de Manto Verde cobrindo no meio o ataque e a defesa — explicou.

No Maracanã, ele não vai trabalhar. Talvez nem consiga levar os santos para o estádio. Contudo, sonha em repetir os famosos bordões com um Palmeiras campeão da Libertadores no sábado.

Aliás, nestes sonhos, há um forte candidato para o “tá lá dentro” do título da América: o meia Raphael Veiga. É pura sensação de torcedor, já que na imaginação o grito estivesse reservado para Weverton, alguém improvável para balançar a rede do Santos no Maracanã.

— Tem um negocinho comigo que acha que o Raphael Veiga vai guardar uma nessa final. Tomara que seja ele, porque tem sangue verde também — concluiu Marcos Costi, de sangue, alma, voz e coração alviverde, talvez o único a unir essa combinação como peça na campanha palmeirense.







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