6/8/2020 10:02

Em SP, mais uma triste versão brasileira de "final não se joga, se ganha"

Havia muito em jogo no estádio do Corinthians, em Itaquera. Não exatamente por conta da final do Paulista, mas pela história do dérbi.



Mais do que manter a hegemonia no estadual com um possível tetracampeonato, o Corinthians quer preservar o domínio recente em clássicos decisivos. Já o Palmeiras anseia satisfazer o torcedor inconformado com os reveses, mesmo com um elenco mais qualificado. Tirar a imagem de "pipoca" em finais e vingar 2018.

Na decisão em dois jogos é natural administrar o primeiro para entrar vivo no segundo, com a taça à espera no estádio. Em qualquer lugar do mundo é difícil termos grandes espetáculos em finais. E a longa inatividade por conta da pandemia ainda pesa e precisa relativizar o desempenho das equipes.

Mas nada justifica a indigência dos primeiros 90 minutos na Arena Corinthians. Principalmente do segundo tempo. Tiago Nunes preferiu exaltar a solidez defensiva de sua equipe, Vanderlei Luxemburgo bateu na tecla da cautela no primeiro jogo. Porém é difícil explicar, mesmo considerando a tensão, os erros técnicos, a dificuldade de sair da pressão adversária trocando passes.

Zé Rafael entrou pela esquerda para acompanhar Fagner, a válvula de escape corintiana. Mas atacou pouco com Rony pela direita, para cima de Carlos Augusto, Duas boas defesas de Weverton em chutes de Ramiro e Mateus Vital, Ramires chutou por cima no final do primeiro tempo. E só.

Pode soar injusta a projeção de fracasso dos rivais paulistas no Brasileiro pelo futebol pobre na decisão local. Até porque o Flamengo de Jorge Jesus, dominante no país, esteve longe de exibir o seu melhor nas finais do Carioca diante do Fluminense. A crítica, porém, é necessária.

Porque vimos em São Paulo mais uma triste versão brasileira da frase "final não se joga, se ganha". Afirmação que carrega o pragmatismo da necessidade de se coroar um trabalho bem feito, mesmo sem uma grande exibição no duelo derradeiro. Releva-se o nervosismo, é possível aceitar o jogo um pouco abaixo se conseguir levantar o troféu. Aconteceu, por exemplo, com o Liverpool diante do Tottenham no Wanda Metropolitano pela última final da Liga dos Campeões e também com o Flamengo em Lima contra o River Plate decidindo a Libertadores.

Mas por aqui, na maioria das vezes, a frase é lida como licença para chutões, truculência, pressão excessiva na arbitragem, a infeliz disputa de quem é mais "macho" nas enfadonhas brigas que nada acrescentam. A velha confusão entre risco zero e nenhum futebol. Um jogo lento, previsível e violento à espera da falha do oponente. De uma bolinha parada salvadora. Do acaso. E o torcedor mais fanático acha bonito esse sofrimento, esse transe torturante como prova de paixão.

O vencedor leva a taça com alívio, quem perde chora a frustração. E não sobra quase nada. Apenas os memes nas redes sociais. Quem zoará o rival no sábado? Fica a esperança de que Corinthians e Palmeiras lembrem-se de jogar um pouco na final, para que o triunfo carregue algum sabor além do ódio no canto da boca. Oremos.



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